segunda-feira, dezembro 06, 2010

O poder da vírgula!!!!




Curtíssima e legal!!!



Vamos ver se somos bons em lingua portuguesa!

O poder da vírgula!


FRASE DO TESTE:

"Se o homem soubesse o valor que tem a mulher andaria de quatro à sua procura."
Onde você colocará a virgula?


a) Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois da palavra "mulher".

b) Mas, se você for homem, certamente a colocou depois de "tem".

domingo, dezembro 05, 2010

Marido quase perfeito

O marido quase perfeito telefona para casa e...

- Oi, minha rainha! Como está o teu dia?

- Tudo ótimo.

- Que bom! E as crianças estão bem?

- Brincando sem parar, não se preocupe.

- Ótimo, perfeito! Elas já almoçaram? Se alimentaram bem?

- Sim! Comeram muito bem! Já fizeram a lição de casa e agora estão brincando.

- Que bom! E me conta, minha linda, o que vai ter no jantar hoje?

- O seu prato preferido e já coloquei a cerveja na geladeira...

- Uau! Bife à milanesa e cerveja! Por isso que eu te adoro tanto! Bom... está tudo tranqüilo em casa, então?

- Fique tranqüilo que está tudo bem.

- Ah, mais uma coisinha: você promete que, hoje à noite, colocará aquele babydoll preto pra mim?

- Faço tudo para te agradar... E não vou esquecer o perfume que você mais gosta.

- Mesmo? Obrigado meu tesão! É por isso te amo tanto...

- Sei, sei...

- Daqui a pouco te vejo, tá meu amor?

- Vou ficar esperando ansiosa...

- Agora me chama a patroa aí, tá?

sábado, dezembro 04, 2010

ROLETA AFRICANA

O embaixador Americano conversava com um diplomata Africano que elogiava os Russos:

- Eles construíram uma hidroelétrica, um aeroporto, um estádio, nos
ensinaram a tomar vodka e jogar Roleta Russa.

- Mas... Roleta Russa???!!!

É um jogo muito perigoso !!!

- Certo. Foi por isso que inventamos a Roleta Africana... Quer jogar?

- Não sei... Como é que se joga?

O diplomata Africano bateu palmas e 8 Lindas e Deliciosas Mulheres Negras, todas nuas, chegaram rebolando.
Aí o diplomata Africano disse:

- Escolha uma para lhe fazer Sexo Oral.

- Mas isso é bem melhor que Roleta Russa !

- É..., MAS, UMA DELAS É CANIBAL ... !!!

sexta-feira, dezembro 03, 2010

Dá para ter um orgasmo dormindo?



É a mais pura verdade: enquanto você zzzzzz, seu corpo entra em combustão e pode levá-la a um ohhhhh poderoso. O que está esperando? Vá correndo pra cama!
Dora Moraes

A idéia talvez soe como uma espécie de conto da carochinha, mas os sexólogos garantem: nós, mulheres, podemos muito bem experimentar o êxtase total durante o sono ou, no mínimo, chegar tão perto dele a ponto de acordar no meio da noite morrendo de desejo. Diferentemente dos conhecidos "sonhos molhados" dos homens, que costumam ejacular durante o sono, no nosso caso os lençóis não servem como evidência. Mas os estudos na área da sexologia não deixam dúvidas: somos capazes de ter um orgasmo igual ou até mais intenso do que aquele que experimentamos quando estamos de olhos bem abertos. Como é possível? Enquanto você dorme, seu cérebro não pára de trabalhar. Ele se ocupa de manter o coração batendo e a produção contínua dos hormônios, monitorar movimentos e reflexos de diferentes partes do corpo, entre outras tarefas vitais.

A cada 90 minutos, entramos numa fase de sono profundo que os especialistas chamam de estágio REM (rapid eye moviment, ou movimento rápido dos olhos). Esse deslocamento é a senha de que estamos mergulhadas no universo dos sonhos, quando as projeções imaginárias do inconsciente tornam-se mais vívidas, parecendo reais. Também durante o sono REM, o cérebro determina que um maior fluxo de sangue percorra os órgãos sexuais, inclusive o útero, provocando espasmos e contrações involuntárias. Além disso, o aumento da pressão sanguínea faz com que o clitóris fique intumescido, exatamente como acontece quando nos excitamos — em várias mulheres, isso tudo desencadeia o orgasmo. É comum? É perfeitamente normal ter um (ou até mais de um) orgasmo enquanto dormimos, segundo o ginecologista e sexólogo Amaury Mendes Jr., delegado carioca da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana (Sbrash). "Nos homens, ocorre uma ereção seguida de ejaculação.

Nas mulheres, o sinal é a lubrificação pronunciada da vagina. Se você vai dormir excitada ou depois de ter pensamentos picantes, isso fica registrado no cérebro, que se ocupa do resto." Ao pesquisar a conduta sexual masculina e feminina, o sexólogo americano Alfred Kinsey constatou que 70% das mulheres entrevistadas tinham sonhos eróticos e metade delas chegava ao orgasmo. Em contrapartida, quase 100% dos homens de sua amostra vivenciaram a situação, com quase 85% culminando em ejaculação. Curiosamente, a maior incidência de sonhos com o bônus do orgasmo entre mulheres se dá por volta dos 40 anos, revelou o estudo. Nos homens, eles ocorrem na adolescência e também entre os 20 e os 30 anos. Mas vale dizer que tal experiência é possível e até mesmo comum em qualquer época da vida, para os dois sexos.

Algumas sortudas, por exemplo, relatam esse tipo de prazer por volta dos 21 anos — e outras até mesmo a partir dos 13. A melhor parte da história é que elas tendem a chegar lá mais de uma vez. Ou seja: nada impede que o paraíso surja em nossos sonhos noites e noites seguidas. E é bom? Bárbaro, só para dizer o mínimo. Segundo os sexólogos, o orgasmo noturno é conhecido por ser particularmente intenso. Em parte, porque durante o sono nosso corpo entra em profundo estado de relaxamento. Além disso, a intensidade do prazer aumenta graças a uma espécie de "garantia de privacidade". "As censuras adquiridas ao longo da vida interferem com menos intensidade durante o sono, deixando-nos entregues ao próprio devaneio", explica a carioca Sandra Baptista, psicóloga e sexóloga do Instituto Brasileiro de Medicina de Reabilitação (IBMR). Outro ponto que torna esses orgasmos tão profundos é que as fantasias criadas pelo cérebro podem incluir condutas que jamais realizaríamos acordadas: por exemplo, práticas exibicionistas, sexo grupal ou até uma transa com alguém do mesmo sexo. Em resumo, no universo onírico tudo é permitido, inclusive explorar certas possibilidades sem nos preocupar com as conseqüências. Que tal? É saudável? Pode apostar que sim. Além de produzir uma lubrificação intensa e de manter seus órgãos sexuais azeitados, o orgasmo involuntário ajuda a aliviar a tensão. "Ele pode acontecer quando desejamos muito alguém e, por alguma razão, essa pessoa não está acessível. Ou, então, quando sentimos uma grande excitação e vamos dormir com essa energia represada", diz Sandra. Bônus extra para as mulheres que dormem acompanhadas: seu homem pode adorar a idéia de ser despertado por uma namorada incendiada pelo desejo. É rápido? "Um dos aspectos característicos dos sonhos sexuais é a rapidez com que eles levam uma pessoa ao orgasmo", afirma Sandra. "Embora um homem ou uma mulher possam ser lentos para atingir o clímax acordados, durante o sono ocorre justamente o contrário." Segundo os especialistas, há casos em que se pode experimentar um orgasmo noturno antes mesmo de vivenciar esse prazer estando desperto. No que é diferente do prazer noturno dele? A ejaculação noturna é quase um reflexo.

Ela tende a ser conseqüência de não ter ocorrido a descarga regular, especialmente se o homem não recorreu à masturbação. Funciona como uma válvula de escape para aquele esperma que vem sendo produzido e permanece guardado. Orgasmos femininos, por outro lado, pedem uma fantasia caprichada mesmo durante o sono. Ou seja: sem um enredo sensual e erótico, uma mulher não conseguirá ter um orgasmo, exatamente como acontece acordada. Como chegar lá? Alguns especialistas acreditam ser possível induzir qualquer tipo de sonho antes de ir para a cama. Quer tentar? Eles sugerem a você ler alguma coisa sexy minutos antes de dormir, assistir a um filme carregado de sensualidade ou, ainda, ter pensamentos eróticos com alguém especial. A masturbação (sem necessariamente chegar lá) antes de ir para debaixo do edredom pode ser outro gatilho eficiente. E se o orgasmo não acontecer? A verdade é que você pode nem se dar conta de que alcançou o clímax, principalmente se tem sono muito pesado.

"Mas, em geral, os espasmos e os movimentos dos músculos fazem com que a pessoa desperte", afirma Sandra. Porém, caso isso nunca aconteça, não é motivo para perder o sono. Ter ou não ter um orgasmo dormindo é perfeitamente normal.

quinta-feira, dezembro 02, 2010

Os Vírus da Mente


Os Vírus da Mente



O porto que todos o memes precisam alcançar é a mente humana, mas uma mente humana é apenas um artefato criado quando memes reestruturam um cérebro humano para fazê-lo um hábitat melhor para memes. Os caminhos para chegada e partida são modificados para ajustar-se às condições locais, e reforçados por vários dispositivos artificiais que aumentam a fidelidade e prolixidade da replicação: mentes chinesas nativas diferem dramaticamente de mentes francesas nativas, e as mentes alfabetizadas diferem de mentes analfabetas. O que os memes provêem em retorno aos organismos nos quais eles residem é uma quantidade incalculável de vantagens --- com alguns cavalos de Tróia misturados também. . .Daniel Dennett, Consciousness Explained

