segunda-feira, junho 11, 2012

Uma em cada sete pessoas acredita que o fim do mundo está próximo

Uma pesquisa revelou que quase 20% da população mundial acreditam que o fim do mundo ocorrerá durante as suas vidas e 10% acham que ocorrerá neste ano de 2012.

O estudo foi realizado pela Ipsos Global Public Affairs, de Nova Iorque, e revela que 10% dos entrevistados acham que o calendário maia prevê o fim do mundo para o corrente ano de 2012. Mas, serão apenas os pessimistas que esperam testemunhar o fim do mundo? Como consequência da ampla divulgação, pela mídia, da chamada profecia maia eram de se esperar análises e reflexões sobre o assunto – mas não os impactos na pesquisa.

Embora acadêmicos e especialistas tenham dito que não é verdade que os maias previram exatamente o fim do mundo e que a interpretação dos textos deve ser bem diferente, a ideia se espalhou e serviu de inspiração para exposições, livros, documentários e até para um filme. Na pesquisa, uma em dez pessoas acredita que “o calendário maia -  que alguns afirmam terminar em 2012 – marca o fim do mundo” e outros 8% admitem ter sentido “ansiedade e medo de que o mundo realmente acabe em 2012”.

Keren Gottfried (foto), pesquisadora-chefe da Ipsos, disse que a própria agência foi surpreendida com as respostas das 16.262 pessoas que participaram do estudo, em mais de 20 países:Foi a primeira vez que fizemos esta pergunta e, portanto, não se pode fazer uma comparação ao longo do tempo”, explica ela. “Uma em cada sete pessoas acredita que o mundo vai acabar no curso de sua vida. É um número bastante elevado e acreditamos que devemos continuar pesquisando”, acrescentou. Para este estudo, os pesquisadores não perguntaram aos entrevistados quais eram suas razões para acreditar que o mundo poderia acabar porque, diz Keren, “Ninguém sabia quantas pessoas iriam dizer acreditar no fim iminente do mundo. Se fosse uma percentagem muito pequena, teríamos obtido uma mostra de pouco valor. Agora sabemos que há número suficiente de pessoas que acreditam no fim do mundo e podemos nos aprofundar nos acontecimentos que podem provocá-lo”.

Os chineses, turcos, russos, mexicanos e sul-coreanos são os que mais acreditam na aproximação do fim do mundo, com 20% dos entrevistados, contra 7% na Bélgica e 8% no Reino Unido. As pessoas com menor escolaridade ou renda e aquelas com menos de 35 anos, são mais propensas a acreditar que o Apocalipse vai acontecer durante a sua vida ou mesmo em dezembro do atual ano de 2012 e são mais propensos a sofrer de ansiedade ou medo com a perspectiva. Os mais velhos mostram-se mais tranquilos e isto é explicado pelos anos já vividos ou talvez seja uma questão de sabedoria com alguns tons de ceticismo. “Talvez aqueles que são idosos viveram o suficiente para não se preocupar com o que acontece no futuro”, diz Keren, que se diz atraída pela ideia de que os mais velhos são mais céticos por terem superado outras crises, o que poderá motivar um estudo futuro.

Existem inúmeras profecias a respeito de um possível fim da atual civilização. Como, aqui no Brasil, a crença religiosa dominante é a cristã, reproduzimos, a seguir um trecho do Novo Testamento bíblico, onde Jesus profetiza o fim do mundo. ATENÇÃO! O texto abaixo foi  inserido apenas como reprodução de um documento histórico, ligado ao tema deste artigo. A citação não tem qualquer propósito religioso, nem é apresentada como verdade indiscutível.

“E ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; olhai, não vos perturbeis; porque forçoso é que assim aconteça; mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação e reino contra reino e haverá fomes e terremotos em vários lugares. Mas todas essas coisas são o princípio das dores. Então sereis entregues à tortura e vos matarão; e sereis odiados por todas as nações, por causa do meu ensinamento. Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar e trair-se-ão uns aos outros, e mutuamente se odiarão. Igualmente hão de surgir muitos falsos profetas e enganarão a muitos; e, por ver se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará. Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo.” (Mateus 24: 6-13)

Mesmo assim, colocando as profecias, as teorias, as crenças e as descrenças de lado, o fato indiscutível, que está sendo testemunhado diariamente por todos através dos noticiários, é que a humanidade parece ter atingido o seu ponto máximo de loucura e degradação, destruindo o planeta no qual habita e, consequentemente, autodestruindo-se, moral e fisicamente. Diante disso, não se pode desprezar a hipótese de uma catástrofe global atingir a civilização de forma realmente apocalíptica, seja no dia 21 de dezembro deste ano ou em outra data qualquer, como consequência natural da cegueira humana. Quem viver, verá.

Fonte:http://www.vocesabia.net/curiosidades/uma-em-cada-sete-pessoas-acredita-que-o-fim-do-mundo-esta-proximo/

sábado, junho 09, 2012

Entrevista!

Um artista com fome de Arte
 Poeta Fábio de Carvalho



O poeta, escritor, cantor, compositor e professor, são tantos adjetivos para uma só pessoa, filho cativo da cidade de cortês, zona da Mata Pernambucana, a 112 quilômetros da Capital, como ele mesmo costuma falar, Fábio de Carvalho, 29 anos, conversou conosco e nos revelou um pouco de seu mundo. Entre livros de gigantes da literatura nacional e mundial, o professor de histórias que leciona na Escola Municipal Senador Antônio Farias, lá mesmo em cortês, além de artista é um educador, mas todo professor tem um pouco de artista, e com o Fábio não seria diferente.
Este multiartista nos falou de seus projetos, de quantos poetas faz nascer e de seu amor pela literatura. Ás vezes parece ser ligado em 220 e ao falar de suas incursões no mundo das letras, seus olhos brilham como se fosse uma criança que acabara de ganhar o melhor presente do mundo. Com vocês um artista de muitas facetas.           

Marcos Henrique Martins - Para você qual a importância de Representar a Mata Sul na área de literatura?

Fábio de Carvalho - Na REALIDADE, a minha expectativa ao ser eleito no Fórum em Gameleira-PE, promovido pela Secretaria Estadual de Cultura do meu querido Estado, foi a de poder ser ouvido por meio de contatos frequentes com relação à realização de ações concretas que viabilizassem a valorização da Literatura de modo prático. Hoje, infelizmente, a minha figura de Representante da Mata Sul não está significando praticamente nada, haja vista, o modo como os órgãos de intercâmbio vem conduzindo os processos de encontros e discussões, não passam de faíscas sem pólvora, onde muitas vezes, aquilo que foi planejado, não sai do papel nem resulta positivamente ao foco comum que é a valorização da Literatura. Creio e temo isto, que este planejamento voltado para as linguagens artísticas não passe apenas de no mínimo teoria, e no máximo, planejamentos e ações que apenas sirva para valorizar cidades como Gravatá, Garanhuns, Caruaru e Recife, já que são cidades-polo. Enquanto isso, ficamos como diz o matuto: - Cum zói arregalado e o bofe inchando. De apenas esperar e nada alcançar. Em uma palavra, ser representante da Literatura da Zona da Mata Sul de Pernambuco hoje, é uma ficção, para não dizer, uma fantasia...

