quarta-feira, fevereiro 22, 2012

Homem Vitruviano – Entenda a obra de Leonardo da Vinci

Homem-Vitruviano

Homem Vitruviano é um desenho famoso que acompanhava as notas que Leonardo da Vinci fez, no ano de 1490, num dos seus diários.

Descreve uma figura masculina desnuda, separada e simultaneamente em duas posições sobrepostas, com os braços inscritos num círculo e num quadrado. A cabeça é calculada como sendo um oitavo da altura total. O desenho e o texto também são chamados de Cânone das Proporções. As posições, com os braços em cruz e os pés, são inscritas juntas no quadrado. Por outro lado, a posição superior dos braços e das pernas é inscrita no círculo. Isto ilustra o princípio de que, na mudança entre as duas posições, o centro aparente da figura parece se mover, mas de fato o umbigo da figura, que é o verdadeiro centro de gravidade, permanece imóvel.

O desenho atualmente faz parte da coleção da Galleria dell’Accademia (Galeria da Academia) em Veneza, Itália. Examinando o desenho, nota-se que a combinação das posições dos braços e pernas formam quatro posturas diferentes. O Homem Vitruviano é baseado numa famosa passagem do arquiteto romano Marcus Vitruvius Pollio, na sua série de dez livros intitulados de De Architectura, um tratado de arquitetura em que, no terceiro livro, ele descreve as proporções do corpo humano masculino:

  • Um palmo é o comprimento de quatro dedos;
  • Um pé é o comprimento de quatro palmos;
  • Um côvado é o comprimento de seis palmos;
  • Um passo são quatro côvados;
  • A altura de um homem é quatro côvados;
  • O comprimento dos braços abertos de um homem (envergadura dos braços) é igual à sua altura;
  • A distância entre a linha de cabelo na testa e o fundo do queixo é um décimo da altura de um homem;
  • A distância entre o topo da cabeça e o fundo do queixo é um oitavo da altura de um homem;
  • A distância entre o fundo do pescoço e a linha de cabelo na testa é um sexto da altura de um homem;
  • O comprimento máximo nos ombros é um quarto da altura de um homem;
  • A distância entre a o meio do peito e o topo da cabeça é um quarto da altura de um homem;
  • A distância entre o cotovelo e a ponta da mão é um quarto da altura de um homem;
  • A distância entre o cotovelo e a axila é um oitavo da altura de um homem;
  • O comprimento da mão é um décimo da altura de um homem;
  • A distância entre o fundo do queixo e o nariz é um terço do comprimento do rosto;
  • A distância entre a linha de cabelo na testa e as sobrancelhas é um terço do comprimento do rosto;
  • O comprimento da orelha é um terço do da face,
  • O comprimento do pé é um sexto da altura.

Vitrúvio já havia tentado encaixar as proporções do corpo humano dentro da figura de um quadrado e um círculo, mas suas tentativas ficaram imperfeitas. Foi apenas com Leonardo que o encaixe ficou perfeito, dentro dos padrões matemáticos esperados. O redescobrimento das proporções matemáticas do corpo humano no século XV por Leonardo e os outros é considerado uma das grandes realizações que conduzem ao Renascimento italiano. O desenho também é considerado um símbolo da simetria básica do corpo humano e, por extensão, do universo como um todo. É interessante também observar que a área total do círculo é idêntica à área total do quadrado (quadratura do círculo) e este desenho pode ser considerado um algoritmo matemático para calcular o valor do número irracional phi (aproximadamente 1,618).

Foto capa: mariofalagueira


Fonte: vocesabia.net

segunda-feira, fevereiro 20, 2012

Trechos de meu livro: O Lado avesso – Nornes, o Mago




(...)

Os rumores de guerra já estavam se espelhando, muitos haviam fugido para as montanhas, mas lá poderia ser bem pior, pois os trolls das montanhas eram impiedosos com quem entrassem em seus territórios e a carne de Hainuru era seu prato predileto, principalmente os mais jovens. Os trolls os atraiam com pedras coloridas e brilhantes. Apesar da pouca inteligência, os trolls desenvolveram muitas técnicas para se alimentar. A fome é uma boa professora para seres de pouco intelecto. (...)

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- Viajei tanto para continuar na escuridão. – Fala Theo. (...)

(...) você está pronto para a verdade, Theo? (...)


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- Viajei tanto para continuar na escuridão. – Fala Theo. (...)

(...) você está pronto para a verdade, Theo?

(...)


O Lado Avesso – Nornes, o Mago já está sendo feita no site da livraria Baraúna por um preço promocional.

Link: http://www.livrariabarauna.com.br/o-lado-avesso-nornes-o-mago.html

Gostaria de informa que vocês já podem adquirir meu livro: o Lado Avesso – Nornes, o mago em versão E-book no site da Livraria Saraiva.

Pelo link: click aqui!

A versão de meu livro O Lado Avesso – Nornes, o Mago, em E-book no site do Gato Sabido.

O link: http://www.gatosabido.com.br/ebook-download/158476/marcos-henrique-o-lado-avesso-nornes,-o-mago.html

sábado, fevereiro 18, 2012

Livros Que Mudaram O Mundo

A partir do aparecimento dos seres humanos, estes registraram seus pensamentos em paredes, pedras, papiros e, depois, em livros. De vez em quando, certos livros abalam as leis sociais dominantes, transformando o modo de pensar e de agir de muitos. Atualmente, é posível não precisar comprar os livros, porque muitos estão disponíveis de graça na Internet. A lista a seguir não inclui todos os livros que abalaram o mundo, é apenas a citação de alguns títulos mais famosos.

1 – A REPÚBLICA, DE PLATÃO

Os gregos têm um lugar privilegiado na História. Por uma tendência natural do seu espírito, exploravam a filosofia, estudavam a natureza e preocupavam-se com os problemas sociais. Tudo com uma magistral simplicidade: Platão sublinhou conceitos morais e sociais apenas com diálogos entre seus contemporâneos. E as ideias dele ainda estão presentes entre nós, nos dias de hoje.


2 – O KAMA SUTRA, DE VATSYAYANA

O primeiro livro da História a tratar do sexo abertamente e de forma natural. Na Índia, o sexo é considerado sagrado e não uma coisa censurável, como acontece no Ocidente, devido às religiões cristãs. O livro descreve 64 práticas sexuais diferentes Contam que o seu autor, Vatsyayana, praticava a castidade, mas através da meditação, atingiu um conhecimento profundo da natureza humana.


3 – PRINCÍPIOS MATEMÁTICOS DA FILOSOFIA NATURAL, DE ISAAC NEWTON

Através deste livro, bastante complexo para quem não tem bases nesse tipo de conhecimento, Isaac Newton revolucionou radicalmente todas as ciências de sua época. Na obra, estão os três princípios básicos da mecânica, que provavelmente você estudou ou ainda estuda: o da inércia, da dinâmica e da ação e reação.