1 Forragem de duplicação

Uma linda criança próxima de mim, com seis anos e a menina dos olhos de seu pai, acredita que Thomas o Motor de Tanque [personagem de uma história infantil] realmente existe. Ela acredita em Papai Noel, e quando ela crescer sua ambição é ser uma fada do dente. Ela e seus amigos de escola acreditam na palavra solene de adultos respeitados de que fadas do dente e o Papai Noel realmente existem. Esta pequena menina está em uma idade de acreditar em tudo que você lhe contar. Se você lhe contar sobre bruxas transformando príncipes em sapos ela acreditará em você. Se você lhe contar que crianças más ardem eternamente no inferno, ela terá pesadelos. Eu descobri há pouco que sem o consentimento do pai dela esta criança de seis anos encantadora, confiante e crédula está sendo enviada, para instrução semanal, a uma freira católica romana. Que chances ela tem?
Uma criança humana é moldada pela evolução para se saturar da cultura de seu povo. Obviamente, ela aprende os essenciais do idioma de seu povo em questão de meses. Um dicionário grande de palavras para falar, uma enciclopédia de informação para falar sobre, regras sintáticas e semânticas complicadas para ordenar a fala são todos transferidos de cérebros mais velhos ao seu antes que ela alcance metade de seu tamanho adulto. Quando você é pré-programado para absorver informação útil a altas taxas, é difícil impedir ao mesmo tempo a entrada de informação perniciosa ou prejudicial. Com tantos bytes mentais para ser assimilados, tantos códons mentais para ser reproduzidos, não é nenhuma surpresa que cérebros de crianças sejam crédulos, abertos a quase qualquer sugestão, vulneráveis à subversão, presas fáceis para Moonies, Cientologistas e freiras. Como pacientes imuno-deficientes, crianças estão amplamente abertas a infecções mentais as quais adultos poderiam repelir sem esforço.
O DNA também inclui código parasitário. A maquinaria celular é extremamente boa em copiar DNA. No que tange o DNA, ele parece ter uma ânsia para copiar, parece ansioso em ser copiado. O núcleo da célula é um paraíso para o DNA, repleto de maquinaria de duplicação sofisticada, rápida e precisa.
A maquinaria celular é tão amigável para a duplicação de DNA que é pouca surpresa que células tornem-se hospedeiras de parasitas de DNA --- vírus, viróides, plasmídeos e um refugo de outros camaradas viajantes genéticos. O DNA parasitário até mesmo se torna emendado aos cromossomos de forma quase imperceptível. "Genes saltantes" e extensões de "DNA egoísta" se cortam ou copiam para fora de cromossomos e se colam em outro lugar. Oncogenes mortais são quase impossíveis de distinguir de genes legítimos entre os quais eles estão trançados. No tempo evolutivo, há provavelmente um tráfico ininterrupto de genes "legítimos" para genes "foras-da-lei", e de volta novamente (Dawkins, 1982). O DNA é só DNA. A única coisa que distingue DNA virótico do DNA hospedeiro é seu método esperado de passar para gerações futuras. DNA hospedeiro "legítimo" é apenas DNA que aspira passar para a próxima geração pela rota ortodoxa de espermatozóide ou óvulo. DNA parasitário "fora-da-lei" é só DNA que busca uma rota mais rápida e menos cooperativa ao futuro, por uma minúscula gotinha ou fragmento de sangue, em lugar de por um espermatozóide ou óvulo.
Para dados em um disquete, um computador é um paraíso da mesma maneira que núcleos de célula têm uma ânsia em duplicar DNA. Computadores e seus leitores de disco e fita associados são projetados com alta-fidelidade em mente. Como com moléculas de DNA, bytes magnetizados não "querem" literalmente ser copiados de forma fiel. Não obstante, você pode escrever um programa de computador que toma medidas para se duplicar. Não apenas duplicar a si mesmo dentro de um computador, mas se espalhar para outros computadores. Computadores são tão bons em copiar bytes, e tão bons em obedecer as instruções contidas nesses bytes fielmente, que são vítimas fáceis para programas auto-reprodutores: amplamente abertos à subversão por parasitas de software. Qualquer cínico familiar com a teoria de genes egoístas e memes teria sabido que computadores pessoais modernos, com seu tráfico promíscuo de disquetes e ligações de e-mail, estavam procurando por problemas. A única coisa surpreendente sobre a epidemia atual de vírus de computadores é que demorou tanto para ocorrer.


2 Vírus de computador:


um Modelo para uma Epidemiologia Informacional
Vírus de computador são pedaços de código que se enxertam em programas existentes e legítimos e subvertem as ações normais desses programas. Eles podem viajar em disquetes trocados, ou através de redes. Eles são tecnicamente distintos de "worms" [vermes] que são programas inteiros em seu próprio direito, normalmente viajando através de redes. Bastante diferentes são os "cavalos de Tróia", uma terceira categoria de programas destrutivos que não são auto-reprodutores, mas dependem de humanos para reproduzi-los por causa de seu conteúdo pornográfico ou atraente de outras formas. Vírus e worms são programas que de fato dizem, em linguagem de computador, "Duplique-me". Ambos podem fazer outras coisas que fazem sua presença percebida e talvez possam satisfazer a vaidade dos autores deles. Estes efeitos colaterais podem ser "humorísticos" (como o vírus que faz o alto-falante embutido do Macintosh enunciar as palavras "Não entre em pânico", com o previsível efeito oposto); maliciosos (como os numerosos vírus IBM que apagam o disco rígido depois de um anúncio na tela do desastre iminente); políticos (como os vírus Spanish Telecom e Beijing que protestam sobre custos de telefone e estudantes massacrados respectivamente); ou simplesmente inadvertidos (o programador é incompetente para controlar as chamadas de sistema de baixo nível exigidas para escrever um vírus ou worm efetivo). O famoso Internet Worm que paralisou muito do poder de computação dos Estados Unidos no dia 2 de novembro de 1988 não era projetado (muito) maliciosamente mas ficou fora de controle e, dentro de 24 horas, tinha congestionado 6.000 memórias de computador multiplicando exponencialmente cópias de si mesmo.
"Memes agora se espalham ao redor do mundo à velocidade da luz, e se reproduzem a taxas que fazem até mesmo a mosca de frutas e células de fermento parecerem glaciais em comparação. Eles saltam promiscuamente de veículo para veículo, e de meio para meio, e estão provando ser virtualmente impossíveis de colocar em quarentena" (Dennett 1990, p.131). Vírus não estão limitados a mídias eletrônicas como discos e linhas de dados. Em seu caminho de um computador para outro, um vírus pode atravessar a tinta de impressão, raios de luz em uma lente humana, impulsos de nervo óticos e contrações de músculos do dedo. Uma revista de aficcionados por computador que imprimiu o texto de um programa de vírus para o interesse de seus leitores foi extensamente condenada. De fato, tal é a atração da idéia de vírus a um certo tipo de mentalidade pueril (o gênero masculino é usado a conselho), que a publicação de qualquer tipo de informação sobre como projetar programas de vírus é vista imediatamente como um ato irresponsável.
Eu não vou publicar nenhum código de vírus. Mas há certos truques de design de vírus efetivos que são conhecidos suficientemente bem, até mesmo óbvios, que não fará nenhum mal mencioná-los, enquanto eu preciso fazer para desenvolver meu tema. Todos eles se originam da necessidade do vírus para escapar de descoberta enquanto estiver se espalhando.
Um vírus que clona a si mesmo de forma excessiva dentro de um computador será descoberto rapidamente porque os sintomas de congestionamento ficarão muito óbvios para ignorar. Por isto muitos programas de vírus checam, antes de infectar um sistema, para ter certeza se eles já não estão naquele sistema. Incidentalmente, isto abre um modo para defesa contra vírus que é análogo à imunização. Nos dias antes que um programa específico de antivírus estivesse disponível, eu mesmo respondi a uma infecção em meu próprio disco rígido por meio de uma primitiva "vacinação". Em vez de apagar o vírus que tinha descoberto, eu simplesmente incapacitei suas instruções codificadas, deixando a "casca" do vírus com sua "assinatura" externa característica intacta. Teoricamente, os membros subseqüentes das mesmas espécies de vírus que chegaram em meu sistema deveriam ter reconhecido a assinatura do seu próprio tipo e se abstido de tentar infectá-lo novamente. Eu não sei se esta imunização realmente funcionou, mas naqueles dias provavelmente valia a pena "destripar" um vírus e deixar sua casca em lugar de simplesmente isolá-lo. Hoje em dia é melhor entregar o problema para um dos programas de antivírus profissionalmente escritos.
Um vírus que é muito virulento será descoberto rapidamente e será eliminado. Um vírus que imediatamente e catastroficamente sabota todo computador no qual se encontra não se achará em muitos computadores. Pode ter um efeito muito agradável em um computador --- apagar uma tese de doutorado inteira ou algo igualmente frustrante --- mas não se espalhará como uma epidemia.
Então, alguns vírus são projetados para ter um efeito que é pequeno o bastante para ser difícil de detectar, mas que pode mesmo assim ser extremamente danoso. Há um tipo que, em vez de apagar todos os setores de disco, ataca só planilhas eletrônicas, fazendo algumas mudanças aleatórias dentro de quantidades (normalmente financeiras) inseridas em filas e colunas. Outros vírus evadem descoberta sendo ativados probabilisticamente, apagando por exemplo só um em 16 dos discos rígidos infectados. Já outros vírus empregam o princípio de bombas-relógio. A maioria dos computadores modernos está "ciente" da data, e vírus foram ativados para se manifestar ao redor do mundo em uma data particular como uma sexta-feira 13 ou o Dia da Mentira em 1 de abril. Do ponto de vista parasitário, não importa quão catastrófico o ataque eventual é, contanto que o vírus tenha tido bastante oportunidade para se espalhar primeiro (uma analogia perturbadora com a teoria de