MHM - Como você consegue desenvolver tantas atividades, ligadas as artes em geral, porque você é escritor, poeta, músico, compositor e professor de Histórias? Esqueci de mais alguma coisa?

FB - Eu costumo falar que a arte é algo tão natural quanto respirar. Em algumas situações, desenvolvo cada linguagem artística de acordo com meu estado de espírito. Aprendi a escrever e a ler aos cinco anos, talvez isto tenha me influenciado nas áreas da literatura. Quanto à música, me interessei por instrumentos musicais aos 14 anos de idade. Logo, não tardou, eu ao concorrer em um festival de música na Escola Professora Abigail Guerra, promovido por minha professora de Português Márcia Chrystiane, consegui me destacar em segundo lugar com uma música da minha autoria, apresentada em voz e violão, com o título “Momentos e Solidão”. Com relação à área acadêmica, posso afirmar que devido minha veia de cidadão crítico, interessado em política, filosofia, me identifiquei com a área de história ao ponto de hoje me sentir muito a vontade em lecionar esta disciplina que me da o direito de contribuir na formação do cidadão da minha terra. Para resumir a pergunta, o que posso dizer é que em cada momento, aplico minhas aptidões sem esquecer aquelas, que deixo de molho, cada qual no seu devido momento.

MHM - Porque escolheu ser professor de história e não cursar letras?

FB - Quando analisei o currículo das disciplinas antes de fazer minha inscrição no vestibular em janeiro de 2002, percebi que mesmo tendo a Literatura como correndo em minhas veias, não poderia optar pelo curso de Letras devido ao curto período de tempo que o curso oferecia na área de Literatura. Neste caso, optei por uma área que também me possibilitaria compreender a Literatura nos dados momentos históricos, além de também poder concluir um período de História da Arte, que também muito me atrai. Ao perceber o peso de ambas, para mim seria e ainda é de maior valia a formação em História.

MHM - Como é trabalhar com cultura em uma cidade do interior do estado, não desmerecendo o interior, mas eu suponho que deve ser um pouco complicado.

FB - Creio que a expressão não é trabalhar com Cultura, pelo menos na minha terra, pois em se tratando de um lugar onde a falta de apoio cultural é gritante, o que fazemos é o que todo artista faz: cumprir a sua missão. No meu caso, a minha missão é o fazer cultural. Como disse Dominguinhos, “Se o artista abandonar o seu oficio ele adoece”. Este é meu lema, pois diante de tantos covardes que não cumprem com o dever que é valorizar garantindo o desenvolvimento cultural, não serei mais um me omitindo em realizar minhas ações voltadas para a cultura. Minha semente, com certeza, já está plantada. Essa é uma das minhas missões.

MHM - Você idealizou o Boletim Cultural “Gazeta Revolucionaria”, foram 7 edições. Você poderia nos dizer quais foram os motivos que te fizeram parar com o boletim? (qual foi o ano que você lançou esses boletins)

FB - Idealizei o Boletim Cultural “Gazeta Revolucionaria no ano de 2006. O objetivo inicial foi criar algo de novo para a minha terra, meu lugar, que é muito carente com relação ao registro cultural escrito. Nas sete edições, publiquei ensaios sobre alguns eventos culturais que promovemos na época, como encontro de poetas, lançamentos de CD’s e livros, movimentos de dança, publicávamos poemas nossos (de artistas locais), fizemos entrevistas com pessoas de importância histórica para a cidade como ex-prefeitos, cidadãos que prestaram serviço social, enfim, visávamos o registro de situações e figuras que ajudaram no crescimento da nossa cidade tanto economicamente quanto culturalmente. As temáticas abordadas no boletim variavam de História a Cidadania, Economia a Política, Literatura a Cultura Popular, e ainda tínhamos colunistas que escreviam sobre temas propostos dentro de cada área afim, além do espaço filosófico que garantia escritos sobre a história da Filosofia. Parei com as edições por falta de apoio dos órgãos competentes, visto que eu custeava toda elaboração, produção e distribuição, que por sinal, foi gratuita.
 
MHM - Você é professor, foi diretor de escola pública, gerente de planejamento, participou de projetos e ações especiais, tudo pela Secretaria Municipal de Educação, isso de 2005 a 2008. Então você começou com 21 anos. É difícil motivar o jovem, hoje, a querer estudar?

FB - Sim. O jovem de hoje, e já de alguns anos atrás, sente-se mais atraído pelo mundo lá fora do que pela escola pública, que infelizmente, ainda é uma vergonha nacional. Quando o aluno no seu dia a dia se depara com a internet e cursos de informáticas das mais diversas áreas, por exemplo, e ao chegar na escola se depara com um quadro ainda de giz, carteiras desconfortáveis, livros didáticos incompatíveis com a realidade “regional” a qual ele faz parte, ocorre o que eu chamo de “conflito de realidade e de interesses”. Eu me pergunto como fazer para motivar o jovem de hoje a querer estudar se seus próprios professores não são incentivados pelo Estado a ensinar-educar com no mínimo as ferramentas de trabalho necessárias, e isto sem falar no salário que é outro absurdo e vergonha mundial. A escola integral é um dos caminhos e a valorização do profissional da educação nos aspectos econômicos e de bolsas é outro. Reconheço que alguns avanços vêm sendo alcançados, mas ainda são irrisórias as ações ditas plausíveis. Não quero aqui desmerecer a classe de médicos, mas talvez o médico que salva-vidas valha mais do que o professor quando orienta que a vida deve ser preservada. Lamento muito, mas é preocupante saber que é muito difícil orientar a querer estudar quando as escolas brasileiras, que aparecem na televisão, que é outro meio tendencioso de informação, são as mais limpas, a mais, visivelmente, ideal. Deveriam mostrar algumas da zona rural do município que resido, logo, saberiam por que é tão difícil motivar o sujeito a querer estudar. Outro problema é que os governos talvez não necessitem de cidadãos que pensem diferentes, pois assim, as fabricas de votos passariam por crises irremediáveis.

