segunda-feira, janeiro 31, 2011

Trecho de meu livro: Memórias de Minhas Lembranças Mortas




Memórias de minhas lembranças mortas


Seco


Livro I



- Tudo está escuro, meus olhos estão abertos, mas não consigo ver nada, será que estou cego? Talvez seja um sonho. Não. Acho que não, em sonhos conseguimos enxergar alguma coisa. Me sinto mais leve, mais livre, que luz é essa, será que é minha visão voltando? Espero que sim. Engraçado não consigo lembrar de nada, só que estou nessa escuridão. Agora sim, a luz começou o que é isso, quem é esse cara caído no chão? Cara é o fim do mundo mesmo, ninguém está ajudando ele, meu Deus porque ninguém ajuda esse cara. Ei amigo você não está vendo esse cara caído no chão? Como esse cara passou por mim? Como fiquei transparente? Deve ser um pesadelo, mas espera, esse cara sou eu, não, não pode ser, tem que ser um pesadelo. Toda essa gente nesse restaurante e ninguém para me ajudar. Droga tudo está voltando a ficar escuro, aonde vou para agora?

- Pode abrir os olhos agora Benjamim.

Uma voz suave me mandava abrir os olhos, mas tinha medo, tinha medo de ver alguma coisa que não gostaria de ver, sabe.

- Benjamim, Benjamim, abra os olhos garoto.

Lentamente abria meus olhos e ao mesmo tempo sentia um calafrio percorrendo por todo meu corpo – vamos Benjamim, tenha coragem cabra – eu dizia comigo mesmo, não era fácil, no entanto tinha que abrir os olhos, não podia passar a eternidade com os olhos fechados.

- Já vou abrir, estou abrindo, por favor, não me machuque.

- Olá Benjamim.

- Mais... O que... O que estou fazendo aqui, na escultura de Brennand no recife antigo?

- É bonito aqui não é?

- Nunca vim aqui, mas é muito bonito sim.

- É lindo sim, sabe, fico imaginando se uma tsunami viesse para cá, seria o fim desses arrecifes do parque das esculturas, do marco zero. A propósito me chamo Azrael, mas pode me chamar de Malak, é mais fácil de se pronunciar.

- Quem é você? E o que aconteceu comigo? Como vim parar aqui?

- São muitas perguntas Benjamim, vou te responder a mais importante ok.

- Ah, tá bom, ok.

- Você morreu Benjamim, não foi uma morte honrosa, mas depois do século XX, são raras mortes honrosas.

- O que, eu morri, acho que vou vomitar.

- Não se preocupe isso sempre acontece com os marinheiros de primeira viagem. Vamos, vamos sair daqui, só espero que você não enjoem em barcos, temos que atravessar para o outro lado, temos que pegar um bonde.

- Um bonde, mais que bonde Malak?

- Você tem dinheiro, para darmos ao barqueiro?

- Dinheiro? Não sei se você notou, mas eu estou morto, não sei como disse isso.

- Droga; já estou devendo uma grana para ele.

O barco se aproxima um senhor com um semblante alegre vem guiando o barco a motor, um sorriso simples, porém cativante.

- Vai para o outro lado Malak?

- Estou tentando ir meu velho.

- São quatro reais.

- Ah, meu amigo você poderia deixar na conta?

- Você já vem com essa conversa há tempos, no dia em que você me pagar sua divida, eu me aposento.

- Quebra esse galho meu velho; não tenho culpa se eles sempre aparecem sem nenhum tostão, mas prometo que te pago tudo no fim do mês.

- Tudo bem, mas que fique bem claro, se chegar o fim do mês e você não me pagar, vai ter que atravessar nadando.

- Vamos Benjamim, você tem que pegar um bonde.

Subimos num velho barco a motor, não podia acreditar no que estava acontecendo comigo, só podia ser um sonho louco, tinha que ser um sonho, pois como explicar a água límpida que eu enxergava, aquela água era negra, poluída com nossos dejetos. Vamos ver até onde esse sonho nos leva, me leva.

- Então Benjamim, quantos anos você tem?

- Você não sabe? Como um anjo não pode saber tudo?

- Você falou bem rapaz, um anjo, não sou onisciente.

- Tenho 30, acabei de fazer 30 anos.

- Não parece. Te dou uns 25 anos, você está bem conservado.

- Obrigado.