Medawar

/Williams do envelhecimento: nós somos as vítimas de genes letais e sub-letais que só amadurecem depois que nós tenhamos tido bastante tempo para nos reproduzirmos (Williams, 1957)). Como defesa, algumas companhias grandes vão tão longe a ponto de utilizar um "canário de minerador" entre sua frota de computadores, e avançar o calendário interno deste computador uma semana de forma que qualquer vírus bomba-relógio revele-se prematuramente antes do dia fatídico.
Novamente de maneira previsível, a epidemia de vírus de computador desencadeou uma corrida de esforços. Software antivirótico está movimentando um comércio volumoso. Estes programas antídoto -- "Interferon", "Vaccine", "Gatekeeper" e outros --- empregam um arsenal diverso de truques. Alguns são escritos com vírus específicos em mente, conhecidos e nomeados. Outros interceptam qualquer tentativa de intrometimento em áreas de memória de sistema sensíveis e avisam o usuário.
O princípio do vírus pode, teoricamente, ser usado para propósitos não-maliciosos e até mesmo benéficos. Thimbleby (1991) cunhou o termo "liveware" [live = vivo] para seu uso já implementado do princípio de infecção para manter cópias múltiplas de bancos de dados atualizadas. Toda vez que um disco contendo um banco de dados é conectado a um computador, ele confere se já há outra cópia presente no disco rígido local. Se houver, cada cópia é atualizada à luz da outra. Assim, com um pouco de sorte, não importa que membro de um círculo de colegas insira, digamos, uma citação bibliográfica nova em seu disco pessoal. As informações recentemente inseridas dele infectarão os discos de seus colegas prontamente (porque seus colegas inserem promiscuamente os discos deles nos computadores uns dos outros) e se espalharão como uma epidemia pelo círculo. O liveware de Thimbleby não é inteiramente como um vírus: ele não pode se espalhar para o computador de qualquer pessoa e causar dano. Ele espalha dados apenas a cópias já existentes de seu próprio banco de dados; e você não será infectado pelo liveware a menos que você opte positivamente pela infecção.
Incidentalmente, Thimbleby, que está muito preocupado com a ameaça dos vírus, aponta que você pode ganhar um pouco de proteção usando sistemas de computador que outras pessoas não usam. A justificativa habitual para comprar o computador numericamente dominante de hoje é simples e unicamente a de que ele é numericamente dominante. Quase toda pessoa entendida concorda que, em termos de qualidade e especialmente facilidade de uso, o sistema rival, minoritário, é superior. Não obstante, a onipresença é celebrada como benéfica por si mesma, suficiente para superar em valor a mera qualidade. Compre o mesmo (embora inferior) computador que seus colegas, como dita o argumento, e você poderá se beneficiar de software compartilhado e de uma circulação geralmente grande de software disponível. A ironia é que, com o advento da praga de vírus, "benefício" não é tudo aquilo que você pode adquirir. Nós não só deveríamos ser muito hesitantes antes de aceitar um disco de um colega. Nós também deveríamos estar atentos que, se nós nos unimos a uma comunidade grande de usuários de uma particular marca computador, nós também estamos nos unindo a uma comunidade grande de vírus --- até mesmo, podemos descobrir, desproporcionalmente maior.
Voltando a possíveis usos de vírus para propósitos positivos, há propostas para explorar o princípio "trapaceador vira regulador", e "usar um ladrão para pegar um ladrão". Um modo simples seria tomar quaisquer dos programas antiviróticos existentes e carregá-lo como uma "ogiva" em um vírus auto-reprodutor inofensivo. De um ponto de vista de "saúde pública", uma epidemia de propagação de software antivirótico poderia ser especialmente benéfica porque os computadores mais vulneráveis a vírus malignos --- aqueles cujos donos são promíscuos na troca de programas pirateados --- também serão mais vulneráveis à infecção pelo antivírus curativo. Um antivírus mais penetrante pod e--- como no sistema imunológico --- "aprender" ou "evoluir" uma capacidade melhorada para atacar qualquer vírus que encontrar.
Eu posso imaginar outros usos do princípio de vírus de computador que, se não precisamente altruísticos, sejam pelo menos construtivos o bastante para escapar a acusação de puro vandalismo. Uma companhia de computador poderia desejar fazer pesquisa de mercado nos hábitos de seus clientes, com uma visão para melhorar o projeto de produtos futuros. Os usuários gostam de escolher arquivos através de ícone pictóricos, ou eles optam por exibi-los apenas através de seus nomes textuais? Como as pessoas encadeiam suas pastas (diretórios) uns dentro dos outros? As pessoas se contentam com uma sessão longa com só um programa, digamos um processador de textos, ou eles estão constantemente trocando de um lado para outro, digamos entre programas de redigir e desenhar? As pessoas têm sucesso movendo o ponteiro do mouse diretamente ao objetivo, ou eles vagam ao redor em movimentos que desperdiçam tempo que poderiam ser retificados por uma mudança em design?
A companhia poderia enviar um questionário que faz todas estas perguntas, mas os clientes que responderiam seriam uma amostra parcial e, em todo caso, a própria avaliação deles do seu comportamento de uso do computador poderia ser inexata. Uma solução melhor seria um programa de computador de pesquisa de mercado. Seria requisitado que os clientes carregassem este programa no sistema deles, onde ele funcionaria sem obstrução monitorando silenciosamente e contando as teclas pressionadas e os movimentos de mouse. Ao término de um ano, o cliente seria requisitado a enviar o arquivo de disco contendo todos os dados do programa de pesquisa de mercado. Mas novamente, a maioria das pessoas não se aborreceria em cooperar e alguns poderiam ver isto como uma invasão de privacidade e do espaço de seu disco.
A solução perfeita, do ponto de vista da companhia, seria um vírus. Como qualquer outro vírus, seria auto-reprodutor e sutil. Mas não seria destrutivo ou facetado como um vírus ordinário. Junto com seu propulsor auto-reprodutor conteria uma ogiva de pesquisa de mercado. O vírus seria liberado sorrateiramente na comunidade de usuários de computador. Como um vírus ordinário ele se espalharia, à medida que as pessoas trocassem disquetes e e-mails ao redor da comunidade. Enquanto o vírus se espalhasse de computador a computador, construiria estatísticas sobre o comportamento de usuários, monitorado secretamente dos bastidores dentro de uma sucessão de sistemas. De vez em quando, uma cópia dos vírus acharia seu caminho de volta a um dos computadores da própria companhia através de tráfico de epidemia normal. Lá seria examinado e seus dados colecionados com dados de outras cópias do vírus que tenham voltado à "casa".
Olhando para o futuro, não é fantástico imaginar um tempo em que vírus, tanto ruins quanto bons, tornem-se tão onipresentes que nós poderemos falar de uma comunidade ecológica de vírus e programas legítimos que coexistiriam na silicosfera. No momento, o software é anunciado como, digamos, "Compatível com o Sistema 7". No futuro, produtos podem ser anunciados como "Compatível com todos os vírus registrados no Censo Mundial de Vírus de 1998; imune a todos vírus virulentos listados; toma vantagem completa das instalações oferecidas pelos vírus benignos seguintes se presentes..." Softwares processadores de texto, digamos, podem entregar funções particulares, como contagem de palavras e cadeias, para vírus amigáveis que passem autonomamente pelo texto.
Olhando ainda mais adiante no futuro, sistemas de software integrados inteiros poderiam crescer, não através de design, mas por algo como o crescimento de uma comunidade ecológica como uma floresta tropical. Gangues de vírus mutuamente compatíveis poderiam crescer, da mesma maneira como genomas podem ser considerados como gangues de genes mutuamente compatíveis (Dawkins, 1982). De fato, eu sugeri até mesmo que nossos genomas deveriam ser considerados como colônias gigantescas de vírus (Dawkins, 1976). Genes cooperam uns com os outros em genomas porque a seleção natural favoreceu esses genes que prosperam na presença dos outros genes que eventualmente estão na mesma comunidade de genes. Comunidades de genes diferentes podem evoluir para combinações diferentes de genes mutuamente compatíveis. Eu vejo um tempo quando, da mesma forma, vírus de computador podem evoluir para compatibilidade com outros vírus, para formar comunidades ou gangues. Mas novamente, talvez não! De qualquer modo, eu acho a especulação mais alarmante que excitante.
No momento, vírus de computador não evoluem estritamente. Eles são inventados por programadores humanos, e se eles evoluem eles o fazem no mesmo senso fraco como carros ou aeroplanos evoluem. Projetistas derivam o carro deste ano como uma modificação leve do carro do último ano, e então pode, mais ou menos conscientemente, continuar uma tendência dos últimos anos --- achatar ainda mais a grade do radiador ou o que quer que seja. Projetistas de vírus de computador inventam truques cada vez mais intrincados para burlar os programadores de software de antivírus. Mas vírus de computador --- até agora --- não sofrem mutação e evoluem através de verdadeira seleção natural. Eles podem fazer isso no futuro. Quer eles evoluam através de seleção natural, ou quer a evolução deles seja guiada por projetistas humanos, pode não fazer muita diferença ao desempenho eventual deles. Por qualquer forma de evolução, nós esperamos que eles fiquem melhores em encobrimento e que eles fiquem sutilmente compatíveis com outros vírus que estão prosperando ao mesmo tempo na comunidade de computadores.
Vírus de DNA e vírus de computador se espalham pela mesma razão: um ambiente existe no qual há uma maquinaria bem montada para duplicar e espalhá-los por aí e para obedecer as instruções que os vírus embutem. Estes dois ambientes são, respectivamente, o ambiente da fisiologia celular e o ambiente provido por uma comunidade grande de computadores e maquinaria para lidar com dados. Há qualquer outro ambiente como estes, qualquer outro paraíso de replicação?


3 A Mente Infectada
Eu já aludi à credulidade programada de uma criança, tão útil para aprender o idioma e sabedoria tradicional, e