MHM - Recentemente saiu os resultados da 3ª Edição da Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, divulgado pelo site da Pro Livro, onde mostra a diminuição pela leitura. Crianças entre 5 e 10 anos, a média de leitura registrada foi de 5,4 livros por criança. Em 2007, porém, a mesma marca era de 6,9 livros por leitores nessa faixa etária. Os pré-adolescentes de 11 a 13 anos passaram de 8,5 livros em 2007 para 6,9 livros em 2011. Já entre os adolescentes com 14 a 17 anos, a média também caiu de 6,6 livros para 5,9 livros. Você acha que falta incentivos dos pais e das escolas para os jovens se interessem pela leitura?

FB - Em algumas situações sim, porém, um fato que deve ser pontuado é que ainda existem pais ou responsáveis que se quer são alfabetizados, reféns ainda de tempos difíceis. Outro ponto que faço questão de frisar, é a desestrutura das escolas, principalmente escolas rurais, que faz vergonha e causa tristeza tomar conhecimento. Será também, que em um país onde as heranças escravocratas e ditatoriais estão ainda verdes, não são responsáveis por essa falta de interesse pela leitura? Creio que todos devem lembrar que quando a Revolução na Educação estava para acontecer, com Anísio Teixeira, Paulo Freire, Darcy Ribeiro e tantos outros, veio o golpe militar para que os canalhas da nação transformassem nosso país em um matadouro. Eu diria que esse problema ainda hoje é reflexo de ações desprezíveis dos Governos brasileiros do período militar, que fizeram das famílias destes alunos de hoje, vítimas das suas empreendidas infelizes. O resultado, ainda estamos colhendo.

MHM - Nunca se escreveu tanto, como neste século da informação, mas as pessoas, os jovens, tem uma atenção parcial continua para as coisas, eles estão na frente do computador fazendo várias coisas ao mesmo tempo. Apesar de se produzir mais, de se ter mais pessoas escrevendo, pouca gente tem lido livros por ano no Brasil, mas passam horas na frente do computador, conversando em salas de bate papo e etc... Você acha que a internet atrapalha mais do que ajuda ao escritor, ou blogueiro a tentar ser lido?

FB - Em parte sim. Mas é importante observar que a política de incentivo a leitura, a popularidade de preços das obras e uma das coisas que deveria ser mais vista, que é a propaganda, não é prioridade na televisão, que ainda é o meio de comunicação mais popular. Talvez o comercial da coca-cola com promoções que são inscritas via internet, renda mais lucro para os canais de televisão, ou um concurso para ver quem consegue comer mais insetos ou ver quem fala mais palavrão no big-brother e que se pode votar pelo meio virtual ao invés de premiar quem escreva livros relacionados a valores humanos, ou romances envolvendo fatos históricos do Brasil. Na realidade, a Internet atrapalha sim, pois além de nela possuir informações sem limites, é o que o jovem mesmo sem poder muitas vezes ter um computador, aprende a gostar, muitas vezes pela curiosidade, e que acaba viciando. O problema é que antes do cidadão brasileiro virar leitor assíduo, por irresponsabilidade e descompromisso político, surge e se populariza algo que sobrepuja a expectativa dos meios de comunicação, de informação, de formação. A internet ainda fez com que a interface do escritor não conhecido, saltasse de um trampolim local para mundial. Essa é a realidade virtual.

MHM - Em sua opinião o que o escritor em inicio de carreira deve fazer para tentar deixar de ser invisível no meio editorial e conseguir ser lido por mais pessoas?

FB - Primeiramente – já que a pergunta se direciona aos “escritores”, como romancistas, cronistas, prosadores e contistas, de imediato –, a minha orientação é que o escritor deve ser narrador do tempo em que ele vive. Não adiantará ele se dedicar a escrever, por exemplo, sobre a seca, em um dado momento, se os problemas que ocorrem naturalmente são as catástrofes climáticas envolvendo deslizamentos e enchentes. De resto, o escritor deve analisar qual público que ele pretende atingir para lançar seus escritos despertando interesse por parte das editoras e consequentemente por parte dos leitores, contudo, mais importante, como falei no inicio, o bom escritor narra sempre a realidade do tempo em que ele se encontra. Já diz o ditado que criei e utilizo sempre: __ “O arquiteto da sua própria casa sempre é bem visto e requisitado”. 

MHM - Como você tomou gosto pela leitura e mais tarde por escrever?

FB - Percebi que a leitura seria atividade diária na minha vida a pós conhecer a biografia de Machado de Assis com minha professora de Português Joselita. Logo após, li “Dom Casmurro”, cuja obra me abriu a mente para o mundo da Literatura, onde a mesma me fora indicado por um amigo de codinome Luiz (Luizinho). Depois do fato, pude ver que ler é algo que sobrepõe qualquer experiência que nossa mente possa comportar. Essa foi à semente que me despertou a vontade de ser escritor.
 
MHM - Você tem um blog. Tem conseguido bons resultados com seu blog, as pessoas estão conhecendo teus trabalhos?

FB - Na medida do possível, sim. Tenho observado que as pessoas que visitam meu Blogger não tem realizado o cadastro, porém, as visitas diárias têm superado minhas expectativas, mesmo porque, hoje (03.06.2012), com apenas 29 postagens e 24 seguidores desde janeiro do ano corrente atingindo 1.368 acessos, significa dizer que isso representa um percentual de 9,12 acessos por dia. Creio que para mim a divulgação está em um bom caminho.

MHM -Teu blog é só voltado para a área literária, ou é um mix de todas as suas atividades artísticas?

FB - Muitos pensam que possuo apenas um Blogger para divulgar meus afazeres artísticos, contudo, possuo outros que desassociam minhas linguagens artísticas, como é o caso do ‘Toda Arte do Poeta”,  que é voltado para artes que crio a partir de figuras geométricas. Indico, para os que desejarem conhecer meus trabalhos culturais, acessar meu perfil google ( http://www.blogger.com/profile/03916017243012504468 ) e conferir meus Blogger’s.

MHM - Você lembra qual o primeiro poema que escreveu? Isso foi há quanto tempo?

FB - O primeiro poema que escrevi nasceu no ano de 1998. Não me lembro do título, pois nesse ano não costumava registrar a hora de inicio e término nem a data. Só no ano seguinte criei tal hábito.

MHM – Você escreve muitos sonetos, e escrever sonetos não é nada fácil. Qual o segredo?

FB - O que posso dizer é que aprendi a escrever sonetos lendo Vinícius de Morais e Florbela Espanca. Creio que o segredo é ler sonetistas renomados como este que acabei de citar.

MHM – Você criou uma poesia chamada poesia quântica. O que é essa poesia quântica?