4 – SENSO COMUM, DE THOMAS PAINE

Este livro não é muito popular no Brasil, mas é muito famoso nos Estados Unidos. Na época das monarquias e da colonização britânica, Thomas Paine começou a falar livremente sobre liberdade e tirania. Juntamente com outros autores rebeldes, como Henry Thoreau, convenceu o povo de que a Independência era uma boa ideia, criando o clima para a Revolução Americana.


5 – FOLHAS DE RELVA, DE WALT WHITMAN

Tido como um dos representantes máximos da poesia, Walt Whitman foi fundamental para quebrar barreiras dentro desse estilo. Ele livrou a poesia dos empertigados círculos acadêmicos e criou uma linguagem mais próxima de todos. Também conseguiu unir o romantismo e o realismo, originando uma poesia livre. Influenciou muita gente, desde os beatnicks até os poetas modernos.


6 – A GUERRA DOS MUNDOS, DE H.G. WELLS

Escrito em 1898, A Guerra dos Mundos deu origem ao gênero hoje denominado de ficção científica. Herbert George Wells influenciou toda uma geração, influenciando a mente de crianças que começaram a sonhar em serem cientistas, astronautas etc.


7 – A REIVINDICAÇÃO DOS DIREITOS DA MULHER, DE MARY WOLLSTONECRAFT

Essa obra, publicada em 1790, num período extremamente turbulento, devido à Revolução Francesa e aos ideais de liberdade do ser humano, construiu a base do feminismo. Nela, Mary Wollstonecraft afirmou que a mulher precisava ter direito à educação para sair de sua condição inferior, e condenou o casamento como uma forma de escravidão disfarçada. Formou, assim, ideias para acabar com a sociedade patriarcal.


8 – A ORIGEM DAS ESPÉCIES, DE CHARLES DARWIN

Numa época como a atual, na qual o ateísmo está crescendo muito, este é o livro de cabeceira de muitos cientistas e pensadores. Na época de Darwin, a religião católica (que dominava o mundo com seus dogmas) eram criacionistas, ou seja, afirmavam, fanática e irredutivelmente, que o mundo foi criado por Deus em 6 dias, como diz a Bíblia. O livro de Darwin transformou-se então em um dos mais terríveis “inimigos” da igreja católica, já que provou, indiscutivelmente, que os organismos evoluem, através de milhões de anos e se transformam em outros. Expressões tão usadas atualmente, como “seleção natural”, se devem a Darwin. A Origem das Espécies é, sem nenhuma dúvida, um dos mais importantes e significativos livros científicos da História da Humanidade.

9 – PÉ NA ESTRADA, DE JACK KEROUAC

Este, sem dúvida, é um clássico que marcou toda uma geração. Ainda lido por muitos “alternativos”, On The Road (título original) foi o livro base da geração hippie e beatnick, das décadas de 50 e 60, no mundo inteiro. Essa geração marcou o começo de uma contracultura cujas ideias perduram até hoje. Além da importância histórica, uma curiosidade:

Fonte:vocesabia.net

quarta-feira, fevereiro 15, 2012

Olá Amigos!



Aos que ainda não curtiram a página de meu livro no face.
Me dá uma força aí! Dá uma curtida lá!
É rapidinho.
Abraços Virtuais@



Os Vulcões Mais Violentos do Planeta


vulcoes
Vulcão é uma estrutura geológica criada quando o magma, gases e partículas quentes (como cinzas) escapam para a superfície terrestre. Tipicamente, os vulcões apresentam formato cônico e montanhoso. A erupção de um vulcão pode resultar em graves desastres naturais, por vezes de consequências planetárias. Assim como outros desastres dessa natureza, as erupções são imprevisíveis e causam danos indiscriminados. Os vulcões tendem a formar-se junto das margens das placas tectônicas. No entanto, existem exceções quando eles surgem em zonas chamadas de hot spots (pontos quentes). Por outro lado, os arredores de vulcões, formados de lava arrefecida, tendem a ser compostos de solos bastante férteis para a agricultura. A palavra “vulcão” deriva do nome do deus do fogo na mitologia romana Vulcano. A ciência que estuda os vulcões chama-se vulcanologia.

Não é nada prudente morar em áreas de atividade vulcânica. Nem sempre as pessoas têm tempo para escapar, antes de um vulcão explodir perto delas, muitas vezes destruindo tudo à sua volta. Veja, a seguir, algumas das mais destrutivas erupções vulcânicas jamais ocorridas na Terra:

1 – PLANALTO DE DECCAN, ÍNDIA

Os Deccan Traps são campos de lava no Planalto de Deccan, na Índia. Eles cobrem uma área de cerca de 1,5 milhões de quilômetros quadrados e tiveram uma série de erupções vulcânicas colossais que ocorreram entre 63 a 67 milhões de anos atrás. O momento das erupções coincide mais ou menos com o desaparecimento dos dinossauros. Evidências vulcânicas para a extinção dos dinossauros se formaram nos últimos anos, embora muitos cientistas ainda apoiem a ideia de que um impacto de um asteroide foi o que os exterminou. Acima, uma foto da cratera Lonar, que fica no Planalto de Deccan.

2 – PARQUE YELLOWSTONE, EUA

A história do Parque Nacional de Yellowstone é marcada por erupções gigantescas, tendo, a mais recente, ocorrido há cerca de 640.000 anos. Quando este supervulcão explodiu, enviou cerca de mil quilômetros cúbicos de material para o ar. As erupções deixaram para trás campos de lava endurecidos e caldeiras – depressões que se formam no chão quando o material abaixo irrompe para a superfície. As câmaras de magma de Yellowstone também fornecem ao parque um dos seus símbolos, os gêiseres, conforme a água aquecida pelo magma quente flui debaixo da terra. Pesquisadores previram que o supervulcão explodirá mais uma vez, uma catástrofe que cobriria metade dos EUA com cinzas de 1 metro de profundidade. O vulcão parece entrar em atividade uma vez a cada 600.000 anos, embora seja impossível saber se ele vai explodir novamente. Recentemente, porém, tremores foram registrados na área.

3 – THERA, SANTORINI, GRÉCIA

A data da última erupção do vulcão Thera não é conhecida com certeza, mas os geólogos acham que ele explodiu com a energia de várias centenas de bombas atômicas em uma fração de segundo. Acredita-se que foi a mais forte explosão já vista na Terra. A ilha onde se situa o vulcão, Santorini (parte de um arquipélago de ilhas vulcânicas), tinha sido o lar de membros da civilização minóica, embora haja indicações de que os habitantes suspeitavam que o vulcão iria explodir e evacuaram a ilha. Mas, apesar dos moradores poderem ter escapado, há motivos para especular que o vulcão perturbou fortemente a cultura, com tsunamis e declínios de temperatura causados pela enorme quantidade de dióxido de enxofre que atirou na atmosfera. Na foto acima, o que restou da cratera semi-submersa do vulcão Thera, após a sua explosão.