tão facilmente subvertida pelas freiras, Moonies e sua laia. Mais geralmente, todos nós trocamos informação uns com os outros. Nós não inserimos exatamente disquetes em aberturas nos crânios uns dos outros, mas nós trocamos frases, tanto por nossos ouvidos quanto por nossos olhos. Nós notamos os estilos de mover e vestir uns dos outros e somos influenciados. Nós aceitamos jingles de propaganda, e somos presumivelmente persuadidos por eles, caso contrário os homens de negócios cabeças-dura não gastariam tanto dinheiro poluindo o ambiente com eles.
Pense nas duas qualidades que um vírus, ou qualquer tipo de replicador parasitário, precisa de um meio amigável. As duas qualidades que fazem a maquinaria celular tão amigável para o DNA parasitário, e que faz computadores tão amigáveis para vírus de computador. Estas qualidades são, primeiramente, uma prontidão para reproduzir informação com precisão, talvez com alguns enganos que são reproduzidos subseqüentemente com precisão; e, secundariamente, uma prontidão para obedecer a instruções codificadas na informação assim reproduzida.
A maquinaria celular e computadores eletrônicos se destacam em ambas estas qualidades amigáveis aos vírus. Como cérebros humanos se saem nestes aspectos? Como duplicadores fiéis, eles são certamente menos perfeitos que células ou computadores eletrônicos. Não obstante, eles ainda são muito bons, talvez tão confiáveis quanto um vírus de RNA, mas não tão bons quanto um DNA com todas suas medidas elaboradas de revisão contra degradação textual. Uma evidência da fidelidade de cérebros, especialmente cérebros de crianças, como duplicadores de dados é fornecida pela própria linguagem. O Professor Higgins de Shaw era capaz através apenas de ouvido de situar londrinos na rua onde eles cresceram. A ficção não é evidência para nada, mas todo mundo sabe que a habilidade fictícia de Higgins é só um exagero de algo que nós todos podemos fazer. Qualquer americano pode diferenciar o sotaque do Extremo Sul do sotaque do Meio oeste, o de New England do de Hillbilly. Qualquer nova-iorquino pode diferenciar o sotaque Bronx do Brooklyn. Afirmações equivalentes poderiam ser substanciadas para qualquer país. O que este fenômeno significa é que cérebros humanos são capazes de copiar muito precisamente (caso contrário os sotaques de, digamos, Newcastle não seriam estáveis o bastante para ser reconhecidos) mas com alguns enganos (caso contrário a pronúncia não evoluiria, e todos os falantes de um idioma herdariam exatamente os mesmos sotaques dos seus antepassados remotos). A língua evolui, porque tem tanto a grande estabilidade quanto a mutabilidade sutil que são condições prévias para qualquer sistema evolutivo.
A segunda exigência de um ambiente amigável a vírus --- que ele deva obedecer a um programa de instruções codificadas --- é mais uma vez apenas quantitativamente menos verdade para cérebros que para células ou computadores. Nós às vezes obedecemos ordens uns dos outros, mas também às vezes não o fazemos. Não obstante, é um fato revelador que, por todo o mundo, a vasta maioria das crianças segue a religião de seus pais em lugar de quaisquer das outras religiões disponíveis. Instruções para genuflectir, curvar-se para Meca, para acenar a cabeça ritmicamente perante um muro, de balançar como um louco, para "falar em línguas" [speak in tongues] --- a lista de tais padrões motores arbitrários e insensatos oferecida pela religião apenas é extensa--- são obedecidas, se não servilmente, pelo menos com uma probabilidade estatística razoavelmente alta.
Menos prejudicial, e novamente especialmente proeminente em crianças, a "moda" é um exemplo notável de comportamento que deve mais à epidemiologia que à escolha racional. Ioiôs, bambolês e pula-pulas, com as atitudes determinadas de comportamento associadas a eles, passam por escolas, e mais esporadicamente saltam de escola a escola, em padrões que não diferem de uma epidemia de sarampo em nenhum aspecto importante em particular. Dez anos atrás, você poderia ter viajado milhares de milhas pelos Estados Unidos e nunca poderia ter visto um boné de beisebol usado virado ao contrário. Hoje, o boné de beisebol virado é onipresente. Eu não sei qual foi precisamente o padrão de expansão geográfica do uso do boné de beisebol virado para trás, mas a epidemiologia está certamente entre as profissões mais qualificadas para estudar isto. Nós não temos que nos enveredar por argumentos sobre "determinismo"; nós não temos que alegar que as crianças são compelidas a imitar as modas de chapéu de seus colegas. É o bastante que o comportamento de usar chapéu delas, de fato, é estatisticamente afetado pelo comportamento de usar chapéu de seus colegas.
Trivial como elas são, modas nos provêem ainda mais evidência circunstancial de que mentes humanas, especialmente talvez as juvenis, têm as qualidades que nós destacamos como desejáveis para um parasita informacional. No mínimo a mente é uma candidata plausível para infecção por algo como um vírus de computador, até mesmo se não for exatamente um ambiente de sonhos para um parasita como um núcleo de célula ou um computador eletrônico.
É intrigante imaginar como seria, do interior, se a mente de uma pessoa fosse vítima de um "vírus". Este poderia ser um parasita deliberadamente projetado, como um vírus de computador atual. Ou poderia ser um parasita inadvertidamente transformado e inconscientemente evoluído. De qualquer modo, especialmente se o parasita evoluído era o descendente mêmico de uma linha longa de antepassados prósperos, nós somos intitulados a esperar que o vírus da mente "típico" seja muito bom em seu trabalho de reproduzir a si mesmo com sucesso.
Evolução progressiva de parasitas da mente mais efetivos terá dois aspectos. "Mutantes" novos (seja randomicamente ou projetados por humanos) que são melhores em se espalhar se tornarão mais numerosos. E haverá um agrupamento de idéias que florescem na presença umas das outras, idéias que mutuamente apóiam umas às outras da mesma maneira que genes o fazem e como especulei que vírus de computador podem um dia vir a fazer. Nós esperamos que replicadores irão juntos de cérebro para cérebro em gangues mutuamente compatíveis. Estas gangues irão constituir um pacote, que pode ser suficientemente estável para merecer um nome coletivo como Catolicismo Romano ou Vodu. Não importa muito se nós fizermos a analogia do pacote inteiro para um único vírus, ou a cada uma das partes componentes de um único vírus. A analogia não é tão precisa de qualquer maneira, como a distinção entre um vírus de computador e um verme [worm] de computador não é nada para ser considerado. O que importa é que as mentes são ambientes amigáveis para idéias ou informações parasitas, auto-reprodutoras, e que mentes são tipicamente infestadas de forma maciça.
Como vírus de computador, vírus da mente de sucesso tenderão a ser difíceis para suas vítimas descobrirem. Se você for a vítima de um, as chances são de que você não saberá disto, e pode até mesmo negar vigorosamente isto. Aceitando que um vírus poderia ser difícil de descobrir em sua própria mente, que sinais indicadores você poderia procurar? Eu responderei imaginando como um livro de medicina poderia descrever os sintomas típicos de um atingido (arbitrariamente assumido como do sexo masculino).


1. O paciente se acha tipicamente impelido por alguma convicção profunda, interna, de que algo é verdade, ou correto, ou virtuoso: uma convicção que não parece dever nada à evidência ou razão, mas que, não obstante, ele sente como totalmente compelidora e convincente. Nós doutores nos referimos a tal convicção como "fé".


2. Pacientes tipicamente atribuem uma virtude positiva à fé ser forte e inabalável, apesar dela não ser baseada em evidência. De fato, eles podem sentir que quanto menos comprovada, mais virtuosa é a convicção (veja abaixo).
Esta idéia paradoxal de que a falta de evidência é uma virtude positiva no que tange a fé tem parte da qualidade de um programa que é auto-sustentando, porque é auto-referente (ver o capítulo "On Viral Sentences and Self-Replicating Structures" [Sobre Sentenças Virais e Estruturas Auto-Reprodutoras] em Hofstadter, 1985). Uma vez que a proposição é acreditada, ela automaticamente mina a oposição a si mesma. A idéia de que a "falta de evidência é uma virtude" poderia ser uma sócia admirável, agrupando-se à própria fé em um grupo exclusivo de programas viróticos mutuamente encorajadores.


3. Um sintoma relacionado que um afligido pela fé também pode apresentar é a convicção de que o "mistério", per se, é uma coisa boa. Não é uma virtude resolver mistérios. Ao contrário, nós deveríamos desfrutá-los, até mesmo nos divertir com sua insolubilidade.
Qualquer impulso para resolver mistérios poderia ser um inimigo sério para a expansão de um vírus da mente. Então, não seria surpreendente se a idéia de que "mistérios são melhores não-resolvidos" fosse um membro favorecido de uma gangue mutuamente apoiadora de vírus. Tome o "Mistério da Transubstanciação". É fácil e não-misterioso acreditar que em algum senso simbólico ou metafórico o vinho eucarístico se transforme no sangue de Cristo. A doutrina católica romana de transubstanciação, porém, alega muito mais. A "substância inteira" do vinho é convertida no sangue de Cristo; a aparência de vinho que permanece é "meramente acidental", "não derivando de nenhuma substância" (Kenny, 1986, pág. 72). A transubstanciação é coloquialmente ensinada como significando que o vinho se transforma "literalmente" no sangue de Cristo. Quer em seu Aristotélico obfuscatório ou em sua forma coloquial mais franca, a alegação de transubstanciação só pode ser feita se nós cometermos uma violência séria aos significados normais de palavras como "substância" e "literalmente". Redefinir palavras não é um pecado, mas se nós usamos palavras como "substância inteira" e "literalmente" para este caso, que palavra vamos usar quando nós realmente e verdadeiramente quisermos dizer que algo aconteceu de fato? Como Anthony Kenny observou de seu próprio questionamento quando era um seminarista jovem, "Até onde podia dizer, minha máquina de escrever poderia ser Benjamim Disraeli transubstanciado..."
Católicos romanos, cuja crença na autoridade infalível os compele a aceitar que o vinho se transforma fisicamente em sangue apesar de todas as aparências, referem-se ao "mistério" da transubstanciação. Chamar isto de um mistério torna tudo certo, entende? Pelo menos, funciona bem para uma mente bem preparada por uma infecção secundária. Exatamente o mesmo truque é realizado no "mistério" da Trindade. Mistérios não foram feitos para ser resolvidos, eles foram feitos para criar fascinação. A idéia de que o "mistério é uma virtude" vem à ajuda do católico, que do contrário acharia intolerável a obrigação de acreditar na tolice óbvia da transubstanciação e do "três-em-um". Novamente, a convicção de que o "mistério é uma virtude" tem um elo auto-referente. Como Hofstadter poderia dizer, o mesmo mistério da crença move o crente a perpetuar o mistério.
Um sintoma extremo da infecção do "mistério é uma virtude" é o "Certum est quia impossibile est" de Tertullian ("É certo porque é impossível"). Desse modo a loucura chega. Uma pessoa pode ficar tentada a citar a Rainha Branca de Lewis Carroll que, em resposta à frase de Alice "Uma pessoa não pode acreditar em coisas impossíveis" disse "eu ouso dizer que você não teve muita prática... Quando eu tinha sua idade, eu sempre fazia isto durante meia-hora por dia. Por que, às vezes eu acreditei em tanto quanto seis coisas impossíveis antes do café da manhã". Ou o Monge Elétrico de Douglas Adams, um dispositivo poupador de trabalho programado para acreditar por você que era capaz de "acreditar em coisas que eles teriam dificuldade em acreditar em Salt Lake City" e o qual, no momento de ser apresentado ao leitor, acreditava ao contrário de toda a evidência, que tudo no mundo era uma sombra uniforme de cor-de-rosa. Mas as Rainhas Brancas e os Monges Elétricos ficam menos engraçados quando você perceber que estes grandes crentes são na vida real indistinguíveis de teólogos venerados. "É para ser acreditado de todas as formas, porque é absurdo" (Tertullian novamente). Sir Thomas Browne (1635) cita Tertullian com aprovação, e vai mais adiante: "Eu acho que não há impossibilidades o bastante na religião para uma fé ativa”. E "eu desejo exercitar minha fé no ponto mais difícil; já que acreditar nos objetos ordinários e visíveis não é fé, mas persuasão”.
Eu sinto que há algo mais interessante acontecendo aqui que apenas simples insanidade ou nonsense surrealista, algo similar à admiração que nós sentimos quando assistimos um ilusionista em uma corda bamba. É como se o fiel ganhasse mais prestígio por conseguir acreditar em coisas mais impossíveis que seus rivais conseguem acreditar. Será que estas pessoas estão testando --- exercitando --- seus músculos de acreditar, treinando a si mesmos para acreditar em coisas impossíveis de forma que eles possam encarar facilmente as coisas meramente improváveis que eles são chamados a acreditar ordinariamente?
Enquanto eu estava escrevendo isto, o Guardian (29 de julho de 1991) fortuitamente mostrava um belo exemplo. Ele veio em uma entrevista com um rabino executando a tarefa estranha de atestar pureza kosher de produtos de comida até às últimas origens dos seus minutos ingredientes . Ele estava agonizando atualmente sobre se iria até a China para examinar o mentol que compõe pastilhas para tosse. "Você já tentou verificar mentol chinês... era extremamente difícil, especialmente já que a primeira carta que nós enviamos recebido a resposta no melhor inglês chinês, `O produto não contém nenhum kosher'... A China só começou recentemente a se abrir a investigadores kosher. O mentol deve estar certo, mas você nunca pode estar absolutamente seguro a menos que você visite". Estes investigadores kosher gerenciam uma linha de atendimento por telefone na qual alertas em tempo real de suspeita contra barras de chocolate e óleo de fígado de bacalhau são registradas. O rabino lamenta que a tendência inspirada ecologicamente de distanciamento de cores artificiais e sabores "tornam a vida miserável no campo kosher porque você tem que seguir todas estas coisas até sua origem". Quando o entrevistador lhe pergunta por que ele se aborrece neste exercício obviamente insensato, ele deixa muito claro que o ponto é precisamente que não há nenhum ponto:
Que a maioria das leis Kashrut são ordenações divinas sem razão dada é 100 por cento o ponto. É muito fácil não assassinar as pessoas. Muito fácil. É um pouco mais duro não roubar porque uma pessoa é tentada ocasionalmente. De forma que não é nenhuma grande prova que eu acredito em Deus ou estou cumprindo o Seu desejo. Mas, se Ele me diz que não devo tomar uma xícara de café com leite na minha hora do almoço com minha carne moída, isto é um teste. A única razão para que eu estou esteja fazendo isso é porque me disseram para fazer isso. É algo difícil.
Helena Cronin sugeriu a mim que pode haver uma analogia aqui para a teoria de deficiência de Zahavi de seleção sexual e a evolução de sinais (Zahavi, 1975). Há muito antiquada, até mesmo ridicularizada (Dawkins, 1976), a teoria de Zahavi foi reabilitada recentemente de forma inteligente (Grafen, 1990 a, b) e é considerada agora seriamente por biólogos evolutivos (Dawkins, 1989). Por exemplo, Zahavi sugere que pavões evoluíram suas caudas absurdamente penosas e suas cores ridiculamente notáveis (para predadores), precisamente porque elas são penosas e perigosas, e portanto impressionantes a fêmeas. O pavão está, em efeito, dizendo: "Veja o quão forte e adaptado eu devo ser, já que eu posso levar este rabo absurdamente penoso por aí".
Para evitar um mal entendido do idioma subjetivo no qual Zahavi gosta de fazer suas observações, eu devo acrescentar que a convenção do biólogo de personificar as ações inconscientes da seleção natural é um pressuposto não mencionado aqui. Grafen traduziu o argumento em um modelo matemático Darwiniano ortodoxo, e ele funciona. Nenhuma reivindicação está sendo feita aqui sobre a intencionalidade ou consciência de pavões e pavoas. Eles podem ser tão involuntários ou intencionais quanto você desejar (Dennett, 1983, 1984). Além disso, a teoria de Zahavi é geral o bastante para não depender de um apoio Darwiniano. Uma flor que anuncia seu néctar a uma abelha "cética" poderia se beneficiar do princípio de Zahavi. Mas assim também poderia um vendedor humano que busca impressionar um cliente.
A premissa da idéia de Zahavi é que a seleção natural favorecerá o ceticismo entre fêmeas (ou entre recipientes de mensagens de anúncio). O único modo de um macho (ou qualquer anunciante) autenticar a sua ostentação de força (qualidade, ou o que for) é provar que ela é verdade ao carregar um fardo verdadeiramente pesado --- uma deficiência que só um macho genuinamente forte (de qualidade alta, etc.) poderia agüentar. Pode ser chamado o princípio da autenticação custosa. E agora ao ponto. É possível que algumas doutrinas religiosas não sejam favorecidas apesar de serem ridículas, mas precisamente porque elas sejam ridículas? Qualquer iniciante em religião poderia acreditar que simbolicamente o pão representa o corpo de Cristo, mas é preciso um verdadeiro cristão de sangue para acreditar em algo tão bizarro quanto a transubstanciação. Se você acredita que pode acreditar em qualquer coisa, e (testemunhe a história de Thomas, o cético), estas pessoas são treinadas para ver isto como uma virtude.
Vamos retornar à nossa lista de sintomas que alguém afligido com o vírus mental da fé, e sua gangue acompanhante de infecções secundárias, pode esperar experimentar.