FB - Criei uma maneira de escrever poesias, neste caso, com três estrofes escritas na “Horizontal”, onde ao ler, podemos dividir a leitura tanto na “Horizontal” quanto na “Vertical”, onde a primeira sugestão se lê cada estrofe por estrofe, e a segunda, cada linha de cada estrofe emendando nas linhas das estrofes posteriores. É um pouco difícil de compreender, mas com raciocínio aguçado se compreende.

MHM - E os romances, o poeta também se arrisca em escrever romances ficcionais?

FB - Tenho dois inacabados: “Sonho de Retirante”, que aborda a história de uma família miserável através da seca e a realidade social do Nordeste e “Luíza”, que trata da história de uma garotinha órfã criada com cinco tias de personalidades diferentíssimas, onde uma é prostituta, um beata, uma dona de casa sem religião, mas com muita fé em Jesus, uma metida a feiticeira e a outra solteirona meio católica, espírita, umbandista e rezadeira.

MHM – Como é o seu processo de criação, existe algum ritual?

FB - Valorizo muito a inspiração natural, mas tenho meus horários de trabalhos literários escritos diariamente.

MHM – Quais são suas maiores influências na literatura?
FB - Machado de Assis, Victor Hugo, Fernando Pessoa, Florbela Espanca e Carlos Drummond de Andrade.

MHM– Qual o escritor, já morto, que você gostaria de ter conhecido em vida?

FB - Não diria escritor, mas poeta; Gostaria de ter tomado muito café e jogado alguns palavreados com Fernando Pessoa.

MHM - Você tem flertado com a pintura, tem umas obras do cubismo. Será que está surgindo mais uma qualidade no artista Fábio de Carvalho?

FB - Com certeza. Essa ideia aflorou quando tentei matar a saudade das aulas de Estudos de Desenhos Geométricos. Posso dizer que após a redescoberta, a minha aura brilhou para o estilo. Tenho criado muitas obras relacionadas ao novo estilo artístico que postarei de maneira gradativa. Para os que quiserem conhecer minhas produções relacionadas à nova veia artística, basta acessar o blogger http://todaartedopoeta.blogspot.com.br/ .

MHM – Fábio em 2010, você criou o projeto “Lançando Poetas”. Você poderia nos falar sobre esse projeto e como tudo começou? Foi algo pensado, ou ao acaso?

FB - Tudo ocorreu sem nenhum planejamento. Durante uma aula de História da Cultura de Pernambuco, indagando aos meus alunos o que poderia, por ventura, ser um engenho, e diante de tantas respostas diferentes, pude perceber que seria possível fazer brotar poesias daquela turma. Não deu outra; nasceu o “Projeto Lançando Poetas” após a primeira composição do poema “O que é o engenho” no dia 14 de agosto de 2010. Hoje contamos com o lançamento de dois livros de poesias onde já lançamos mais de 50 poetas e poetisas da minha terra. O primeiro se chama “Um Tiquinho de Cada” e o segundo “Palavras de Vida”. 2012 promete com o terceiro livro.
MHM - Você criou uma oficina de literatura de cordel, nos fale um pouco sobre ela e se você continua com a oficina.
FB - Simples; a oficina de Literatura de Cordel surgiu de uma das ações do Projeto Lançando Poetas. Mediante um concurso de Literatura de Cordel com o tema “História de Cortês” realizado pela secretaria de Educação de Cortês em 2011, realizei a dita oficina para inserir alguns alunos meus no concurso. Conseguimos atingir o 2º, 3º, 4º e 5º lugares. Pretendo realizar a segunda edição da oficina em outubro de 2012 com “temas diversos”.

MHM – E o projeto da biblioteca, o sonho está perto de se realizar?

FB - Sim. Tenho trabalhado para a conclusão do sonho, embora não possua a quantidade de livros que uma biblioteca pública possui, porém, a biblioteca se trata de uma ação pessoal, e não pública, dispensando assim escolhas ou exigências alheias que por ventura seriam necessárias para alguns objetivos, e desnecessárias para outros.

MHM – Você sabe que viver do que se escreve aqui no Brasil é complicado, as editoras não apostam em novos escritores e se você for poeta a coisa fica mais difícil, porque dizem que poesia não vende. Você é um otimista quanto ao futuro da literatura, em particular a poesia e o soneto, ou acha que a coisa só tende a piorar com toda essa superficialidade das pessoas?

FB - Não podemos criar expectativas otimistas. Se por um lado existe a internet, por outro está à sociedade que não é leitora além de não existir políticas públicas voltadas para o incentivo à leitura como deveria existir. Para resumir, é mais natural conhecer no Brasil um Luiz de Camões, um Wilian Shakespeare, um Júlio Verne do que uma Raquel de Queiroz, um Castro Alves, um Manoel Bandeira, imaginem os que estão se lançando no mercado virtual ou editorial... 

MHM – Em 2006, você lançou seu CD voz & violão, tem pretensão de enveredar pelo caminho da música? Pretende lançar mais algum CD?

FB - No momento meus projetos voltados à música se resume ao que chamamos “músicos da noite”, ou seja, no “voz e violão”, coisa que amo e que não abro mão. Pretendo lançar novos trabalhos voltados para o voz e violão, mas não é minha prioridade agora.

MHM – O projeto “Lançando Poetas” continua com força em 2012?

FB - Estou preparando as oficinas, que por sinal estão mais recheadas neste ano, porém, dependo este ano de espaço e de apoio, pois durante os dois anos do projeto, não pude contar com tais requisitos, contudo, o projeto caminha. 

MHM – Quais os projetos para o futuro na literatura, você está escrevendo algo que poderia compartilhar conosco?

FB - Meus projetos futuros estão relacionados ao lançamento dos meus livros, porém, não considero prioridade, já que o mercado editorial é tão desonesto quando a esposa de um conhecido meu. Com relação aos escritos, estou com vários livros inacabados; destaco aqui “As cartas que eu não escrevi para meu Pai”, “Os Limites da Minha Realidade (Introspecções), “Sonho de Retirante (Romance)”, “Luíza (romance)”, “Poemas de Efigênio Sampaio” (um dos meus Heterônimos) e “Nas Brumas do Tempo - De Memórias e de Saudades” (mais um Heterônimo de nome Luis Fernando Calado), além da organização de Vários Livros de Sonetos e um de Poesia Quântica.
 
MHM – Obrigado Fábio pela entrevista. Você gostaria de acrescentar mais alguma coisa que eu tenha deixado passar despercebido.

FB - Uma mensagem para os que almejam sucesso na Literatura.
"Certo dia eu tive que decidir qual caminho eu deveria seguir... De tanto insistir com a pressa aprendi que o tempo ideal é quando o que se desejou, aconteceu..." (Fábio de Carvalho).
Trecho de “Só Hoje, Depois de Tudo”                       http://fabiodecarvalhopoetasonetistaescritor.blogspot.com.br/2012/05/so-hoje-depois-de-tudo-autor-fabio-de.html )

quinta-feira, junho 07, 2012

Tem mais resenha do livro O Lado Avesso – Nornes o Mago!