- Vamos descer, chegamos.

- Chegamos?

- Sim, vamos para o marco zero, é lá que você vai pegar seu bonde.

- Meu bonde? Pra que eu possa voltar pra casa?

- Bom é como se fosse sua casa, na verdade será sua casa nova, sua nova morada, sabe aquela frase e viveram felizes para todo o sempre, pois bem, você vai para o todo sempre.

- Mais eu não posso ir, tenho muito o que fazer aqui, eu ia me encontrar com uns amigos para celebrar meu aniversário, eles devem estar preocupados agora comigo, eu sinto muito mais tenho que ir Malak.

- Não posso te forçar a nada, sabe. Esse lance do livre arbítrio e tal, mas o que posso te dizer Benjamim é que se você ficar aqui, não será nada fácil para você, esse não é mais seu mundo, aqui é perigoso para um marinheiro de primeira viagem como você, lá vem o bonde.

- Por mais impressionado que esteja com tudo isso Malak, não posso ir, eu tenho que acordar.

- Quando vai entrar em sua cabeça que você está morto Benjamim, seu tempo aqui acabou aceite, será menos doloroso para todo mundo.

O Bonde parou bem no centro do marco zero, o condutor tocou a buzina – todos subam agora – gritou o condutor.

Era um bonde lindo, todo azul celeste com frisos pretos, as rodas douradas e desenhos de querubins com harpas na lataria do bonde.

- Malak, sinto muito cara, mas não posso ir, não assim, acho até melhor eu acordar.

- Você está ficando molhado Benjamim, é melhor entrar agora nesse bonde.

- O que está acontecendo Malak, estou me sentido ensopado?

- São lágrimas de sua mãe Benjamim.

- Minha mãe? Tenho que acordar e ver minha mãe.

- Última chamada – gritou o condutor.

- Olha Benjamim, não posso mentir para você, se bem que mentir às vezes tornaria meu trabalho bem mais fácil, mas temos que seguir um código de ética aqui, se você ficar aqui, não poderei te ajudar, na verdade, talvez nunca mais nos vejamos você entende o que isso significa?

- Malak estou ficando cada vez mais molhado.

- E então o que vai ser Malak, o garoto vai ou não subir?

- Calma ai chefe, da um tempo a ele, hoje é dia de seu aniversário.

- Que presentão. Sinto muito Malak, tenho horários a cumprir, todos a bordo!

- Você perdeu o bonde Benjamim, sabe o que significa?

- Que vou ter que esperar o trem das 11 horas.

- sinto muito Benjamim, sua peleja começa agora.

Malak se afasta de Benjamim que está completamente encharcado - boa sorte em sua nova vida morta – fala o anjo da morte.

- Malak você tem que fazer com que eu acorde cara. Malak, Malak, onde ele se meteu, porque sinto que estou derretendo? O que está acontecendo?

Meu dia começara monótono como sempre, o relógio despertara às seis e meia da manha, abro meus olhos, mesmo sabendo que horas são, olho para o relógio, meio sem querer acreditar que já está na hora de me levantar, me espreguiço, coço a cabeça, respiro fundo e falo uma frase que já virou rotina em minha vida – acorda pra viver cara – até parece que tenho uma vida boa, mas poderia ser bem pior, soa egoísta isso eu sei, mas é a mais pura verdade. Levanto meio adormecido, vou ao banheiro, coco, xixi, banho. Estou pronto para mais um dia de trabalho.


Para Ler mais click aqui

Grandes extinções do passado estão ligadas ao aquecimento global



O aquecimento global poderá provocar a sexta onda de extinção de espécies nos próximos séculos, adverte um estudo que estabelece um vínculo entre o aumento das temperaturas e os desaparecimentos em massa de animais nos últimos 500 milhões de anos.


Cada um dos cinco períodos precedentes de queda brusca na biodiversidade - incluindo o que provocou o desaparecimento de 95% das espécies - corresponde a um período de aquecimento global, destaca o estudo publicado pela revista britânica Proceedings of the Royal Society.

PARIS (AFP) - O aquecimento global poderá provocar a sexta onda de extinção de espécies nos próximos séculos, adverte um estudo que estabelece um vínculo entre o aumento das temperaturas e os desaparecimentos em massa de animais nos últimos 500 milhões de anos.