4 – MONTE VESÚVIO, ITÁLIA

O Vesúvio é um vulcão localizado no Golfo de Nápoles, Itália, a cerca de 9 km a oeste da cidade de Nápoles e à curta distância do litoral. É o único vulcão no continente europeu a ter entrado em erupção nos últimos cem anos, embora atualmente esteja inativo. Os dois outros principais vulcões ativos da Itália, o Etna e o Stromboli, estão localizados na Sicília. O Vesúvio é mais conhecido pela erupção em 79 d.C., que resultou na destruição das cidades romanas de Pompeia e Herculano. A localização das cidades foi esquecida, até serem acidentalmente descobertas, no final do século XVIII. A erupção de 79 também mudou o curso do rio Sarno e aumentou a área litorânea do entorno. Desde então, o vulcão entrou em atividade diversas vezes, sendo considerado atualmente um dos mais perigosos do mundo, devido à sua tendência para erupções explosivas e à população de 3.000.000 de habitantes em suas proximidades, o que faz desta a região vulcânica mais populosa do mundo. A última erupção do Vesúvio foi em 1944. Na foto, o Vesúvio, ao fundo, e, em primeiro plano, as ruínas das duas cidades destruídas por ele em 79 a.C.

5 – MONTE LAKI, ISLÂNDIA

A Islândia tem muitos vulcões. Uma explosão notável foi a do vulcão Laki, em 1783. A erupção libertou gases que foram levados pela corrente do Golfo para a Europa. Nas Ilhas Britânicas, muitas pessoas morreram de intoxicação por gás. Danos às culturas e perda de gado provocaram a fome na Islândia, o que resultou na morte de um quinto da população. A erupção, como muitas outras, também influenciou o clima do mundo, pois as partículas que foram lançadas na atmosfera bloquearam os raios do sol.

6 – MONTE TAMBORA, INDONÉSIA

A explosão do Monte Tambora foi a maior já registrada, classificada no grau 7 (ou “super colossal”) no Índice de Explosividade Vulcânica, a segunda colocação mais alta no Índice. O vulcão, que ainda está ativo, está localizado na ilha de Sumbawa e é um dos picos mais altos do arquipélago indonésio. A erupção explodiu tão alto que foi ouvida na ilha de Sumatra, a quase 2.000 quilômetros de distância. O número de mortos foi estimado em 71.000 pessoas e nuvens de cinzas pesadas desceram sobre ilhas distantes. A enorme cratera formada pela erupção, na foto acima, tem 6 quilômetros de diâmetro e 1.100 metros de profundidade.

7 – KRAKATOA, INDONÉSIA

Os ruídos que antecederam a erupção do Krakatoa, em 1883, finalmente chegaram ao clímax com uma enorme explosão em 26 de abril. A explosão deste vulcão ejetou enormes quantidades de rocha, cinzas, pedra-pomes e foi ouvida a milhares de quilômetros de distância. A explosão também criou um tsunami, com a altura das ondas chegando a 40 metros e matando cerca de 34.000 pessoas. Medidores de maré registraram que a cerca de 11.000 quilômetros de distância, na península Arábica, houve aumento na altura das ondas. A ilha que abrigava o Krakatoa foi completamente destruída pela explosão, mas novas erupções, em dezembro de 1927, construíram o cone Anak Krakatau (“Filho de Krakatoa”), no centro da cratera produzida pela erupção de 1883.

8 – MONTE NOVARUPTA, ALASCA

A erupção do Novarupta – um vulcão que é parte de uma cadeia de vulcões, na península do Alasca, parte do Anel de Fogo do Pacífico – foi a maior explosão vulcânica do século 20. A erupção atirou 12,5 quilômetros cúbicos de magma e cinzas no ar, os quais cobriram uma área de 7.800 quilômetros quadrados e mais de um metro de profundidade. A explosão foi tão poderosa que drenou magma sob outro vulcão, o Monte Katmai, alguns quilômetros a leste, fazendo com que o cume do Katmai entrasse em colapso e formasse uma caldeira.

9 – MONTE ST. HELENS, EUA

O Monte St. Helens, localizado a 150 quilômetros de Seattle, é um dos vulcões mais ativos dos Estados Unidos. Sua erupção mais famosa foi a 18 de maio de 1980, a qual matou 57 pessoas e causou danos a dezenas de quilômetros ao redor. Os ventos sopraram 520 milhões de toneladas de cinzas para o leste e causaram a mais completa escuridão em Spokane, Washington, a centenas de quilômetros de distância. O vulcão expeliu uma coluna de cinzas e poeira de 24 quilômetros de altura em apenas 15 minutos e parte dessas cinzas cairam sobre o solo de 11 Estados. A erupção foi precedida por uma protuberância de magma, na face norte do vulcão, e fez com que a face inteira deslizasse – o maior deslizamento de terra já registrado na história. Em 2004, o vulcão voltou à atividade e expeliu mais de 100 milhões de metros cúbicos de lava, juntamente com toneladas de rocha e cinzas.

10 – MONTE PINATUBO, FILIPINAS

O Monte Pinatubo é um estratovulcão ativo, localizado na ilha Luzon, nas Filipinas, na interseção das fronteiras das províncias de Zambales, Bataan, e Pampanga. A explosão cataclísmica do Pinatubo foi uma erupção clássica. A erupção atirou mais de 5 quilômetros cúbicos de material no ar e criou uma coluna de cinzas que se ergueu a 35 quilômetros de altura. As cinzas se acumularam tanto que alguns telhados desmoronaram sob o peso. A explosão também gerou milhões de toneladas de dióxido de enxofre e outras partículas no ar, que se espalharam ao redor do mundo levadas por correntes de ar e fizeram a temperatura global cair cerca de 0,5 graus Celsius durante o ano seguinte.


Fonte: vocesabia.net

segunda-feira, fevereiro 13, 2012

Conto - Eles são reais



Eles são reais

(Marcos Henrique)

Estava sem sono, já passava das duas da madrugada, a única coisa que ouvia nitidamente era o som do relógio da sala de minha casa, tic,TAC,tic,TAC. No mais, tudo era silêncio total, não um silêncio desconfortável e sim um silêncio tranquilo, pura calmaria.

- Quase três horas da madrugada e eu aqui sem dormir – pensei enquanto cruzava os braços, estava um pouco frio.

Toda a cidade dormia, pelo menos uma boa parte dela. Apenas, deveriam estar acordadas as pessoas que tinham que viver da noite para ganhar a vida, e não me reviro somente a prostitutas, muita gente vara a noite trabalhando para poder sobreviver nessa selva moderna.

- Mas o que é aquilo? – pensei, quando vi aquela luz no céu, não era um clarão normal e se movimentava com tanta destreza – só pode ser um balão meteorológico – pensei, coçando o queixo com a barba por fazer.

Muitas pessoas veem coisas estranhas no céu, mas nunca Henrique, ele era cético com o assunto que beiravam o desconhecido, era uma ateu convicto e um cético respeitado por seus amigos, pois sempre tinha respostas para mistérios que deixava seus amigos desconcertados, mas suas respostas sempre dentro da razão, não davam para contestar.