Olá amigos! O blog http://just-livros.blogspot.com.br/2012/06/resenha-o-lado-avesso.html está com mais uma resenha de meu livro: O Lado Avesso – Nornes, o Mago. Vamos dar um ciber pulo lá?

Além de minha resenha, vocês podem ler entrevistas com novos autores e ler mais resenhas de outros escritores também, além de ficar por dentro do mundo literário. Vale a penas conferir.

Abraços literários a todos!
Marcos Henrique Martins.

quarta-feira, junho 06, 2012

Atlântida: lenda ou realidade?

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Atlântida (ou Atlantis) é uma lendária ilha – ou continente – cuja primeira menção conhecida é a do filósofo grego Platão, em suas obras “Timeu ou a Natureza” e “Crítias ou a Atlântida”.

De acordo com Platão, Atlântida era uma potência naval, localizada  ”na frente das Colunas de Hércules”, e que conquistou grande parte da Europa Ocidental e da África, 9.000 anos antes da era de Solon, ou seja, aproximadamente em 9.600 a.C.. Depois de uma tentativa fracassada de invadir Atenas, a Atlântida teria afundado no oceano “em um único dia e noite de infortúnio”. Os estudiosos ainda discutem se a história de Platão foi inspirada por antigas tradições. Alguns dizem que o filósofo criou a história mediante memórias de antigos acontecimentos, como a erupção de Thera (*) e a guerra de Troia, enquanto outros afirmam que ele se inspirou em eventos mais recentes, como a fracassada invasão ateniense da Sicília, em 415 a.C.–413 a.C.
(*) A erupção minoica de Thera, foi uma catastrófica erupção vulcânica que se estima ter ocorrido em meados do segundo milênio a.C. A erupção foi um dos maiores incidentes vulcânicos registrados na História da humanidade. O espantoso fenômeno devastou a Ilha de Thera (também conhecida como Santorini), incluindo o sítio minoico de Akrotiri, bem como as comunidades agrícolas e áreas em ilhas próximas e na costa da ilha de Creta. A erupção parece ter inspirado certos mitos gregos e pode ter tido repercussão no Egito. Além disso, tem-se especulado que a erupção minoica e a destruição da cidade de Akrotiri inspiraram a história platônica de Atlântida. 


A existência de Atlântida foi razão de muitas polêmicas durante a Antiguidade Clássica; no entanto é rejeitada por autores atuais. Alan Cameron comenta que “só nos tempos modernos é que as pessoas começaram a levar a sério a história da Atlântida; ninguém o fez na Antiguidade”. Embora pouco conhecida na Idade Média, a história de Atlântida foi redescoberta pelos humanistas na Idade Moderna. As descrições de Platão serviram de tema para trabalhos de vários escritores da Renascença, como Francis Bacon em “Nova Atlântida”. O assunto ainda inspira a literatura – da ficção científica a gibis – e o cinema. Atlântida tornou-se referência para qualquer suposição sobre avançadas civilizações pré-históricas perdidas.

Na literatura
Segundo Platão, durante suas viagens pelo Egito, Solon conversou com um sacerdote que vivia em Sais, no delta do Nilo, e este teria lhe falado de antiquíssimas tradições ligadas a uma guerra entre atenienses e atlantes. Segundo esse sacerdote, o povo de Atlântida vivia numa ilha, além dos pilares de Heracles, onde terminava o Mar Mediterrâneo  e começava o Oceano Atlântico . O homem teria contado que, quando os deuses helênicos partilharam a Terra, Atenas foi dada à deusa Atena e a Hefesto, enquanto Atlântida tornou-se parte do reino de Poseidon, deus dos mares.

Poseidon e Clito
Nas montanhas do centro da ilha vivia uma jovem órfã de nome Clito. Conta a lenda que Poseidon teria se apaixonado pela moça e erguido muralhas de água e fossos em volta da morada da sua amada. Assim, Clito e Poseidon viveram por muitos anos e, desta relação, nasceram cinco pares de gêmeos. O mais velho chamou-se Atlas. Depois de dividir a ilha em dez áreas circulares, Poseidon concedeu supremacia a Atlas, dedicando-lhe a montanha de onde ele exercia o seu poder sobre o resto da ilha.

Em cada um dos anéis reinavam as monarquias de cada um dos descendentes dos filhos de Clito e Poseidon. Reuniam-se uma vez por ano, no centro da ilha, onde o palácio  e o templo de Poseidon, com seus muros cobertos de ouro, brilhavam ao sol. A reunião marcava o início de um festival em que cada um dos monarcas caçava um touro. Uma vez caçado, beberiam o sangue do animal e comeriam sua carne, enquanto todos trocavam cumprimentos entre si.

Atlântida seria uma ilha de extrema riqueza vegetal e mineral. Não era apenas magnificamente rica em depósitos de ouro, prata, cobre e ferro, mas também de oricalco, um metal que brilhava como fogo. Os reis de Atlântida construíram inúmeras pontes, canais e passagens fortificadas entre os seus cinturões de terra, cada um protegido com muros revestidos de bronze no exterior e estanho pelo interior. Entre estes brilhavam edifícios construídos de pedras brancas, pretas e vermelhas.

Pouco mais se sabe sobre a Atlântida. Segundo Platão, a ilha foi destruída por um desastre natural – possivelmente um terremoto ou maremoto – cerca de 9.000 anos antes da sua era. Roger Paranhos, em seu livro Akhenaton – A Revolução Espiritual do Antigo Egito, afirma Atlântida foi destruída por um cometa. Essa teoria pode ser confirmada pela hipótese do cometa Clóvis, segundo a qual uma explosão aérea ou um impacto de um ou mais objetos espaciais sobre a Terra, ocorrido entre 12.900 e 10.900 anos atrás, desencadeou uma era glacial e pode ter atingido e submergido o continente.

Diz-se ainda que os atlantes teriam sido vítimas das suas ambições de conquistar o mundo, acabando por ser dizimados pelos atenienses. Outra tradição chega-nos através de Diodoro da Sicília, segundo a qual os atlantes seriam vizinhos dos líbios e teriam sido atacados e destruídos pelas amazonas, as mulheres guerreiras. Segundo ainda outra lenda, o povo que habitava a Atlântida era muito mais evoluído do que os outros da época e, ao prever a destruição iminente, teria emigrado para a África, sendo os antigos egípcios seus descendentes.