Cada um dos cinco períodos precedentes de queda brusca na biodiversidade - incluindo o que provocou o desaparecimento de 95% das espécies - corresponde a um período de aquecimento global, destaca o estudo publicado pela revista britânica Proceedings of the Royal Society.

As altas de temperatura previstas para os próximos séculos são comparáveis às registradas nos picos do efeito estufa ocorridos no passado, destaca Peter Mayhew, principal autor do estudo, que prevê que "as extinções vão se multiplicar".

Segundo especialistas do painel da ONU sobre o clima, o aquecimento climático até o final do século será de entre 1,1°C e 6,4°C, em relação às temperaturas das últimas décadas do século XX.

Estudos precedentes permitiram estabelecer um modelo de mudança climática e encontrar as causas de certas extinções em massa, mas a correlação entre ambos ainda não havia sido estabelecida sistematicamente sobre um período muito longo.
O estudo divulgado hoje é baseado nos trabalhos de três cientistas da Universidade de Leeds, na Grã-Bretanha, que calcularam a temperatura superficial dos oceanos a partir dos níveis de pH e oxigênio nos fósseis.


Determinaram assim as flutuações - ao longo de dezenas de milhões de anos - entre períodos "com efeito estufa" e períodos "glaciais".


Ao contrário do que poderia sugerir a abundância atual de fauna e flora nas regiões úmidas, a biodiversidade era maior durante os períodos frios.


O estudo não se concentra nas razões do aquecimento global - como a explosão de um vulcão gigante, impacto de um asteróide, ciclo natural ou atividade humana -, apenas em suas conseqüências.

eita Priguiça....

Segundona!!!

sábado, janeiro 29, 2011

Mais uma de meus poemas



O mundo
(Marcos Henrique)


O mundo está louco, e eu sóbrio esta noite;
O mundo está morto, e eu vivo como um bebê;
O mundo está morto, e eu tão só;
O mundo está morto, e eu perdido em esquinas cinza;
O mundo está morto, e eu buscando humildade;
O mundo está morto, e eu estou morto e sem alma.
Que dia é esse?
Que hora teima em não chegar. A vida vai embora e não volta, sempre em minha hora de acordar.
Os dias já foram mais claros, meus olhos viam bem mais.E agora?
O mundo está morto, e eu, eu estou preso num turbilhão de dúvidas existencialistas e perguntas feitas.
O mundo está morto. Não, o mundo está triste e eu vagando por lembranças mortas.


Para conhecer mais meu trabalho e baixar meus livros: http://poemasdecaverna.blogspot.com/

sexta-feira, janeiro 28, 2011

Só pra descontrair



"Quanta lucidez de um octogenário!
Impressionante como essas advertências caem no vazio!"

PEDRO SIMONQuando ingressei na vida pública, há cinco décadas, eu apertei o botão de subida do elevador da política, no seu sentido mais puro.
E ele subiu. Parou em muitos andares.
Abriu e fechou. Muitas vezes, parecia que as portas emperravam, presas a grades e a paus-de-arara. Mas, mesmo assim, abriam-se, com o esforço de todos os passageiros.
Havia uma voz, que anunciava cada etapa dessa nossa subida, na busca do destino almejado por todos nós.

"Liberdade", "democracia", "anistia",
"diretas-já".

Não era uma voz interna. Ela vinha das ruas, e ecoava de fora para dentro. Vi gente descer e subir, em cada um dos andares deste edifício político.

Comigo, subiram Ulysses, Tancredo, Teotônio.
Já nos primeiros andares, vieram Covas, Darcy, Fernando Henrique.
Mais um ou outro andar, Lula, Dirceu, Suplicy.
Outros mais, Marina, Heloísa. De repente, o elevador parou entre dois andares.

Alguém mexeu, indevidamente, no painel.

Parece que alguns resolveram descer e fizeram mau uso do botão de emergência.

O Covas, o Darcy, o Ulysses, o Tancredo, o Teotônio já haviam chegado a seus destinos.
Sentimos, então, uma sensação de insegurança e de falta de referências.
Apesar dos brados da Heloísa, parecia que nada poderia impedir a nossa queda livre. A cada andar, uma outra voz, agora de dentro para fora, anunciava, num ritmo rápido e seqüencial:
"PC", "Orçamento", "Banestado", "Mensalão", "Sanguessugas" , "Navalha", "Xeque-Mate".
Alguns nomes, eu nem consegui decifrar, tamanha a velocidade da descida.