4. O atingido pode se achar comportando-se de forma intolerante a vetores de fés de rivais, em casos extremos até mesmo matando-os ou defendendo suas mortes. Ele pode ser similarmente violento em sua disposição para com apóstatas (as pessoas que uma vez celebraram a fé, mas renunciaram isto); ou para com hereges (as pessoas que defendem uma versão diferente --- freqüentemente, talvez significativamente, apenas ligeiramente diferente --- da fé). Ele também pode se sentir hostil para com outros modos de pensamento que são potencialmente inimigos à sua fé, como o método de razão científica que pode funcionar quase como um software antivirótico.
A ameaça de matar o distinto novelista Salman Rushdie é só o mais recente em uma linha longa de exemplos tristes. No mesmo dia em que eu escrevi isto, o tradutor japonês de Os Versos Satânicos foi encontrado assassinado, uma semana depois de um ataque quase fatal ao tradutor italiano do mesmo livro. A propósito, o sintoma aparentemente oposto de "simpatia" para a "dor" muçulmana, expressada pelo Arcebispo de Canterbury e outros líderes Cristãos (beirando, no caso do Vaticano, a clara cumplicidade criminal) é, claramente, uma manifestação do sintoma que nós discutimos anteriormente: a ilusão de que a fé, por mais danosos que sejam seus resultados, tem que ser respeitada simplesmente porque é fé.
Assassinato é um extremo, é claro. Mas há até mesmo um sintoma mais extremo, e é o suicídio no serviço militante de uma fé. Como uma formiga-soldado programada para sacrificar a vida dela por cópias de genes que fizeram a programação, um árabe ou japonês (??!) jovem é ensinado que morrer em uma guerra santa é o caminho mais rápido para o céu. Se os líderes que o exploram acreditam nisto não diminui o poder brutal que o "vírus de missão suicida" carrega em nome da fé. É claro que o suicídio, como o assassinato, é uma bênção parcial: aqueles que poderiam ser convertidos podem ser repelidos, ou podem tratar com desprezo uma fé que é percebida como insegura o bastante para precisar de tais táticas.
Mais obviamente, se muitos indivíduos se sacrificam a provisão de crentes poderia tornar-se baixa. Isto foi verdade em um exemplo notório de suicídio inspirado pela fé, embora este caso não tenha sido nenhuma morte "kamikaze" em batalha. A seita do Templo do Povo se extinguiu quando seu líder, o Reverendo Jim Jones, conduziu a maior parte dos seguidores dele nos Estados Unidos para a Terra Prometida de "Jonestown" na selva de Guiana, onde ele persuadiu mais de 900 deles, as crianças primeiro, a beber cianeto. O caso macabro foi investigado inteiramente por uma equipe do San Francisco Chronicle (Kilduff e Javers, 1978).
Jones, "o Pai", tinha chamado seu rebanho a uma reunião e tinha lhes falado que estava na hora de partir para o céu."Nós vamos nos encontrar", ele prometeu, "em outro lugar".As palavras continuaram soando nos alto-falantes do acampamento."Há grande dignidade em morrer. É uma grande demonstração para todos morrer".
Incidentalmente, não escapa à mente treinada do sociobiologista alerta que Jones, nos primórdios de sua seita, "proclamou a si mesmo a única pessoa que podia praticar sexo" (presumivelmente suas parceiras também podiam). "Uma secretária organizaria os encontros de Jones. Ela chamaria e diria, `O Pai odeia fazer isto, mas ele tem este tremendo desejo e você poderia por favor...?'" Suas vítimas não eram apenas mulheres. Um rapaz de 17 anos, dos dias em que a comunidade de Jones ainda estava em São Francisco, contou como ele foi levado durante fins de semana pervertidos para um hotel onde Jones recebeu "o desconto de um ministro do Rev. Jim Jones e filho". O mesmo rapaz disse: "Eu realmente o venerava. Ele era mais que um pai. Eu teria matado meus pais por ele". O que é notável sobre o Reverendo Jim Jones não é seu comportamento voltado a servir ele mesmo, mas a credulidade quase sobre-humana de seus seguidores. Tendo à disposição tal credulidade prodigiosa, que pessoa pode duvidar que as mentes humanas não estão prontas para infecção maligna?
Admitidamente, o Reverendo Jones enganou só alguns milhares de pessoas. Mas o caso dele é um extremo, a ponta de um iceberg. A mesma ânsia de ser enganado por líderes religiosos é difundida. A maioria de nós estaria preparado para apostar que ninguém escaparia ao ir na televisão e dizer, com todas as palavras, "Envie-me seu dinheiro, de forma que eu possa usá-lo para persuadir outros babacas a me enviar seu dinheiro também". No entanto hoje, em qualquer grande cidade nos Estados Unidos, você pode achar pelo menos um canal evangelista de televisão completamente dedicado para este evidente truque de confiança. E eles escapam disto cheios de dinheiro. Defrontados com esta credulidade burra temerosa, é difícil não sentir uma simpatia invejosa com os vigaristas bem vestidos. Até que você perceba que nem todos os crédulos são ricos, e que é freqüentemente das heranças de viúvas que os evangelistas estão enriquecendo. Eu ouvi até mesmo um deles invocando explicitamente o princípio que eu identifico agora com o princípio de Zahavi de autenticação custosa. Deus aprecia realmente uma doação, ele disse com sinceridade apaixonada, somente quando essa doação é tão grande que machuca. Pobres anciãos eram colocados em rodas para testemunhar quanto mais felizes eles se sentiam desde que eles tinham doado todo o pouco que tinham para o Reverendo, quem quer que ele fosse.


5. O paciente pode notar que as convicções particulares que ele mantém, embora não tenham nada a ver com evidência, de fato parecem ter muito ver com a epidemiologia. Por que, ele pode desejar saber, eu mantenho este conjunto convicções em lugar daquele outro? Será porque eu examinei todas as fés do mundo e escolhi aquela cujas alegações pareciam as mais convincentes? Quase certamente não. Se você tiver uma fé, é de forma estatística esmagadoramente provável que seja a mesma fé que seus pais e avós mantinham. Não há nenhuma dúvida de que erguer catedrais, criar música, histórias comoventes e parábolas ajuda um pouco. Mas sem dúvida a variável mais importante que determina sua religião é o acaso do nascimento. As convicções que você mantém tão apaixonadamente teriam sido um conjunto de convicções completamente diferente, e largamente contraditório, se você tivesse simplesmente nascido em um lugar diferente. Epidemiologia, não evidência.