Teoria extra-terrestre
Uma das mais polêmicas teorias sobre a Atlântida foi proposta, recentemente, pelo pesquisador e professor Ezra Floid. Partindo do desenho da cidade circular descrita por Platão, Floid propõe que Atlântida, na verdade, era uma gigantesca nave espacial, uma espécie de disco voador movido a hidrogênio e hidromagnetismo, com uma usina central de hidro-forças, chamada de Templo de Poseidon, um imenso OVNI descrito por muitas culturas como A Ilha Voadora (citada no livro Viagens de Gulliver, um romance do escritor irlandês Jonathan Swift.) e relacionada à Jerusalém Celestial descrita na Bíblia (Apocalipse 3, 12), à Purana Hindu que desce do céu e ao Disco Solar dos astecas, maias,incas e egípcios.

Sendo Atlântida uma missão colonizadora extraterrestre, ela teria estado em muitos pontos daTerra, pois se locomovia e se instalava em diferentes regiões. Este seria o motivo pelo qual a localização da ilha ora é imaginada no Mediterrâneo, ora na Indonésia, ora no Atlântico, nos Polos e nos Andes. Atlântida seria a mesma nave descrita na Epopeia de Gilgamesh, dos sumérios. Segundo esta teoria, Atlântida não teria submergido catastroficamente, mas sim intencionalmente, como parte do projeto colonizador que seu povo realizava na Terra. Depois de permanecer algum tempo no fundo do mar, como cidade submarina, o disco-voador atlante teria usado também a hidroenergia de emersão para lançar-se no espaço sideral, provocando, com o seu enorme volume e seu arranque, um gigantesco tsunami circular no oceano onde estaria oculta. Os sobreviventes deste tsunami, depois da tragédia, teriam julgado que Atlântida havia afundado. No entanto, os atlantes apenas teriam voltado para seu sistema natal.

Uma formulação moderna da história de Atlântida e dos atlantes foi feita por Helena Petrovna Blavatsky, a famosa e polêmica fundadora da Teosofia (foto). No seu principal livro, A Doutrina Secreta, madame Blavatsky descreve, detalhadamente, a raça atlante, o seu continente e suas cultura, ciência e religião.



A localização mais recente foi sugerida pela imagem obtida com o Google Earth, por um engenheiro aeronáutico e publicada no tablóide The Sun, mostrando contornos que poderiam indicar a construção de edifícios numa vasta extensão, com dimensões comparáveis ao País de Gales e situado no Oceano Atlântico, numa área conhecida como o Abismo Plano da Ilha da Madeira. Richard Freund, um arqueólogo da Universidade de Hartford, em Connecticut, afirma que um tsunami inundou a antiga cidade.

Fonte:http://www.vocesabia.net/misterios/atlantida-lenda-ou-realidade/

terça-feira, junho 05, 2012

Tem entrevista minha no blog A última Canafístula

Bom dia, boa tarde ou boa noite. Isso vai depender de que lado do globo terrestre você vai estar, não é verdade?

  
O blog  http://aultimacanafistula.blogspot.com.br/2012/06/entrevista-com-o-autor-marcos-martins.html publicou uma reportagem sobre minha pessoa. Deem um ciber pulo lá e conheçam um pouco mais sobre mim, e meus livros e esse blog da blogueira Karen  Pereira, vale a pena.

Abraços virtuais a todos@ 

Marcos Martins.

segunda-feira, junho 04, 2012

Crimes bizarros cometidos no Facebook

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Estamos na Era da Internet. Muita gente passando vergonha, pagando altos micos, gente sendo desmascarada, pega nas mentiras… e, infelizmente, também cometendo crimes, alguns muito bizarros, como os que você verá a seguir.
SHANNON JACKSON: PRESA POR “CUTUCAR” ALGUÉM
 

Shannon Jackson, a mulher que violou a lei, “cutucando” alguém pelo Facebook (*). Shannon Jackson infringiu a lei quando cutucou um contato em sua lista do Facebook por violar uma ordem de restrição. A ordem proibia claramente qualquer contato telefônico, ao vivo, ou qualquer tentativa de se comunicar com o requerente. A violação de uma ordem de restrição no Tennessee, EUA, local onde ela morava, é uma contravenção punível com até 11 meses e 29 dias de prisão, bem como uma multa de até 4 mil reais. Não deu outra, a menina foi ver o sol nascer quadrado.
(*) Recurso chamado “cutucar” (em inglês, “poke”) para que os usuários enviem “cutucadas” uns aos outros. Segundo o FAQ do Facebook, uma cutucada é “uma forma na qual pessoas interpretam em muitas maneiras diferentes, e nós encorajamos que você venha com seu próprio significado”. A princípio, ele se destina a servir como uma forma de atrair a atenção de outro usuário. 

FOUAD MOURTADA: PRESO POR FINGIR SER UM PRÍNCIPE MARROQUINO
 

Tanto aqui, no Brasil, quanto nos EUA, existe uma mania das pessoas de fingir ser uma celebridade. Existe uma quantidade enorme de perfis falsos de celebridades rolando por aí. Mas o governo do Marrocos, que não é muito fã desta mania, em 2008 prendeu um homem que inventou um perfil no Facebook no qual dizia que era irmão do rei Mohammed VI. O homem, de 26 anos de idade, chamado Fouad Mourtada, foi acusado de “práticas de vilão”, uma ofensa, ao mesmo tempo grave e vaga. Ninguém sabe exatamente o que ele colocou no perfil falso, nem se suas intenções eram realmente más ou simplesmente uma gozação. Mas, como o governo marroquino não acharia graça em nenhuma das duas hipóteses, o “Mané” foi parar no xilindró.

MARK MUSARELLA: CONDENADO POR POSTAR FOTOS CRIMINAIS
 

Mark Musarella, profissional da saúde. Atendia emergências. Achou que seria engraçado postar, no Facebook, fotos de Caroline Wimme, uma adolescente que tinha sido espancada e estrangulada. Resultado: foi condenado a 200 horas de serviço comunitário depois de se confessar culpado de má conduta. Aos 48 anos de idade, Musarella (que nada tem a ver com aquela espécie de queijo) perdeu a licença de técnico de emergência médica. Agora, os pais da moça estão processando o Facebook por permitir que as fotos fossem mostradas.

NAOMI ANDERSON: CONDENADA POR DECAPITAR UM RATO E POSTAR AS IMAGENS
 

Essa mulher, com cara de bruxa, escapou da prisão num caso de crueldade repugnante contra animais. Ela filmou a si mesma cortando a cabeça de um rato e postou as imagens no Facebook. Naomi Anderson, 23 anos, se declarou culpada da acusação de crueldade contra animais, e disse que tinha usado uma faca para cortar a cabeça do rato. O animal levou 40 segundos para morrer. Naomi foi condenada a 180 horas de serviço comunitário. Nossa opinião é que ela deveria ser internada num manicômio.