E o elevador não parava.

Nenhuma porta se abria. Haveria o térreo, de onde poderíamos, de novo, ganhar as ruas.

É que imaginávamos que seria o fundo do poço do elevador da política. Qual o quê, não sabíamos que o nosso edifício tinha, ainda, tantos, e tão profundos, subsolos. Daí, a sensação, cada vez mais contundente, de que o baque seria ainda maior.

Quantos seriam os subsolos? Até que profundezas suportaríamos nessa queda livre?
Mais uma vez de repente, o elevador parou, subitamente.

Uma fresta, uma sala, uma discussão acalorada.
Troca de insultos. Uma reunião da Comissão de Ética da Torre Principal do Edifício.
O Síndico teria pago suas contas pessoais com o dinheiro do Condomínio, através do funcionário do lobby de um outro edifício. E, por isso, teria, também, deixado de pagar pelos serviços de manutenção do elevador. Mais do que isso, o zelador também não havia recebido o seu sagrado salário, para o pão, o leite, a saúde e a educação da família.

Idem o segurança.
Mas, havia algo estranho naquela reunião: os representantes dos condôminos, talvez por medo de outros sustos semelhantes, em outros solavancos do elevador, defendiam, solenemente, o Síndico.

Ninguém estava interessado em avaliar a veracidade das suas informações. Nem mesmo as contas do Condomínio. Queriam imputar culpa ao zelador e ao segurança.

Ou, quem sabe, teria o tal Síndico informações comprometedoras, gravadas nos corredores soturnos do edifício, a provocar tamanha ânsia solidária?

Não se sabe, mas, tudo indica, isso jamais será investigado, enquanto vigorar a atual Convenção de Condomínio.
Há que se rever, portanto, essa Convenção.
Há que se consertar esse elevador.

Há que se escolher um novo ascensorista.
Há que se eleger um novo síndico.
Há que se alcançar o andar da ética.

A voz das ruas tem que ecoar, mais alto, nos corredores deste edifício.
A voz de dentro, parece, insiste em continuar violando os painéis de controle. Até que não haja, mais, subsolos.

E, aí, o tal baque poderá ser irreversível. Não haverá salas de comissões de ética.

Porque não haverá, mais, ética.
Quem sabe, nem mesmo, edifício.Senador Pedro Simon

quinta-feira, janeiro 27, 2011

OS ALUNOS SÃO VÍTIMAS!


OS PRINCIPAIS CULPADOS SÃO OS POLÍTICOS QUE SURRUPIAM AS VERBAS DA EDUCAÇÃO, SAÚDE ETC.




Prof.a Msc. Sandra de LimaCoordenadora do curso de Comunicação Social-Publicidade e Propaganda-AESODocente do Curso de Relações Públicas-EsurpConselheira Efetiva -CONRERP-5a. RegiãoConsultora de Comunicação-Visão Mundial



AS ÚTLIMAS DO ENEM!!! Capricharam pra valer!!!


O corretor de texto quase endoidou...


- O Brasil não teve mulheres presidentes mas várias primeiras



- Damas foram do sexo feminino.



- O Convento da Penha foi construído no céculo 16 mas só no céculo 17 foi levado definitivamente para o alto do morro.



- A História se divide em 4: Antiga, Média, Momentânea e Futura, a mais estudada hoje.




- Os índios sacrificavam os filhos que nasciam mortos matando todos assim que nasciam.


- Bigamia era uma espécie de carroça dos gladiadores, puchada por dois cavalos.
- No começo Vila Velha era muito atrazada mas com o tempo foi se sifilizando.


- A capital da Argentina é Buenos Dias.
- A prinssipal função da raiz é se enterrar no chão.


- As aves tem na boca um dente chamado bico.


- A Previdência Social assegura o direito a enfermidade coletiva.


- Respiração anaeróbica é a respiração sem ar, que não deve passar de 3 minutos.


- Os egipícios dezenvolveram a arte das múmias para os mortos poderem viver mais.


- A Geografia Humana estuda o homem em que vivemos.



- Os Estados Unidos tem mais de 100.000 Km de estradas de ferro asfaltadas.


- As estrelas servem para esclarecer a noite e não existem estrelas de dia porque o calor do sol queimaria elas.


- Republica do Minicana e Aiti são países da ilha América Central.