- Só pode ser um balão ou um avião – pensou em vós alta, ele não poderia acreditar no que estava vendo, logo ele, que nunca acreditou em Deus, ou Papai Noel.

A luz foi ficando cada vez mais clara, cada vez mais perto de sua janela e uma forma arredondada se formou, uma espécie de nave, sem janelas ou turbinas para lhe manter planando. Henrique gostaria de correr, porém alguma coisa o impedia de fazer isso – Salve sua vida seu idiota! – não parava de ecoar esse pensamente em sua cabeça, mas ele não podia fazer nada, nem mesmo piscar os olhos. A única coisa que lhe passava pela cabeça, era como se fazia a saudação vulcana de Spock do filme jornada nas estrelas, talvez isso pudesse salvar sua vida.

quinta-feira, fevereiro 09, 2012

Um conto para vocês



Dívidas do passado

(Marcos Henrique)


Pedro tenha 10 anos e um sonho, queria ganhar uma bicicleta, porém, seus pais não tinham condições de dar esse presente ao garoto. O pai de Pedro estava sem emprego, sua mãe trabalhava como costureira, seu salário estava todo comprometido com as responsabilidades da casa.

Pedro era um bom filho, obediente, respeitava os mais velhos, estudioso, sempre dizia a sua mãe que um dia iria se tornar astronauta, a mãe ria com o sonho do garoto, impossível em seu pensamento de se realizar, sua mãe coçava sua cabeça e dizia – se você se esforça e estudar muito, claro que vai conseguir meu filho – Pedro tinha esse sonho, mas o mais urgente era o sonho de ganhar uma bicicleta que vira em uma loja, ele iria completar 11 anos e ter uma bicicleta para poder ir ao colégio e passear com seus amigos seria o máximo para o garoto.

Pequenos bilhetinhos eram deixados em cantos estratégicos da casa, sua mãe fica sempre com os olhos marejados quando os lia, seu pai não dizia uma só palavra ficava apenas sentado numa poltrona que fora de seu pai, era uma poltrona muito velha, de cor verde, com a costura já gasta, no entanto, o pai de Pedro adorava ficar naquela poltrona velha sentado horas a fio, dizia que ali conseguia colocar as ideias no lugar, pois o cheiro da poltrona remetia a sua infância, época de fartura. Seu pai era um homem de posses que perdeu tudo devido a seu vício no jogo e foi dessa forma que o pai de Pedro veio para a cidade grande, fugido, junto com sua família devido as dividas do pai. Ou ganhavam a estrada e deixavam tudo para trás, ou seu pai morreria, devido às dividas contraídas pela a jogatina.

Pedro ainda sonhava com sua bicicleta, depois de conseguir a bicicleta, virar astronauta seria muito mais fácil, assim pensa o garoto com toda sua inocência, toda noite ele rezava e como seu aniversário era no mês de dezembro reforçava suas orações, pedido a Papai Noel que desse uma ajudinha.

Os dias se passaram e os pais de Pedro não conseguiam a tão falada bicicleta. Era noite faltavam apenas algumas horas para Pedro completar 11 anos, ele nascera às 03h47 da madrugada, o relógio marcava 24h50 da madrugada, Pedro dormia no silêncio da madrugada quando de repente uma luz se formou em seu quarto, sua cama tremeu e seu corpo estremeceu. Pedro acordou meio sonolento e ouviu uma voz doce a chamá-lo.

- Pedro, Pedro! Não tenha medo, não vou te machucar – dizia a voz.

- Quem está ai? Não é o Papai Noel, nem o menino Jesus? – disse o menino – quem é você?

- Sou a fada dos dentes e quero te presentear – dizia a voz doce sem revelar sua forma.

- Foi Papai Noel ou o menino Jesus que te mandou até aqui? – Perguntou Pedro em sua inocência de menino.

- Não, não foram eles, mas sei tudo o que se passa com você – continuou a voz – Sei o que você mais deseja nesse mundo e posso te dar...

- Pode...?! – falou o garoto excitado sentando-se na cama, pois a ânsia de ganhar sua bicicleta era maior que qualquer medo do escuro ou do sobrenatural, mas o que seria sobrenatural para um garoto que acreditava em Papai Noel?

- Você deseja uma bicicleta, não é verdade?

- É sim! É Sim! Você pode me dar? – fala Pedro quase em pé na cama.

- Calma Pedro, não queremos que seus pais acordem não é verdade? – fala a fada se revelando para o garoto.

- Você é linda dona fada dos dentes – fala o garoto embriagado com a beleza da fada.

- Obrigada Pedro, você também é um belo garoto e sei que é muito educado e estudioso – continua a fada – por isso vim até aqui para te conceder esse desejo, pois apenas faço isso para garotos bons iguais a você.

- Então quando poderei ganhar minha bicicleta? – pergunta o garoto já de pé na cama.

- Calma Pedro, as coisas não funcionam bem assim – responde a fada com um brilho em seus olhos – Sou uma fada dos dentes, então preciso de dentes para poder conceder desejos e o seu é muito difícil por isso precisarei de...

Pedro olha e escuta atendo, o mundo poderia estar acabando fora de seu quarto que o garoto não ouviria nada, apenas a voz da fada.

- ... Preciso de todos os seus dentes.

Pedro põe as mãos na boca e fica um pouco assustado – todos os meus dentes? – pergunta o garoto.

- Sim – continua a fada – Porém não fique preocupado, não os quero agora, só daqui a dez anos.

- Dez anos? – pergunta Pedro abrindo apenas uma brecha entre as mãos para poder falar e logo volta a cobrir sua boca.

- Em dez anos você poderá me dar seus dentes, e como já será um homem, “um astronauta”, poderá comprar novos dentes – a fada continua tentando persuadir o menino – seu pai não tem dentes que mandou fazer?

- Tem sim – responde Pedro.

- Então você pode fazer o mesmo e como já será um astronauta você terá muito dinheiro para poder comprar quantos dentes quiser – fala a fada dos dentes se aproximando revelando assim toda sua forma belíssima de se ver.

- Mas só daqui a dez anos né? – pergunta Pedro.

- Claro, dou minha palavra, mas tem uma coisa – a fada toca na mão do garoto de forma suave – você não poderá contar a ninguém.

- E se meus pais perguntarem o que vou dizer? – pergunta Pedro.

- Diga que foi o menino Jesus – responde a fada dos dentes.

Pedro olha para a fada sua cabeça diz que tem algo de errado, mas seu coração inocente de criança deseja tanto aquela bicicleta que se deixa seduzir e concorda com a fada selando seu compromisso com um beijo na testa da fada dos dentes.

- Agora durma – continua a fada – amanhã você terá sua bicicleta.

- Do jeito que eu quero? – pergunta Pedro se arrumando na cama.