DUAS PRÉ-ADOLESCENTES: ACUSADAS DE HACKEAR E POSTAR FOTOS SEXUAIS NO PERFIL DE UMA “AMIGA”
 

Duas pré-adolescentes foram acusadas de invadir a página do Facebook de uma amiga e postar fotos de sexo. Foram condenadas por cyber-perseguição e invasão de computador alheio. As meninas, com idades entre 11 e 12 anos, estiveram sob investigação desde que a família da vítima contatou a polícia. As duas ‘inocentes meninas’ também postaram mensagens que afirmavam que a vítima estava disposta a realizar atos sexuais com as pessoas.

VANESSA STARR PALM E DANIEL ALEXANDER RUST: PRESOS POR COMER UMA IGUANA RARA E POSTAR AS FOTOS
 

Nas Bahamas, um casal americano degustou uma iguana em extinção. A bizarra refeição os levou à prisão. Os dois foram pegos depois que as autoridades do país viram as imagens da estranha comilança no Facebook. O casal, Vanessa Starr Palm e Daniel Alexander Rust, postou fotos que mostravam os dois capturando uma iguana, pedaços de uma iguana sendo assados num grill e ambos comendo pedaços do animal. Palm e Rust foram acusados de violar uma lei de proteção aos animais e foram liberados sob fiança. Enfrentarão um tribunal em breve.

ADOLESCENTE WEST CHESTER: ACUSADO DE CONTRATAR UM ASSASSINO PELO FACEBOOK
 

Um adolescente vai enfrentar de 11 a 22 anos de prisão, acusado de ter usado o Facebook para contratar um assassino para matar uma mulher que o acusou de estupro. West Chester, de 19 anos, aceitou a acusação de estupro, solicitação criminal de assassinato e outras acusações. Em julho de 2010, uma mulher de 20 anos, que ele estuprou, chamou a polícia para mostrar um post em sua página no Facebook, oferecendo 500 dólares (cerca de 800 reais) pela “cabeça de uma menina”.

O HOMEM PRESO POR UMA SOLICITAÇÃO DE AMIZADE NO FACEBOOK
 

Quando você tem uma ordem de restrição contra você, é preciso ter cuidado nas redes sociais. Um inglês de 37 anos com uma ordem de não contato após assediar sua esposa com mensagens de texto e chamadas telefônicas acabou pedindo para ser amigo dela no Facebook. Quando ele criou um perfil na rede, marcou a opção que gostaria de convidar como seus amigos todos os seus contatos existentes. Isso foi uma violação de seu “nenhum” contato. Ele recebeu 10 dias de prisão, mas cumpriu apenas sete, depois do seu advogado alegar que ele tinha se “confundido”.

ADOLESCENTE FLAGRADO POR FALAR DO SEU CRIME DE VANDALISMO
 

Depois de fazer uma brincadeira muito sem graça, que resultou em 247.000 dólares (mais de 400 mil reais) em prejuízos e no fechamento, por cinco meses, de uma biblioteca pública, por causa da inundação iniciada num banheiro, um adolescente sem noção escreveu sobre o fato no Facebook, o que levou a uma admissão pública de culpa num tribunal. O crime aconteceu em Portsmouth, Inglaterra. O menino confessou ter usado papel higiênico para entupir ralos no banheiro dos homens da Biblioteca Central de Portsmouth e ligar as torneiras, resultando em uma inundação monumental. O adolescente quis alegar inocência, mas seus argumentos foram por água abaixo, quando foi apresentada uma prova do seu vandalismo: a transcrição dos comentários, no Facebook, que ele fez com um dos seus companheiros. Enquanto ele havia dito aos policiais que não tinha feito nada, respondeu a uma pergunta no Facebook dizendo que era “mais ou menos culpado” e que tinha guardado segredo, mas alguns amigos sabiam. Garoto (pouco) esperto…

Fonte:http://www.vocesabia.net/curiosidades/crimes-bizarros-cometidos-no-facebook/

sábado, junho 02, 2012

10 ditadores espantosamente loucos

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Ideias loucas ficam ainda mais perigosas nas mãos de chefes de nações. É ainda pior quando tal pessoa é um ditador. Veja, a seguir, alguns ditadores muito malucos:

HUGO CHÁVEZ
 

Presidente da Venezuela, Hugo Chávez é famoso por suas críticas aos Estados Unidos. Chamou George Bush de “diabo” e garantiu que o terremoto do Haiti foi causado pelos americanos. De acordo com ele. Chávez, Israel está fazendo a mesma coisa que Adolph Hitler fez com os judeus e os EUA são como o Conde Drácula, sempre em busca de sangue e combustível.

 
BENITO MUSSOLINI
 

Aliado de Adolph Hitler na segunda guerra mundial, Benito Mussolini foi um ditador terrível. Era chamado de “ll Duce”, (“O Líder, O Condutor”). O prédio de onde ele governava era uma gigantesca estrutura com uma enorme foto sua. Em seu delírio, ele afirmava que faria com que a Itália tivesse novamente a grandeza do Império Romano. Acabou sendo enforcado por rebeldes que o capturaram, juntamente com sua mulher, e passaram a declarar guerra à Alemanha nazista, em 1945.


FERDINAND MARCOS
 

Ferdinand Marcos foi ditador das Filipinas. Sua esposa, Imelda Marcos, tornou-se famosa por possuir cerca de 3 mil pares de sapatos. Tanto dinheiro era evidentemente roubado do país. Marcos começou como um político democrático, mas logo virou ditador. Foi finalmente derrubado e fugiu para o Havaí, levando 24 barras de ouro. É conhecido como um dos políticos mais corruptos que já existiram, tendo desviado milhões de reais dos cofres públicos do seu país.

ENVER HOXHA
 

Eis os títulos que Enver Hoxha, ditador da Albânia, deu a si mesmo: camarada, presidente, primeiro ministro, ministro dos negócios estrangeiros, ministro de guerra, comandante do exército popular e outros. Na sua loucura, ele proibiu as barbas, as máquinas de escrever e as TVs em cores. Construiu 750 mil bunkers (construções fechadas e fortificadas) em um pequeno país de 3 milhões de pessoas, com medo de uma invasão por parte da Iugoslávia. Cada bunker era bastante para manter apenas uma pessoa. Hoxha tinha uma forte relação pessoal e grande admiração por outro ditador louco: Joseph Stalin.