6. Se o paciente for uma das exceções raras que seguem uma religião diferente de seus pais, a explicação ainda pode ser epidemiológica. É verdade, é possível que ele tenha examinado desapaixonadamente as fés do mundo e escolheu a mais convincente. Mas é estatisticamente mais provável que ele tenha sido exposto a um agente infeccioso particularmente potente --- um John Wesley, um Jim Jones ou um São Paulo. Aqui nós estamos falando sobre transmissão horizontal, como no sarampo. Antes, a epidemiologia era a de transmissão vertical, como a Chorea de Huntington.


7. As sensações internas do paciente podem ser incrivelmente remanescentes àquelas normalmente associadas com o amor sexual. Esta é uma força extremamente potente no cérebro, e não é surpreendente que alguns vírus evoluíram para explorá-la. A famosa visão orgástica de Santa Teresa de Ávila é muito notória para precisar ser citada novamente. Mais seriamente, e em um plano menos cruamente sensual, o filósofo Anthony Kenny provê o testemunho comovente ao puro prazer que espera aqueles que conseguem acreditar no mistério da transubstanciação. Depois de descrever sua ordenação como um padre católico romano, capacitado a celebrar Missa pelo toque de mãos, ele adiciona que recorda vividamente
a exaltação dos primeiros meses durante os quais eu tive o poder para rezar a Missa. Sendo que eu normalmente sou preguiçoso e lento para acordar, eu saltaria cedo para fora da cama, completamente desperto e cheio de excitação ao pensamento do ato momentoso que fui privilegiado para executar. Eu raramente rezava a Missa de Comunidade pública: a maioria dos dias eu celebrei sozinho em um altar lateral com um membro novato do Colégio para servir como o assistente e congregação. Mas isso não fez diferença à solenidade do sacrifício ou à validez da consagração.
Era tocar o corpo de Cristo, a proximidade do padre a Jesus que mais me atraiu. Eu contemplaria o Anfitrião depois das palavras de consagração, com os olhos ternos como um amante que olha nos olhos de sua amada... Esses primeiros dias como um padre permanecem em minha memória como dias de complitude e felicidade trêmula; algo precioso, e ainda muito frágil para durar, como um caso de amor romântico tornado curto pela realidade de um matrimônio mal arranjado. (Kenny, 1986, pp. 101-2)
O doutor Kenny é inclinado a acreditar que parecia a ele, como um padre jovem, como se ele estivesse apaixonado pelo anfitrião consagrado. Que vírus brilhantemente próspero! Na mesma página, incidentalmente, Kenny nos mostra também que o vírus é transmitido de forma contagiosa --- se não literalmente então pelo menos em algum senso --- da palma da mão do bispo infectado ao topo da cabeça do padre novo:
Se a doutrina católica é verdadeira, todo padre validamente ordenado deriva suas ordens de uma linha ininterrupta de toques de mãos, através do bispo que o ordena de volta a um dos doze Apóstolos... devem haver cadeias registradas de toques de mãos de séculos. Surpreende-me que os padres nunca pareçam se importar em localizar a ascendência espiritual deles deste modo, encontrando quem ordenou o seu bispo, e quem o ordenou, e assim por diante até Júlio II ou Celestina V ou Hildebrando, ou Gregório o Grande, talvez. (Kenny, 1986, pág. 101)
Isso também me surpreende.


4 A Ciência é um Vírus?



Não. Não a menos que todos os programas de computador sejam vírus. Programas bons, úteis, se espalham porque as pessoas os avaliam, recomendam e repassam. Vírus de computador se espalham somente porque eles embutem as instruções codificadas: "Me espalhe". Idéias científicas, como todos os memes, estão sujeitas a um tipo de seleção natural, e isto poderia parecer superficialmente como um vírus. Mas as forças seletivas que examinam as idéias científicas não são arbitrárias e caprichosas. Elas são regras de precisão, bem avaliadas, e não favorecem o comportamento egoísta insensato. Elas favorecem todas as virtudes expostas em livros padrão de ensino de metodologia: testabilidade, apoio de evidências, precisão, quantificabilidade, consistência, intersubjectividade, reproducibilidade, universalidade, progressividade, independência do ambiente cultural e assim por diante. A fé se espalha a despeito de uma total falta de qualquer uma destas virtudes.
Você pode achar elementos de epidemiologia na expansão de idéias científicas, mas será epidemiologia largamente descritiva. A expansão rápida de uma boa idéia pela comunidade científica pode até se parecer com a descrição de uma epidemia de sarampo. Mas quando você examina as razões subjacentes você descobre que elas são boas, satisfazendo os padrões exigentes do método científico. Na história da expansão da fé você achará pouco mais que epidemiologia, e ainda mais epidemiologia causal. A razão porque uma pessoa A acredita em uma coisa e uma B acredita em outra é simples e unicamente que A nasceu em um continente e B em outro. Testabilidade, apoio evidencial e tudo mais não é nem mesmo remotamente considerado. Para a crença científica, a epidemiologia vem meramente muito depois e descreve a história de sua aceitação. Para a crença religiosa, a epidemiologia é a causa raiz.


5 Epílogo



Felizmente, os vírus não ganham sempre. Muitas crianças emergem incólumes do pior que as freiras e mulás podem jogar nelas. A própria história de Anthony Kenny tem um final feliz. Ele eventualmente renunciou suas ordens porque já não podia tolerar as contradições óbvias dentro da crença católica, e ele é agora um estudioso altamente respeitado. Mas uma pessoa não pode deixar de observar que realmente deve ser uma infecção poderosa porque de fato foi preciso a um homem da sabedoria e inteligência dele --- o Presidente da Academia britânica, nada menos --- três décadas para superar. Sou indevidamente alarmista ao temer pela alma de minha inocente de seis anos?
Agradecimento
Com agradecimentos a Helena Cronin por sugestão detalhada sobre o conteúdo e estilo em cada página.



quarta-feira, dezembro 01, 2010

13 COISAS QUE VOCÊ NÃO PODERIA MORRER SEM SABER!



01) Ratos não vomitam.



02) Os ursos polares são canhotos.



03) Você pisca aproximadamente 25 mil vezes por dia.



04) Os russos atendem ao telefone dizendo “Estou ouvindo“.



05) Ninguém consegue lamber seu próprio cotovelo.




06) O Oceano Atlântico é mais salgado que o Pacífico.



07) O elefante é o único animal com quatro joelhos.



08) A cada ano, 98% dos átomos do seu corpo são substituídos.



09) Rir durante o dia faz com que você durma melhor a noite.



10) 15% das mulheres americanas mandam flores para si mesmas no dia dos namorados.



11) Seu cabelo cresce mais rápido a noite, e você perde em média 100 fios por dia.



12) A barata consegue sobreviver por nove dias sem a cabeça antes de morrer de fome.



13) 75% das pessoas que leram essas 13 coisas, tentaram lamber o próprio cotovelo!

terça-feira, novembro 30, 2010

A Grande Fraude da Lua de 1835



Sir William Herschel (1738-1822) foi um astrônomo de primeira linha. Ele e sua irmã Caroline catalogaram agrupamentos de estrelas nebulosas, descobriram novos satélites de Saturno e também o planeta Urano.

Mas Herschel era propenso a especular além dos fatos, e estava convencido por um argumento incerto de analogia de que todas as estrelas e planetas têm vida inteligente. Em suas próprias palavras, "eles são bem providos com habitantes." Ele foi tão longe até mesmo para concluir que nosso sol é habitado, que a superfície quente que nós observamos é apenas um envoltório fino ao redor de uma superfície mais fria dentro da qual a vida poderia existir.

Herschel permaneceu convencido da existência de seus "homens solares" até sua morte em 1822.

O filho de William Herschel, John, também se tornou um astrônomo respeitado. Pelo ano 1835 John estava em Feldhausen, África do Sul, onde ele construiu um telescópio para tirar proveito do ar mais claro por lá e ver porções do céu do sul não visíveis a latitudes mais ao norte.

Nesse ano o jornal New York Sun publicou, em formato de novela com capitulos, uma suposta reimpressão dos relatos das descobertas de John Herschel na África do Sul. Os artigos citaram como sua fonte o Edinburgh Journal of Science, que na realidade havia sido extinto há alguns anos.

Os artigos causaram uma sensação, porque eles contavam sobre a descoberta de Herschel de vida na lua. Eles descreveram em detalhes a invenção dele de um sistema especial que magnificava tão grandemente que uma pessoa poderia observar a superfície da lua como se estivesse de pé sobre ela. (Não foram mencionadas considerações negativas como limites de resolução e turbulência atmosférica.)

À medida que os capítulos se desenvolveram, este telescópio maravilhoso observou as crateras da lua, cristais de ametista com 90 pés de altura, rios, vegetação e animais, antílopes, cabras, cegonhas, pelicanos, bisões com tapadeiras de olhos feitas de pele para proteger seus olhos do sol e castores sem cauda.

Finalmente, as séries revelaram a descoberta de homens da lua [selenitas]. Eles eram homens e mulheres peludos e alados, lembrando morcegos, e podiam voar. Herschel foi citado, descrevendo estas criaturas em detalhe.

Esta foi uma das mais famosas fraudes de jornal na história. Enganou até mesmo alguns cientistas. Dois cientistas de Yale não puderam achar os artigos originais do Edinburgh Journal na biblioteca de Yale. Assim eles viajaram para Nova Iorque para obtê-los do escritório do jornal. Disseram a eles que os artigos estavam na impressão. Um funcionário do jornal tomou outro caminho para o setor de impressão e contou para o responsável para onde enviá-los em seguida. Eles foram levados a andar em círculos o dia inteiro, e voltaram para Yale desapontados e sem saber nada além do que já sabiam.

John Herschel, ainda na África do Sul, finalmente ouviu falar por carta da fraude, e achou-a divertida, dizendo, "É uma pena que minhas reais descobertas aqui não sejam tão excitantes."

Mas depois de um tempo ele começou a reclamar, "Eu fui importunado de todos os cantos com aquela fraude ridícula sobre a Lua -- em inglês, francês, italiano e alemão!"