- Será a bicicleta dos seus sonhos, mas daqui a dez anos não faça nenhuma viagem espacial antes de me dar seus dentes – fala a fada com um lindo sorriso.

- Não se preocupe nunca deixei de cumprir uma promessa – diz Pedro se cobrindo e fechado os olhos num sono mágico.

- Eu conto com isso Pedro, conto com isso – diz a fada dos dentes e desaparece como que por encanto.

O dia amanhece e logo que acorda o garoto corre para a sala e a bicicleta está lá como prometido.

- Mãe! Mãe! - grita o menino desesperado para que seus pais venham ver a maravilhosa surpresa.

Seus pais ainda meios tontos de sono e com trajes de dormir chegam na sala e se deparam com uma visão que para eles parecia uma miragem.

- Quem colocou isso ai garoto?! – pergunta o pai de Pedro.

- Foi o menino Jesus pai! Foi o menino Jesus! – grita Pedro já montando em sua bicicleta.

- Mais, mais... Isso é impossível! – fala o pai incrédulo.

A mãe de Pedro se ajoelha começa a chorar e a rezar – só pode ser um milagre! – fala a mãe do garoto com lágrimas nos olhos

- Tem algo de errado aqui – fala o pai de Pedro.

- Não tem nada de errado pai, foi o menino Jesus que ouviu minhas preces, as minhas e as da mamãe! – diz Pedro eufórico com o presente.

- Desça já daí garoto! Essa bicicleta deve ter um dono – continua o pai de Pedro puxando o garoto pelo braço o tirando de cima da bicicleta bruscamente – eu vou achar o dono dessa bicicleta. Você a roubo Pedro?

- Não pai eu juro que não!

- Você não ouviu o menino dizendo Carlos, foi Jesus que nos deu esse presente – fala a mãe de Pedro acreditando no milagre que o filho acabará de contar.

- Você só deve estar louca Sandrea, não está vendo que Deus ou Jesus, ou Buda ou o diabo iria se importar com um pedido desses – continua o pai de Pedro – o que pensa em mulher?! Porque Deus não curou seu pai quando morreu de leucêmica, ou fez crescer um novo braço no filho dos Almeidas?! O que nosso filho tem de tão especial que Jesus deu a ele uma bicicleta?!

- Eu vou ser astronauta pai! – fala Pedro chorando tentando tocar na bicicleta – Eu vou ser astronauta!

- Astronauta! – continua o pai de Pedro – olha aqui muleque chegou a hora de você crescer!

- Carlos não! – grita Sandrea.

- Olha bem nos meus olhos garoto, nada surge assim do nada, Jesus nunca te daria um presente desses e Papai Noel não existe, entendeu! Sempre fui eu quem te deu todos os presentes que você recebeu nos natais, eu Pedro! – esbraveja Carlos sacudindo o garoto pelo braço.

- Não! Não é verdade! – grita o menino em prantos – Não é verdade não é mãe?! Não é mamãe?!

Sandrea apenas olha o filho e chora sem saber o que dizer. Pedro se solta das garras do pai e vai chorando para o quarto onde fica trancado chorando aos prantos na cama, junto com suas lágrimas sua inocência é maculada.

- Precisava ter feito isso Carlos! – grita Sandrea.

Carlos apenas olha para a bicicleta, ele se desconecta por completo, não ouvi uma só palavra da esposa, na cabeça de Carlos só há lugar para uma coisa: Como aquela bicicleta foi aparecer ali.


Dez anos depois

O mês de dezembro chega mais uma vez, as lojas e o centro das cidades estão enfeitados com arranjos natalinos, em meio aos transeuntes, um jovem de semblante triste vai andando com os ombros baixos, mãos nos bolsos da calça já surrada e seu velho All Star azul, juta umas latas de coca-cola, é Pedro quem circula pela cidade fazendo hora para chegar a sua casa, hoje é dia de seu aniversário, está prestes há completar vinte anos.

Desde a discussão com seu pai há quase 10 anos atrás Pedro não é mais o mesmo, sua inocência se perdera naquele dia e seu pai hoje com 54 anos ainda se pergunta como aquela bicicleta foi parar em sua casa, Pedro nunca andou na bicicleta, então perdeu o interesse em tentar aprender a andar em qualquer bicicleta.

- É hora de ir pra casa enfrentar mais um dia com meu pai – pensa Pedro – eu poderia dormir na rua hoje, mas é muito arriscado e não quero ir para casa de nenhum amigo, não to com saco para ouvir aquela estúpida canção “Parabéns pra você”.

E assim Pedro segue para casa olhando as pessoas esbarrando umas nas outras com suas sacolas de presente, homens vestidos de papais Noeis, anões vestidos de duendes.

Pedro chega em casa, na há nenhum enfeite de natal, seu pai na mesma velha poltrona de sempre, hoje mais desgastada pelo tempo, só que agora Carlos está mais ranzinza do que nunca, sempre fica assim perto de Pedro fazer aniversariar, pois nunca saiu de sua cabeça a maldita chegada inesperada de sua bicicleta. Por um tempo Carlos achou que sua esposa o estava traindo e foi dessa forma que aquela bicicleta foi parar naquele dia na sala de sua casa, depois do acontecido à vida da família de Pedro não era mais a mesma, seu pai continuava desempregado e sua mãe teve progresso na vida profissional, conseguiu com muito esforço fazer um curso de técnica em enfermagem e hoje estava trabalhando em três empregos para manter a casa e custear os estudos do filho, o pai de Pedro no entanto só fazia bicos e passou a beber.

- Boa noite pai – diz Pedro e não ouvi nenhuma resposta de Carlos.

Carlos já estava bêbado como já era de costume, só que no dia do aniversário de Pedro ele sempre bebia um pouco a mais.

- E então muleque o que vai pedir dessa vez?! – continuou seu pai sarcasticamente – seria bom uma prostituta para tirar sua virgindade!

Pedro não da ouvidos e apenas o dar boa noite e segue para seu quarto, sua mãe estava de plantão, porém não esquecera do filho, deixou na gaveta de sua cômoda um presente, um canivete suíço, preto, e o melhor totalmente original.

Pedro quando abri a gaveta de sua cômoda deu um sorriso e pensou com sigo mesmo – ela nunca esquece, eu amo aquela mulher – desembrulhou com todo cuidado para danificar o mínimo possível o papel de presente, abriu a caixa toda feita com detalhes rupestres e quando viu o canivete adorou o presente. Só saiu do quarto uma única vez para fazer um lanche e tomar banho, mas antes se certificou que o pai já estava dormindo na velha poltrona.

Pedro se prepara e vai dormir com o canivete ao seu lado, como se fosse um urso de pelúcia dado por sua mãe a um garotinho. As 03:30 da madrugada uma luz a muito esquecida começa a se forma em seu quarto, mas com o mesmo azul embriagador de sempre.

- Pedro, Pedro – fala a voz chamando pelo rapaz que dorme profundamente - É hora de acertarmos contas Pedro, você tem uma divida comigo.