- As autoridades estão preocupadas com a ploleferação da pornofonografia na Internet.-



A ciência progrediu tanto que inventou ciclones como a ovelha Dolly.


- Hormônios são células sexuais dos homens masculinos.



- Onde nasce o sol é o nacente, onde desce é o decente.


- A terra é um dos planetas mais conhecidos e habitados no mundo.



Os outros planetas menos demográficos são: Mercurio, Venus, Marte, Lua e outros 4 que Eu sabia mas como esqueci agora e está na hora de entregar a prova, a senhora não vai esperar eu lembrar, vai ? Mas tomara que não baixe minha nota por causa disso porque esquecer a memória em casa todo mundo esquece um dia, não esquece ?


E A PIOR PRA COMPLETAR E JUSTIFICAR TODAS ACIMA....RISOS



- O principal matrimônio de um país é a educassão."

terça-feira, janeiro 25, 2011

Chá da tarde




Três velhinhas reunidas para um chá da tarde:


-"Puxa, acho que estou ficando esclerosada!" comenta uma delas.


-"Ontem me peguei com a vassoura na mão e não me lembrava se já tinha varrido a casa ou não".

-"Isso não é nada!" - diz a outra.

-"Outro dia eu me vi de pé, ao lado da cama, de camisola, e não sabia se tinha acabado de acordar ou estava me preparando para dormir!".

-"Cruz credo!" diz a terceira. "Deus me livre ficar assim! Isola!"

E deu três batidinhas na mesa: toc-toc-toc.

Olhou para a cara das outras e calmamente emendou:

"-Esperem um pouco que eu já volto! Tem gente batendo na porta!"

segunda-feira, janeiro 24, 2011

Até onde é preciso ser generoso?


Por Agência EFE


Héctor sempre mostrou uma boa disposição para com os outros. Aproveitando-se desta atitude generosa, uma colega do escritório pede ajuda dele freqüentemente. Ele sempre atende, com prazer, inclusive consciente de que está assumindo tarefas adicionais às de sua competência.
Poucos dias depois, a "aproveitadora" entrega o projeto em que trabalhava aos chefes e atribui a si mesma todos os méritos do trabalho, diante dos demais colegas, sem sequer citar a colaboração de Héctor. Ele agora está ressentido e pensa que teria sido preferível ficar em seu próprio lugar, cumprir estritamente suas tarefas e não ajudar ninguém.


Este tipo de situação, que infelizmente é freqüente e vai contra as noções de igualdade, reciprocidade e justiça, fez Héctor se perguntar, da mesma forma que outros casos similares fazem com muitos de nós: "É preciso ser generoso?". Para a psicóloga e hipnoterapeuta Lola Mayo, "em geral sim, mas é preciso analisar caso a caso. "É bom tomar certas medidas, como saber com quem se é generoso e o que há por trás de cada pedido. Deve-se aprender a detectar casos como o de Héctor e se adiantar a eles, porque sempre existe o risco de aparecer um aproveitador em qualquer ambiente e pendurar medalhas às nossas custas", diz.


O psicólogo José Elías também aposta na generosidade, explicando que uma das melhores formas de "ser generoso consiste em presentear bom humor, risos sinceros e carinhos verbais, que não só melhoram o estado de ânimo e a saúde física e mental de quem recebe, mas também de quem oferece. É o remédio mais natural e sem contra-indicações: afasta a depressão, a ansiedade e o estresse e eleva as defesas do organismo".

Para o psicólogo e pedagogo Bernabé Tierno, "é preciso ser consciente de que a recompensa está em dar. Como fazemos parte de um universo que se rege pelo princípio da troca dinâmica e os demais são você mesmo, tudo deve fluir, nada deve ser esgotado ou bloqueado: não interessa que seja dinheiro, poder, amor, energia, felicidade, riquezas. Dar implica em receber".

ATÉ ONDE ABRIR MÃO?


O psicoterapeuta e assessor emocional José María Doria acredita que "há boas razões para fazer circular a energia expressada em forma de cuidados, palavras, atenção, presença, tempo, dinheiro, intimidade, apoio e muitas outras coisas que cabem no grande arco da generosidade. A postura de dar, oferecer e compartilhar é sempre muito mais vital que a de reter, guardar, acovardar-se e se fechar 'por via das dúvidas'". Mas, nas relações cotidianas, nem todas a pessoas se comportam igual ao serem objeto de nossa generosidade. Muitas vezes, não sabemos até onde "abrir a mão" com elas.