Esta fraude enganou tantas pessoas que é fácil perder de vista seu objetivo original. Toda a história foi escrita por Richard Adams Locke, editor agressivo do Sun, que era então um novo jornal diário de quatro páginas vendido por um centavo. O alvo de sua sátira era o Dr. Thomas Dick, escritor de livros científicos populares. Dick tinha um estilo que combinava algum fato científico com especulação fantástica, teoria selvagem e pregação moral. Os livros de Dick sobre a lua assumiam, sem prova, que a lua era habitada, e seguia para discutir como nós poderíamos enviar sinais e nos comunicar com esses habitantes. O físico-matemático Gauss fez propostas semelhantes.

Locke estava satirizando tal teorização pomposa e escrita extravagante. Ele se saiu bem demais, e teve que admitir a amigos que nunca imaginou quantas pessoas cairiam na fraude, e disse que era "o homem o mais bem auto-forjado" na comunidade.

O nome Gotham, um apelido para a cidade de Nova Iorque, deriva do nome de uma mítica "terra de tolos". A cidade de Nova Iorque tinha uma reputação no século 19 de ser um lugar onde idiotas estavam prontos para ser enganados. Desde então esta tradição de credulidade se espalhou por todos os EUA, e está centrada agora em algum lugar na Califórnia.

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Para saber mais sobre a Fraude da Lua veja:

- Alexander Boese's Museum of Hoaxes.
- The Moon Hoax of the New York Sun.

A primeira referência também tem o texto completo dos artigos do jornal.

segunda-feira, novembro 29, 2010

Deus parou o Sol?



No décimo capítulo do Velho Testamento do Livro de Josué, está relatado que o Sol "parou". Circula, com freqüência, a história de que cientistas da NASA, usando computadores para calcular as órbitas da Terra e do Sol, encontraram o que seria um "dia perdido". Depois de muitos exames, esses cientistas usaram seus computadores para descobrir o dia que faltava, provando que o registro bíblico é correto. Essa história é verdadeira?
De tempos em tempos, histórias como essa que foi descrita acima aparecem – em boletins e publicações religiosas ou mesmo na Internet – como se fossem factuais e verdadeiras. Não há dúvidas de que aqueles que a propagaram a conhecem intimamente e a têm como seu último baluarte de defesa da
Bíblia contra as fundas e flechas dos infiéis. Contudo, ela não é verdadeira. As investigações revelam os detalhes que se seguem.
Histórias similares têm circulado por mais de meio século. No seu livro de 1936 – "A Harmonia da Ciência e Escritura", Harry Rimmer dedicou o último capítulo inteiro à "Moderna Ciência e o Longo Dia de Josué". Nessa discussão, Rimmer reconta a história bíblica de como Deus fez o Sol parar (Josué 10), e então faz as seguintes declarações concernentes ao milagre: "O testemunho final da ciência é que tal dia está faltando no registro do tempo. Por mais que o tempo se prolongue, o registro deste dia deve permanecer. O fato é atestado por eminentes homens de ciência, dois dos quais eu cito aqui". (1936, p. 280)
Dr. Rimmer então menciona dois cientistas – Sir Edwin Ball, um astrônomo britânico, e Charles A. I. Totten, um professor de Yale. Ele informa ter sido Ball o primeiro a noticiar que "quarenta e quatro horas foram perdidas no tempo solar". Rimmer então faz a pergunta: "Para onde eles foram, o que foi que causou esse estranho lapso, e como ele aconteceu? (p. 280). Rimmer então oferece o que ele chamou de sumário do livro de Totten onde, ele diz, a informação poderia ser encontrada para provar exatamente como o dia perdido foi descoberto. Rimmer dá até o dia e o mês exatos no qual a batalha de Josué foi travada – Quarta-feira, 22 de Julho (p.226).
Antes de responder a questão de que os cientista da NASA alegadamente descobriram o "dia perdido" de Josué, deixe-me fazer várias observações sobre esta antiga versão (da qual a mais nova obviamente foi adaptada – com considerável embelezamento).
Primeiro, Rimmer especificamente declara que está fazendo uma citação de Ball e Totten, apesar de nenhuma das declarações que fez terem sido colocadas entre aspas. Segundo, o livro de 1890 que Totten escreveu ("O Longo Dia de Josué e o Relógio do Sol de Ahaz") nunca foi citado por Rimmer, o que parece um pouco estranho, considerando que Rimmer devotou um capítulo inteiro sobre o assunto no seu próprio livro.
Terceiro, não há referências bibliográficas de Rimmer sobre os trabalhos de Ball e Totten – novamente pouco usual, uma vez que Rimmer baseia toda sua argumentação na validade dos declarações daqueles autores.
Quarto, inúmeros outros escritores têm feito sérios esforços para determinar a validade da afirmação de Rimmer, tanto quanto aquelas de Ball e Totten, mas sem sucesso. Por exemplo, Bernard Ramm, no livro "A Visão Cristã da Ciência e das Escrituras", discute o ponto-de-vista de Dr. Rimmer e sua referência a Totten. Ramm incluiu suas conclusões pessoais considerando a documentação oferecida por Rimmer, Totten e Ball nomenclatura bem escolhida. Ele observou: "Isso eu não fui capaz de verificar para minha própria satisfação... Dr. Kulp tentou checar essa teoria em Yale [empregador de Totten] e na Inglaterra [residência de Sir Edwin Ball], e não encontrou nada que verificasse isso". (1959, página 109 a 117).
Não há dúvidas que o próprio Rimmer acreditou na veracidade da história. Mas a documentação que deveria ter servido como prova estava, seriamente e obviamente, faltando.
Como tal história se originou é muito mais difícil de saber do que como ela circula. Quando uma história é "corroborada" com o nomes de pessoas de credibilidade e fatos relevantes, o povo não se preocupa em investigá-la. Uma vez aceita, ela então é usada no que o crédulo na Bíblia vê como um justa defesa da palavra de Deus.
Com todas as evidências agora disponíveis, a história de Ball, Totten e Rimmer simplesmente não são verdadeiras, e não podem mais ser usadas nem em defesa da Bíblia nem na defesa da palavra de Deus. O mesmo pode ser dito acerca da versão moderna da história. Novamente, alguns fatos anteriores são necessários. Quando o relato, da maneira como fez o Dr, Rimmer, foi publicado pela primeira vez, causou aparentemente grande excitação, e foi aceita sem contestação por aqueles que estavam ansiosos em mostrar como a ciência "comprova" uma verdade bíblica. Depois que essa excitação inicial diminuiu, a história foi esquecida, ou deixada de lado, e eventualmente relegada na pilha de relíquias da história. Sua permanência lá, contudo, foi breve. Alguém (até agora ninguém sabe quem) redescobriu a história, tirou fora a poeira, deu a ela algum embelezamento (sem dúvida para fazê-la mais de acordo com os conhecimentos científicas modernos), colocou nomes (de indivíduos, empresas e cidades), e então, intencionalmente, embutiu nela referência a uma agência governamental bastante popular, que foi/é bastante conhecida pelo público (a NASA – Agência Nacional de Aeronáutica e Espaço). Com a reedição da história agora completa, colocou nela uma credibilidade que poucos pensaram em duvidar ou questionar.
A versão moderna da história sugere que cientista da NASA, no Goddard Space Flight Center, em Greenbelt, Maryland, estavam usando computadores sofisticados para plotar posições do Sol, da Lua e outros planetas, 100, 1000 anos no futuro, para calcular as trajetórias de naves espaciais. Subitamente os computadores pararam completamente. Porque desligaram, eles tinham descoberto o "dia perdido" no tempo. Os técnicos não sabiam como corrigir o problema. Mas um dos cientistas presentes, havia freqüentado a escola dominical quando era criança, e lembrava-se da história na qual Deus fez o Sol parar por aproximadamente um dia. Quando ele sugeriu isso como uma possível solução, os outros cientistas o ridicularizaram. Contudo esses mesmos cientistas abriram a Bíblia em Josué 10 e leram a história.
Os técnicos então alimentaram os computadores com os novos dados (cuidadosamente fabricados no "dia perdido" de Josué), e as máquinas uma vez mais passaram a funcionar perfeitamente -- ou quase. Os computadores subitamente pararam, mais uma vez, porque eles não haviam descoberto um dia completo; alguma coisa estava faltando. Aparentemente (assim diz a história) os computadores encontraram somente 23 horas e 20 minutos. Em outras palavras, 40 minutos ainda estavam faltando. Mas o cientista da escola dominical sugeriu a resposta a esse enigma. Ele lembrou-se que na Bíblia, em 2 Reis 20, havia uma narrativa em que o Rei Ezekias, tendo sido prometida a suspensão da sua morte, teria pedido um sinal do céu. Deus então fez o Sol se mover dez graus para trás – ou exatamente 40 minutos! Essa informação foi colocada nos computadores, e a partir de então eles passaram a funcionar normalmente.
Essa mentira foi amplamente divulgada na década de 60 e início de 70 como resultado dos esforços de Harold Hill, então presidente da Curtis Engine Company em Halenthorpe (Baltimore), Maryland. No seu livro de 1974, "Como viver como filho de um rei", Hill devotou um capítulo inteiro à estória (páginas 65-77), e explicou como ela foi difundida. Ele declarou que na ocasião falou para estudantes secundaristas e universitários sobre assuntos relacionados à Bíblia e à ciência, e que a estória do "dia que faltou" da NASA foi uma das que ele falou com mais freqüência (páginas 65-66). De alguma maneira (mesmo Hill nunca soube como), Mary Kathryn Bryan, uma colunista do Evening World, de Spencer, Indiana, recebeu um relato por escrito da estória de Hill e o publicou em sua coluna.
Mais tarde, Hill observou, "vários noticiários pegaram a estória e ela apareceu em centenas de lugares" (página 69, no original). Ao relato, sem dúvida, foi proporcionado uma certa quantidade de credibilidade embutida, quando Hill sugeriu, relativamente ao programa espacial em Goddard: "Eu estava envolvido desde o início, através de arranjos contratuais com minha empresa" (1974, página 65). [Quando isso foi verificado, viu-se que a conexão de Hill com a NASA era, na melhor das hipóteses, tênua; sua empresa nunca teve nenhum contrato para prestar serviços em geradores elétricos em nenhuma agência governamental. Ele nunca foi contactado de nenhuma maneira para missões de operação ou planejamento].
Todos os esforços para confirmar a origem da estória falharam. Depois que um artigo sobre o assunto apareceu, em Abril de 1970, no "Bible-Science Newsletter", vários leitores da revista escreveram a Hill. Num artigo subseqüente, a revista fez menção ao fato de que, depois que o artigo foi publicado em 1970, alguns leitores finalmente receberam uma carta de Hill na qual ele declarava não ter sido o criador da estória. No seu livro publicado em 1974, ele confessa não haver testemunhado o incidente da NASA pessoalmente, e afirmou ainda que não podia se lembrar quando nem onde foi a primeira vez que a ouviu, mas insistiu que "minha incapacidade de fornecer documentação do incidente do ‘dia que faltou’, de maneira nenhuma diminui sua autenticidade" (página 71).
O artigo publicado na
edição de Julho de 1989 na revista "Bible-Science Newsletter" reportou que
Dr. Bolton Davidheiser escreveu para o escritório da NASA em Greenbelt, Maryland, onde o fato supostamente ocorreu. Eles responderam que não sabiam nada sobre o senhor Harold Hill e não podiam corroborar as referências sobre o "dia perdido"... No concludente parágrafo da carta da NASA lê-se: ‘Apesar de fazermos uso de posições planetárias como fator necessário para a determinação das órbitas das naves espaciais em nossos computadores, não descobrimos que nenhum astronauta ou cientista espacial em Greenbelt estivesse envolvido na estória do "dia perdido" atribuída ao Sr. Hill’ (Bartz, 1989, página 12).
A origem da estória é dúbia na melhor das hipóteses (e espúria na pior). Os fatos, onde verificáveis, estão incorretos. E aqueles alegadamente envolvidos no encontro do "dia perdido" de Josué admitem não saberem nada sobre tais eventos. Outrossim, qualquer pessoa que afirme que os comutadores, de alguma maneira, podem "encontrar" um dia "perdido" erra por não entender como os computadores funcionam. Como comentou Paul Bartz:
"Computadores não são máquinas mágicas que podem adivinhar coisas que estão escondidas das pessoas. Maravilhosas como elas são, estão limitadas aos conhecimentos que damos a elas. Computadores dependem de nós para adquirirem conhecimento. Enquanto um computador pode ser usado para gerar um calendário, desde hoje até uma data distante no passado, o que não é uma prática incomum, um computador não pode nos dizer se algum tempo está faltando ou não. Na verdade, o computador teria que ser programado com todo tipo de ajustes, considerando várias mudanças no calendário ocidental, sobre os últimos dois mil anos. Simplificando, a estória é tecnicamente impossível, não interessando quão sofisticado seja seu computador" (1989, página 12).
A única conclusão que se pode chegar, respeitando os fatos disponíveis, é que essa estória é falsa e não deve ser divulgada. Nós prestamos um desserviço à palavra de Deus quando tentamos "defendê-la" com estórias como essa que, com um pouco de senso comum e uma pequena quantidade de pesquisa, pode ser mostrada não ter nenhum fundamento factual, qualquer que seja ele.
***
REFERÊNCIAS:
Bartz, Paul (1989), "Questions and Answers," Bible-Science Newsletter, 27[7]:12, July.
Hill, Harold (1974), How to Live Like a King’s Kid (South Plainfield, NJ: Bridge Publishing).
Ramm, Bernard (1954), The Christian View of Science and Scripture (Grand Rapids, MI: Eerdmans).
Rimmer, Harry (1936), The Harmony of Science and Scripture (Grand Rapids, MI: Eerdmans).
Totten, Charles A.L. (1890), Joshua’s Long Day and the Dial of Ahaz (New Haven, CT: Our Race Publishing Co.).