Pedro acorda meio tonto – Quem está ai? – pergunta abrindo os olhos.

- Já esqueceu de mim Pedro? – continua a voz – mas eu sempre pensei em você por todos esses anos e hoje é o grande dia.

Pedro desperta de vez e lembra do acordo que vez há dez anos atrás.

- É você fada dos dentes? – pergunta Pedro com a voz um pouco tremula.

- Quem bom que lembrou de mim, pois nunca esqueci de você – continua a fada dos dentes se revelando para Pedro com a mesma beleza de antes.

- Você continua linda e acho que hoje está ainda mais linda do que quando a conheci – continua Pedro – acho que meus olhos te veem mais linda hoje do que antes.

- Seus olhos são lindos, Pedro no entanto não são eles que quero – diz a fada se aproximando da cama.

Pedro se senta na cama e esconde o canivete que sua mãe deu de presente embaixo do travesseiro.

- Mas eu não virei astronauta ainda, você não poderia esperar um pouco mais? – pergunta Pedro tentando ganhar tempo.

A fada dos dentes ri – Vejo que cresceu, ficou lindo e engraçado, porém sinto muito fizemos um acordo além do mais se você se tornar astronauta quem me garante que, em uma de suas viagens especiais você não volte nunca mais e eu perca suas jóias – fala se aproximando da cama e tocando o pé de Pedro com uma mão tão fria quando a de um defunto, fazendo Pedro se arrepiar todo.

- Você não poderia me dar mais um tempo – continua Pedro tentando convencer a fada lhe dar mais tempo ou quem sabe desistir de seus dentes – eu não tenho dinheiro para comprar dentes novos e dessa forma como vou conseguir arrumar uma namorada?

- Sinto muito, mas temos um acordo e preciso dos seus dentes para continuar visitando mais pessoas – a fada se aproxima ainda mais e toca a coxa de Pedro.

Pedro a olha bem nos olhos como se estivesse hipnotizado, a fada se aproxima mais e de súbito Pedro reage, pega o canivete o arma e passa no rosto da fada num golpe certeiro. Com o golpe a fada se afasta e da um grito fino de dor que logo se transforma em gargalhada.

- Você acha que essa faquinha pode me ferir?! – diz a fada com um ar de deboche – Você é mesmo um imbecil! Me dê logo esses dentes moleque, pois estou morrendo de fome – fala a fada que se transforma num ser asqueroso, suas asas que antes se pereciam asas de borboleta se transformam em asas de morcego e seu rosto antes belo como um entardecer na praia fica desfigurado, seus dentes se transforma em prezas disformes, suas mãos ressecadas e enrugadas agarram as pernas de Pedro para tentar imobilizá-lo.

- Socorro! Pai! – grita Pedro desesperado.

Carlos acorda meio desorientado, escutando bem distante o chamado desesperado de seu filho.

- Pai! Pai! Socorro – Continua Pedro com a perna sangrando, as unhas da fada dos dentes o machucam com violência.

Carlos se levanta de uma vez só meio tonto – Muleque! – continua Carlos coçando a cabeça e assanhando seus cabelos.

Os gritos continuam e então Carlos desperta por completo – Pedro!? – diz Carlos e corre para o quarto do filho, o corredor parece mais longo do que antes, os gritos ficam mais altos e Carlos se desespera.

Aporta do quarto está fechada, Carlos arromba a porta com um chute, nem mesmo o velho Carlos imaginava ter tamanha força e para sua surpresa seu filho está todo ensanguentado morto deitado na cama.

- Pedro! Pedro! O que aconteceu meu Deus?! – grita Carlos abraçando o corpo do filho, ele não percebe, mas não está só no quarto.

- Valeu apena esperar todo esse tempo – diz a fada dos dentes se deliciando com sua refeição “os dentes de Pedro”, todos os dentes.

Carlos olha em direção ao guardaroupas do filho e para sua surpresa agachada bem distraída com sua refeição a fada nem nota Carlos a li olhar.

- Quem é você? O que é você!? – pergunta Carlos em choque.

A fada dos dentes se vira para Carlos e com um sorriso de satisfação, lambendo os dedos, se deliciando com a refeição que acabara de fazer.

Carlos olha ao redor do quarto e a única arma que consegue acha é o canivete suíço presente da mãe de Pedro.

- O que você fez sua maldita coisa?! – grita Carlos apontando o canivete para a fada que da uma gargalhada gelando a alma de Carlos.

- Agora ele é seu filho? – continha a fada – eu sou a prostituta que você queria dar de presente ao garoto, só que... – a fada olha para Carlos e volta a se transforma no ser asqueroso que aquele semblante belo esconde - ... Eu cobro antecipado e os dentes de Pedrinho eram tão lindos que não resisti, tive que come-los.

- Seu maldito demônio! Eu vou te matar – grita Carlos e parte para cima da fada, mas como a uma mosca Carlos é lançado ao chão.

- Humano idiota! - continua a fada – não sou um demônio, mas você é uma anta, anta não que é um animal inteligente apesar de sempre compararem um humano idiota feito você a um animal tão inteligente, é uma ofensa ao animal.

- Eu vou matar você, não importa o tempo, eu vou te destruir! – grita Carlos apontando o canivete para a fada que o olha tranquilamente.

- Você acabou de se incriminar estúpido – continua a fada – eu usei esse canivete para arrancar minha refeição da boca de seu filho, e como não tenho impressões digitais, que pena; você é quem vai pagar o pato pela morte do muleque.

- Eu vou acabar com você! – grita Carlos com ódio nos olhos.

A fada olha para Carlos com um olhar de superioridade – estou lhe esperando quando quiser seu trouxa, se pelo menos ele tivesse podido aprender a andar de bicicleta. Vamos ser sinceros era linda aquela bicicleta que eu dei a ele não era?

Como que por mágica a fada some após revelar o segredo de Pedro, Carlos fica atônito, ele não podia acreditar.

- Não, não, não; não!

Passos rápidos são ouvidos na casa – Pedro? Carlos? – uma voz um pouco aflita chama pelos homens da casa.

É a mãe de Pedro, ela conseguiu uma folguinha para comemorar o aniversário do filho e vinha com um lindo bolo para o ele, mas seu coração de mãe ficou apertado o dia inteiro como que prevendo algo de ruim que iria acontecer.

Sandrea entra no quarto já esperando o pior, ao ver o corpo do filho sem vida em cima da cama todo ensangüentado larga o bolo e começa a gritar. Carlos está no canto da cama, sentado com o canivete na mão e se balançando, ele não fala coisa com coisa, apenas se balança de um lado para o outro batendo com a cabeça na parede do quarto de tal forma que já começa a sangrar.

- O que você fez Carlos!? – grita Sandrea segurando Carlos pelos ombros e o sacudindo.

- Meu menino, meu... Ele só queria andar de bicicleta Sandrea – continua Carlos desnorteado – ele era um bom menino, ele era...