José Elías explica, com humor, qual é a melhor forma de tratar o aproveitador da vez, aquele que procura se beneficiar da generosidade alheia para usurpar méritos às custas do esforço de outrem, como a colega de Héctor. "Quando o aproveitador nos faz algum pedido, é preciso demonstrar que sente muito em não poder atendê-lo, já que ele gostaria de ajudar o melhor possível como sempre, mas nesse momento específico é impossível", diz.
É bom ser prudente na hora de ser generoso, já que a generosidade não deve nunca servir para satisfazer os caprichos e exigências dos outros.Um "tratamento de choque" para fazer o aproveitador reagir? "Se quiser que este personagem se enxergue, adote a mesma postura de forma exagerada e ridícula: tentando imitar sua voz e gestual, em situações nas quais abusa da generosidade alheia, para que ele se veja identificado em suas ações ", aconselha Elías.

Por María Jesús Ribas.

sábado, janeiro 22, 2011

Cachaça

A cachaça ainda mata um corno desses, será que é esse? Será que é esse?
Nosso poeta ainda encanta tudo & todos....

sexta-feira, janeiro 21, 2011

4 elementos...

4 elementos!

Um fósforo,

Uma bala de menta,

Uma xícara de café Um jornal!


Estes quatro elementos fazem parte de uma das melhores histórias sobre atendimento que conhecemos!


Um homem estava dirigindo há horas e, cansado da estrada, resolveu procurar um hotel ou uma pousada para descansar. Em poucos minutos, avistou um letreiro luminoso com o nome: Hotel Venetia.


Quando chegou à recepção, o hall do hotel estava iluminado com luz suave.
Atrás do balcão, uma moça de rosto alegre o saudou amavelmente:
"- Bem-vindo ao Venetia!"


Três minutos após essa saudação, o hóspede já se encontrava confortavelmente instalado no seu quarto e impressionado com os procedimentos: tudo muito rápido e prático.


No quarto, uma discreta opulência: uma cama, impecavelmente limpa, uma lareira, um fósforo apropriado e em posição perfeitamente alinhada sobre a lareira, para ser riscado. Era demais!


Aquele homem que queria um quarto apenas para passar a noite, começou a pensar que estava com sorte. Mudou de roupa para o jantar (a moça da recepção fizera o pedido no momento do registro). A refeição foi tão deliciosa, como tudo o que tinha experimentado, naquele local, até então. Assinou a conta e retornou para o quarto. Fazia frio e ele estava ansioso pelo fogo da lareira. Qual não foi a sua surpresa! Alguém havia se antecipado a ele, pois havia um lindo fogo crepitante na lareira. A cama estava preparada, os travesseiros arrumados e uma bala de menta sobre cada um.


Que noite agradável aquela!


Na manhã seguinte, o hóspede acordou com um estranho borbulhar, vindo do banheiro. Saiu da cama para investigar. Simplesmente uma cafeteira ligada por um timer automático, estava preparando o seu café e, junto um cartão que dizia: "Sua marca predileta de café. Bom apetite!" Era mesmo!

Como eles podiam saber desse detalhe?


De repente, lembrou-se: no jantar perguntaram qual a sua marca preferida de café. Em seguida, ele ouve um leve toque na porta. Ao abrir, havia um jornal. "Mas, como pode?! É o meu jornal! Como eles adivinharam?"


Mais uma vez, lembrou-se de quando se registrou: a recepcionista havia perguntado qual jornal que ele preferia. O cliente deixou o hotel encantando. Feliz pela sorte de ter ficado num lugar tão acolhedor. Mas, o que esse hotel fizera mesmo de especial?


Apenas ofereceram um fósforo, uma bala de menta, uma xícara de café e um jornal! MORAL DA HISTÓRIA:


Nunca se falou tanto na relação empresa-cliente como nos dias de hoje.
Milhões são gastos em planos mirabolantes demarketing e, no entanto, o cliente está cada vez mais insatisfeito, mais desconfiado.


Mudamos o layout das lojas, pintamos as prateleiras, trocamos as embalagens, mas esquecemos-nos das pessoas.


O valor das pequenas coisas conta, e muito. A valorização do relacionamento com o cliente. Fazer com que ele perceba que é um parceiro importante!