sexta-feira, novembro 26, 2010

Você sabe tudo sobre os Beatles?




Veja algumas curiosidades sobre a banda que revolucionou a musica mundial, seus hits de sucesso chegaram a praticamente todos os cantos da terra e seus métodos de gravação são utilizados até hoje.

Os Beatles fizeram 294 apresentações no Cavern Club, entre dezembro de 1960 e agosto de 1963 .

Durante os cinco primeiros minutos da primeira apresentação dos Beatles no programa de tv americano “Ed Sullivan” em 1964, não houve assaltos nem homicídios nos Estados Unidos.

Os Beatles foram os primeiros a fazer video clips de suas músicas. Eles estavam cansados de tocar diversas vezes em programas de TV, então decidiram gravar as músicas em vídeo e distribuir para as TVs. Os 2 primeiros clips foram: Paperback Writer e Rain.

George Harrison disse na série Anthology: “De certa forma, inventamos a MTV”

O disco Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band foi o primeiro disco no mundo a vir com um encarte com fotos e letras das músicas.

Quem pensou no nome Beatles foi John Lennon.

Ringo é o Beatle mais velho, nasceu em 07/07/40.

George Harrison é o Beatle mais novo, nasceu em 25/02/43.-

Ringo teve diversos problemas de saúde quando criança. Ficou em coma por várias semanas aos 6 anos de idade. Com 13 anos ele teve pleurisia.

Ringo foi o último integrante a se juntar aos Beatles. Ele foi bastante ofendido pelos fãns quando substituiu Pete Best na bateria dos Beatles.

No seu primeiro show no Cavern Club (18 de Agosto de 1962), o público gritava sem parar: “queremos Pete”.

Antes do nome “The Beatles”, a banda teve vários outros nomes: “The Quarrymen”, “The Rainbow”, “Johnny & The Moondogs”, “Long John & The Silver Beatles” e “The Silver Beatles”. Nessa época com o nome “The Silver Beatles” eles usavam apelidos bem estranhos: John Lennon era chamado de “Johnny Silver”, Paul McCartney era “Paul Ramon”, George Harrison era chamado de “Carl Harrison” e Stu Sutcliffe era “Stu Stäel”.

Os Beatles foram os primeiros a colocar trechos de trás para frente nas músicas, como em Strawberry Fields Forever, Blue Jay Way, Rain, Free As A Bird.

Quem criou os famosos cortes de cabelo dos Beatles foi Astrid Kirchner, namorada de Stu Sutcliffe.

Durante uma excursão em 1965 ao Canadá, um dos policiais da segurança dos Beatles chamava-se Pepper (e ele era sargento) .

Após um show nas Filipinas foi marcado um jantar entre os Beatles e a primeira-dama desse país, mas os próprios Beatles não foram avisados. Com isso, ela ficou esperando por eles a toa no palácio. Ela se sentiu humilhada e no outro dia a caminho do aeroporto, os Beatles foram perseguidos por populares que tentavam linchá-los.

O disco mais vendido dos Beatles é a coletânea chamada “1″ lançada no ano 2000, que contém as 27 músicas de maior sucesso dos Beatles. Entre os álbuns dos anos 60, o título de campeão de vendas fica com Abbey Road.

John e Paul fizeram uma apresentação como dupla, em 1960, no pub Nurk Twins em Bending, Berkshire.

Paul compôs sua primeira música em 1955, quando ele tinha 14 anos, chamada “I Lost My Little Girl”.

A primeira música dos Rolling Stones (I Wanna Be Your Man) foi dada de presente por John e Paul.

Os Beatles venderam quase 2 bilhões de discos e fitas até hoje.

O primeiro nome da música “Yesterday” foi “Scrambled Eggs” (ovos mexidos).

Além disso, Yesterday é a música que foi gravada o maior número de vezes por diferentes cantores.

O primeiro nome da música Eleanor Rigby foi “Daisy Hawkins”. Nenhum dos 4 Beatles tocava instrumentos nessa música. Ela foi gravada por uma orquestra e com vocais de Paul McCartney.

O título original de “Hey Bulldog” era “You Can’t Talk To Me”.

O título original de “For No One” era “Why Did It Die”.

O título original do disco “Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band” era “Dr. Pepper”.

O disco “Please Please Me” foi quase todo gravado em apenas um dia (11 de Fevereiro de 1963).

O disco “Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band” foi produzido em 129 dias, em 700 horas.

O título original do “White Album” era “A Dolls House” (“A Casa das Bonecas”, nome tirado de uma peça teatral de Henrik Ibsen).

A primeira aparição dos Beatles na TV americana foi dia 03/01/64, no programa de Jack Paar, onde ele exibiu uma versão ao vivo de “She Loves You”.

Os assistentes de palco (Roadies) dos Beatles eram Neil Aspinall e Mal Evans.

Durante as gravações do White Album, Ringo chegou a sair dos Beatles por duas semanas, após uma briga com Paul.

Nas gravações do disco Abbey Road, os Beatles já estavam brigados entre si, e decididos a acabar com a banda; com isso não tocavam mais juntos, cada um gravava sua parte das músicas do disco separadamente.

Fonte: Super Mouser

quinta-feira, novembro 25, 2010

A Princesa Encantada de Jericoacoara


Na cidade de Jericoacoara, no Ceará, diz a lenda que, debaixo do morro do farol local, existe uma linda princesa encantada, morando numa gruta, cheia de riquezas. Só se desencantará se alguém for sacrificado. A Princesa está transformada numa serpente, com a cabeça e os pés femininos. Faz-se uma cruz com o sangue humano no dorso da cobra. E ela voltará a forma humana para sempre.

Perto da praia, quando a maré está baixa, há uma furna onde só se pode entrar agachado. Esta furna de fato existe. Só se pode entrar pela boca da caverna, mas não se pode percorrê-la, porque, está bloqueada por um enorme portão de ferro.

A cidade encantada e a princesa estariam além daquele portão. A encantadora princesa está transformada, por magia, numa serpente de escamas de ouro, só tendo a cabeça e os pés de mulher.

De acordo com a lenda, ela só pode ser desencantada com sangue humano. Assim, no dia em que alguém for sacrificado junto do portão, abrir-se-á a entrada para um reino maravilhoso. Com o sangue será feita uma cruz no dorso da serpente, e então surgirá a princesa com toda sua beleza, cercada de tesouros inimagináveis, e a cidade com suas torres douradas, finalmente poderá ser vista. Então, o felizardo responsável pelo desencantamento, poderá casar com a princesa cuja beleza é sem igual nesse mundo.

Mas, como até hoje não apareceu ninguém disposto a quebrar esse encanto, a princesa, metade mulher, metade serpente, com seus tesouros e sua cidade encantada, continuam na gruta a espera desse "heroí".

Essas princesas-serpentinas são comuns no folclore nortista. Mário Melo fala da furna da Serra Talhada, em Vila Bela, Pernambuco, morada duma princesa, semelhante a esta.[1]

Princesas tornadas serpentes são vestígios do ciclo das Mouras na penísula ibérica. Em Portugal quase a totalidade das Mouras Encantadas vive sob a forma de serpentes. Nas noites de São João ou Natal, antes da meia-noite, voltam à forma humana, tornadas mulheres lindas, cantam, penteando-se com pentes de ouro. Ao seu lado pode-se ver a pele de serpente à espera do corpo para a continuação da maldição. O ferimento, mesmo diminuto, bastando apenas que derrame sangue, quebra o encanto. Aqui a lenda se assemelha com o mito da Cobra Norato, do Pará.

fonte:http://sitededicas.uol.com.br/folk20.htm