- Carlos! Carlos! Olhe para mim! – continua Sandrea pegando o rosto de Carlos e levantando-o para que possa olha para ela – O que você meu; Deus!?

Carlos respira fundo e olha para Sandrea com lágrimas nos olhos – Eu o amava Sandrea, eu o amava – Carlos larga o canivete o começa a chora.

Sandrea fica sem entender, tenta se recompor, olha para o filho ali, jogado sem vida na cama e sai do quarto, Carlos se estica para tentar alcançar as pernas de Sandrea, mas não consegue.

- Alô telefonista eu quero registrar um assassinato em minha casa – continua Sandrea com uma voz hora segura, hora vacilante e os olhos marejados.

- De quem senhora? Meu filho. Meu marido o matou.

quarta-feira, fevereiro 08, 2012

Olá amigos!


Gostaria de informa que vocês já podem adquirir meu livro: o Lado Avesso – Nornes, o mago em versão E-book no site da livraria Saraiva.

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Abraços virtuais!

terça-feira, janeiro 24, 2012

Meu conto: Matou a família e foi ler o jornal do dia




Matou a família e foi ler o jornal do dia
(Marcos Henrique)


Mais um domingo nascia. O ponteiro pequeno estava em cima do número cinco e o grande, em cima do número oito. Ele já estava pronto, pronto e ansioso. Tomou seu café com leite, comeu torradas integrais, uma fatia de queijo coalho e para completar, uma banda de mamão havaiano. Saciado, foi ao banheiro, escovou os dentes, sentia orgulho por ter 62 anos e todos os dentes. Foi para o terraço, observou com seus óculos multifocais o jornal de sábado, ali, parado, sem vida, pensou: Quando me tornarei sem serventia?

Esticou-se na cadeira e pôde olhar para dentro da sala, o ponteiro pequeno estava agora quase no número seis, o ponteiro grande no número cinquenta e cinco. Esfregou as mãos, voltou a olhar para o jornal da edição passada e pensou: O que ele vai me mostrar neste domingo? Começou a olhar para os dedos das mãos, brincou com as unhas que estavam um pouco grandes. Estava na hora de podar seus dedos.

- Vai dar tempo?

Levantou de uma só vez, foi até seu quarto, abriu o guarda-roupa, procurou, procurou, procurou, não encontrou o que queria, olhou para a esposa que ressonava, não quis acordá-la.

- Onde essa velha coloca a tesoura? – pensou.

Foi até a porta do quarto, esticou-se e olhou o relógio na parede que marcava seis horas em ponto. Não havia tempo para sua vaidade. Correu até o terraço, olhou pela grade que, protegia seu mundo. Nada no quintal. Chamou a empregada e perguntou se ela havia pegado o objeto de seu desejo. Ouviu um sonorico – Não –.

- O que está acontecendo com o mundo? - se perguntou.

Lembrou que seu nome era um dos mais comuns, olhou para o jornal de sábado e lembrou que descobriu isso ao folhear o finado.

- O que está acontecendo com o mundo? – falou em voz alta.

Sentou-se na cadeira do terraço, olhos fixo no portão, ouvidos atentos, não ouvia os latidos dos cachorros da vizinhança.

- O que está acontecendo com o mundo? – se questionava, enquanto esfrega as mãos e sentia as unhas grandes rosando em suas palmas. Pensou em voltar ao quarto e continuar com sua busca pela tesoura, mas não queria sair dali, não queria perder aquele momento tão esperado.


- Bom dia – disse à esposa que, acabara de acordar. Ele respondeu com um aceno de mão, a companheira sorriu.

Levantou-se por uns instantes, olhou para a sala, o relógio estava lá certeiro como nunca. Ponteiro pequeno encima do número seis, ponteiro grande encima do número quatro.

- Vinte minutos de atraso. Vinte minutos! É um absurdo!

- O que foi José? – perguntou a esposa aparecendo na porta da sala.

- O jornal, está atrasado vinte minutos! Um absurdo!

- Ele chega já. Tomou café?

-Tomei. Que absurdo!

- Tua filha vem hoje para cá, vem com as crianças, o marido e a sogra.

- Que falta de respeito! – dizia e, não prestou atenção a uma única palavra da esposa que, gesticulou com a mão, algo do tipo: Ah! E saiu da porta para trocar de roupa.

Tornou a olha para o jornal de sábado, o pegou nas mãos, abriu o primeiro caderno, não era a mesma coisa, não tinha o mesmo cheiro, aquele aroma que apenas jornais novos tinham. Foi para a seção de esportes, não importava mais saber que seu time do coração havia perdido. – Só notícias mortas – pensou.

- O que está acontecendo com o mundo? – tornara a se perguntar.

Foi até a sala, pegou as chaves da grade e foi até o portão – Onde se meteu este filho da puta? – falava, se referindo ao jornaleiro.

Voltou para dentro de casa. Guardou as chaves, pendurou-as no porta chaves que tinha ganhado da única filha. Tornou a olha para o relógio. Quinze para as sete.

- Puta que o pariu!

- O que é isso homem? Tá ficando doido? – lhe repreendeu a esposa.

- Quase uma hora de atraso do jornal - continuo – Isto nunca aconteceu, são vinte anos de assinatura. É uma falta de respeito!

- Chega já – falava esposa, tentando acalmá-lo.

Às sete horas em ponto, sua filha toca a cigarra, mas com o barulho que os filhos dela faziam, não seria preciso tocar cigarra alguma.

O velho estava sentando numa das cadeiras do terraço, um jogo de cadeiras com um centro de vidro que o genro havia dado de presente no último natal.

- Papai, abra aqui o portão.

- Já vou – falou emburrado.

Abriu o portão, tentou driblar as formalidades. Em vão. Apertos de mãos, beijos e pedidos de benção foram-lhe solicitados. – Entrem, vamos entrando – falou.

Seus netos, dois meninos, um de oito e outro com seis anos, entraram rasgando o mundo metafísico, até esbarrarem na forma física da avó.

A família estava reunida, para passar um domingo juntos, já que nem sempre se viam. A vida moderna não nos da tempo de socializarmos fisicamente. A filha, havia se casado e ido morar a duas horas de viagem da casa deles, foi morar perto da sogra que, já era muito idosa e estava mais para lá do que para cá. O genro era um engenheiro metido a besta que, conseguiu seu primeiro emprego no ramo graças ao falecido pai, um arquiteto de renome.

- O que papai tem mãe?

- É o jornal.

- O jornal?

- Está atrasado, sabe como seu pai é não vive sem ler o jornal.

- Sei. Se soubesse disso, tinha trazido o de lá de casa.

O velho escutou de sua cadeira no terraço – Filha desnaturada! – pensou.


- Vamos entrando e se acomodando, vou fazer uma macarronada deliciosa – disse a mãe.

Sete e meia da manhã e nada do jornal. Muitas coisas começaram a passar pela cabeça do velho: O jornaleiro está morto; foi sequestrado; atropelado e está em coma com meu jornal nas mãos; foi abduzido; filho da puta! Está na esquina da rua, rindo de todo o transtorno que está me causando.

Pensou em levantar e ir até a esquina, mas antes de conseguir realizar suas vontades, o genro chega e senta-se para puxar conversa.

- Como vai sogro?
- Não muito bem.
- É o jornal?

Ele sabia que era o jornal, então porque estava perguntando se toda aquela situação estava sendo causada pelo jornal, ou melhor, pela falta dele.

- Se eu soubesse que seu jornal não havia chegado...

O genro foi interrompido pelo levantar rápido do sogro, o jornal acabara de chegar e, como um investigador criminal, José interrogou o jornaleiro com todo afinco.

- E que isso não aconteça mais – dizia José, enquanto o jornaleiro tentava se explicava.

Já era quase oito horas, os vizinhos que sempre acordavam mais tarde aos domingos resolveram despertar mais cedo. Carros sendo tirados, para serem lavados, garotas com seus micro-shorts passeando com seus cães, mas o velho José, só queria saber de uma coisa. Ler o seu jornal de domingo. Não havia tempo para afinidades com vizinhos.

Começou a tirar o jornal do saco plástico, quando chegaram os netos querendo atenção.

- Vô! Vô! Vamos brincar!

O velho não queria saber de brincar, só queria ler seu jornal.

- Outra hora. – respondeu secamente.

As crianças ficaram tristes, saíram de cabeça baixa. O genro não gostou muito e como desforra, ficou determinado a não deixar o velho ler o jornal.

Enquanto o senhor José tentava abrir o pacote, seu genro não parava de falar, falava do trabalho, de seus projetos e de um bate boca que teve com um mestre de obras.

- José, o que você fez com os meninos – falou a esposa, chegando sorrateiramente.
- Não fiz nada.
- Os meninos vieram, hoje, para passar o dia com agente e será que você não pode dar um pouco de atenção a eles?
- Me deixa ler o Jornal, que nos brincamos depois.
- Três horas de viajem para isso, José.

Eram duas horas de viagem e não três – Porque mulher faz drama em tudo – pensou.

Os garotos começaram a chorar e, foi aí que, a esposa teve a idéia mais estúpida da humana. - Não vou deixar esse rabugento ler essa porcaria de jornal de domingo.

José pediu licença ao genro e foi para o quintal, tentar ler as notícias, pegou uma das cadeiras do terraço e foi para uma sombra, que um pé de carambolas proporcionava todas as manhãs em seu terreno.

- Vamos fazer de tudo para ele não ler o jornal de hoje – falava a sua companheira, enquanto a sogra da filha morria de rir.

- Mamãe, deixa o pai ler o jornal dele, o coitado depois que se aposentou, só tem essa diversão.
- Hoje ele não lê esse Jornal – foi relutante.

O cheiro do jornal era ótimo, apesar da hora que chegara, ainda tinha cheiro de jornal novo, as notícias ainda eram fresquinhas, pelo menos para José. Só que o homem não sabia do plano que estavam armando por suas costas, nem quem seria a autora intelectual dos atos que se sucederam. E assim, o plano foi posto em prática, era menino correndo, brincando de paga, gritando, destruindo o equilíbrio natural das coisas. A filha vinha a cada 10 minutos, com fotos antigas, para rememorar os tempos de glória, a empregada que perguntava qualquer bobagem e o genro que com a cara mais sínica, reclamava com os moleques, mas estava se deliciando com o caos. Um inferno! Estou no infernou – pensou o castigado homem.

José, não se sentia tão estressado desde os tempos em que tinha que acordar, todos os dias, às quatro e meia da manhã e pegar um trânsito infernal para poder ir ao trabalho. Sentiu saudades.

Sempre que iniciava a leitura, uma interrupção. Do primeiro cadernos viu só a charge, do caderno internacional, apenas o nome: Internacional; cultura, apenas o título: Furacão Baiano faz show inesquecível. Foi quando o genro teve a excelente ideia de falar que Leonel Messi fora escolhido pela terceira fez o melhor jogador do mundo, aquilo era inadmissível, o caderno de esportes era sagrado para qualquer homem, até seu genro sabia disto

José o olhou, no fundo da alma, o genro se sentiu nu, colocou as mãos no peito, como que tentando esconder sua nudez e entrou na casa desconfiado.

- Acho que excedemos os limites – falou ao entrar na cozinha.

José, foi até a garagem, pegou um facão, que havia amolado para poder podar o pé de carambolas mais tarde, entrou em casa e começou seu ritual. Gritos podiam ser ouvidos pelos vizinhos, que começaram a se aglomerar enfrente a casa. – Não vovô, vovô – gritavam os moleques e José respondia: - Querem jogar bola!? Vão jogar, agora, no raio que os parta!
Tudo durou pouco mais de vinte minutos. José saiu da cozinha e o que deixou para trás foram, pedaços de corpos, vísceras, sangue e a cabeça de seus familiares em cima da mesa, com a exceção da cabeça do genro que, havia sido jogada no balde de lixo, até a emprega ganhou um lugar em cima da mesa, pois prestavas bons serviços para a família a mais de vinte anos.

O homem parecia estar cansado, mas com um semblante sereno. Passou a mão no rosto, para limpa um pouco do sangue que lhe untava todo o corpo, foi até o quintal, sentou-se e depois de ter cometido seu ato de selvageria e libertação, pegou seu jornal, com toda a calma do mundo, procurou os classificados, em busca de um emprego, pois precisava complementar a renda da família e não aguentava mais toda aquela ociosidade que a aposentadoria lhe causara.

- Como pode um aposentado sobreviver neste País? – pensou, ao ver o aumento que o governo deu a sua categoria e, finalmente conseguiu matar a vontade de ler seu jornal dominical.

terça-feira, janeiro 17, 2012

Meu livro: O Lado Avesso - Nornes, o Mago já está a venda!!!



Gostaria de comunicar a todos os amigos que, a pré-vende de meu livro: O Lado Avesso – Nornes, o Mago já está sendo feita no site da livraria Baraúna por um preço promocional.


A versão do livro O Lado Avesso – Nornes, o Mago,em E-book no site do Gato Sabido.

O link: http://www.gatosabido.com.br/ebook-download/158476/marcos-henrique-o-lado-avesso-nornes,-o-mago.html


O Lado Avesso!
Imagine um mundo fantástico onde Elfos, Dragões, Guerreiros, Magos, Ciclopes, em fim, várias criaturas da literatura fantástica transitem com seres do folclore brasileiro como, Curupiras, Caiporas, Flor-do-mato, Alamoas entre outros. Já imaginou um Curupira montado num dragão alado? Ou uma Alamoa seduzindo um guerreiro para depois devorá-lo? Não? Então leia: O Lado Avesso – Nornes, o Mago e descubra esse novo universo.

O Lado Avesso – Nornes, o Mago, mostra que através dos seres do folclore brasileiro uma emocionante estória de fantasia pode ser contada.