NE WIN
 

Ne Win foi ditador da Birmânia. Como era muito supersticioso, mudou as moedas do país para 15, 30, 45, e 90 – porque eram seus números de sorte. A Birmânia perdeu as suas economias, porque Ne Win acreditava que viveria 90 anos se fizesse isso. Seu delírio fez com que ele mudasse as estradas do país da antiga forma esquerda para a direita, porque estava preocupado com o seu regime comunista se inclinando demais para a esquerda. Dizem que ele tomava banho com sangue de golfinho.
 
SADDAM HUSSEIN
 

Saddam Hussein dizia que era a reencarnação do rei babilônico Nabucodonosor. A foto dele estava por toda parte no Iraque: podia ser vista em escritórios, escolas, aeroportos, lojas e até na moeda iraquiana. Ele escreveu um livro, chamado “Zabibah e o Rei”. Na história, ele se apaixona por Zabibah, que representava o povo do Iraque. O marido de Zabibah, que representava os Estados Unidos, estuprava a jovem. Os outros inimigos eram: Hezkel (Israel), Shamil (judeus), e Nuri Chalabi – que representava Ahmed Chalabi, um inimigo pessoal dele.


KIM IL-SUNG
 

Ele e seu filho Kim Jong-Il eram completamente loucos. Jong obrigou todo mundo, na Coreia do Norte, a usar um crachá com o nome dele. Disse que tinha o poder de transformar areia. Não satisfeito, construiu 30 mil monumentos dele mesmo. O pai estabeleceu o Juche, ou “auto-suficiência”, regime que acabou com as viagens e o intercâmbio cultural entre a Coreia do Norte e o ocidente.

TEODORO OBIANG NGUEMA
 

Governou a Guiné Equatorial com punho de ferro. Dizem que ele era canibal e comia os testículos dos adversários políticos para aumentar seu poder. Executou o próprio tio e fez tudo para ganhar um Prêmio de Ciência das Nações Unidas em sua homenagem. Em janeiro de 2010, Nguema foi sequestrado, torturado e confessou uma tentativa de golpe de estado, antes de ser morto.

GNASSINGBE EYADEMA
 

Gnassingbe Eyadema afirmava que era um super-herói. Criou até uma história em quadrinhos, estrelada por ele mesmo. Todas as lojas do Togo tinham sua foto e relógios de pulso de 30 reais com a sua imagem, que aparecia a cada 15 segundos. Morreu em 2005 e foi sucedido pelo filho.

JEAN-BEDEL BOKASSA
 

Foi ditador da República Centro-Africana. Tinha 17 esposas e 50 filhos. Apesar disso, proibiu a poligamia no país. Em 1979, crianças protestaram depois de terem sido forçadas a comprar uniformes escolares caríssimos numa fábrica de uma das mulheres dele. Por vingança, ele prendeu 180 crianças e as visitava diariamente para agredi-las. Ele realmente tinha algo contra crianças, tanto que esmagou o crânio de cinco filhos com uma bengala. Dizem que ele também teria comido bebês.

Fonte:http://www.vocesabia.net/mundo/10-ditadores-espantosamente-loucos/

sexta-feira, junho 01, 2012

Guerra Cibernética: uma sinistra possibilidade futura

Um exercício militar internacional, realizado em março passado, numa base militar da Estônia, tentou avaliar e prever as consequências de um novo tipo de conflito – uma ciberguerra. 
A operação Locked Shields (Escudos Trancados) não envolveu explosões, tanques nem armas. Na operação, uma equipe de especialistas em TI (Tecnologia da Informação) atacou outras nove equipes, espalhadas por toda a Europa. Nos terminais da equipe de ataque, localizados no Centro de Excelência da OTAN em Defesa Cibernética Cooperativa, foram criados vírus no estilo “cavalo de troia” e outros tipos de ataques que tentavam sequestrar e extrair dados das equipes inimigas. O objetivo era aprender como evitar esses ataques em redes comerciais e militares. A operação mostrou que a ameaça cibernética está sendo levada muito a sério pela aliança militar ocidental.
O que é ciberguerra?

Tipo de guerra onde não se utilizam armas físicas, mas sim meios eletrônicos e informáticos. Comumente, a palavra é usada para designar ataques, represálias ou intrusão ilícita num computador ou numa rede. Tais situações podem surgir em decorrência de conflitos políticos, econômicos ou militares no mundo real, ou seja, podem surgir de forma totalmente autônoma ou ao mesmo tempo que uma guerra física.
O fato da OTAN ter estabelecido seu centro de defesa na Estônia não se deve ao acaso. Acontece que, em 2007, diversos sites do sistema bancário, da imprensa e do governo daquele país foram atacados com os chamados DoS (tentativa de tornar os recursos de um sistema indisponíveis para os seus usuários.) durante um período de três semanas, o que hoje ficou conhecido como “A 1ª Guerra da Web”. Os responsáveis seriam hackers ativistas, partidários da Rússia, revoltados com a retirada de uma estátua, da época da União Soviética, do centro da capital do país. Os ataques DoS são diretos: redes de milhares de computadores infectados, conhecidas como botnets, acessam simultaneamente o site alvo, que é sobrecarregado pelo tráfego e fica temporariamente fora de serviço. Os ataques DoS são, no entanto, uma arma primitiva quando comparados com as mais recentes armas digitais. Atualmente, o temor é que a 2ª Guerra da Web (se, e quanto acontecer) possa causar danos físicos, prejudicando seriamente infraestruturas e até ocasionando mortes.
Ataques mais sofisticados podem fazer coisas como descarrilar trens em todo o país, por exemplo. Esses ataques podem causar gigantescos “apagões”, não apenas cortando o fornecimento de energia, mas danificando, de forma irrecuperável, geradores que levariam meses para serem substituídos. Eles podem causar explosões em oleodutos ou gasodutos e impedir a decolagem e o pouso de aeronaves. No centro do problema estão interfaces entre os mundos físico e digital conhecidas como Sistemas Scada, ou Controle de Supervisão e Aquisição de Dados.
Estes controladores computadorizados assumiram tarefas que antes eram feitas manualmente. Eles fazem qualquer coisa, desde abrir as válvulas de oleodutos até controlar semáforos e, assim, paralisar completamente o trânsito das grandes cidades. Em breve, estes sistemas serão comuns em casas, controlando coisas como o aquecimento central. Um detalhe importante é que estes sistemas usam o ciberespaço para se comunicar com os controladores, receber a próxima tarefa e reportar problemas. Caso os hackers consigam entrar nestas redes, em tese, conseguiriam também o controle da rede elétrica de qualquer país, do fornecimento de água, sistemas de distribuição para indústria e supermercados, redes do sistema financeiro, controle do tráfego aéreo e outros sistemas ligados à infraestrutura. Seria o caos total da civilização, com o pânico generalizado em todo o planeta. Xeque mate.
Em 2007, o Departamento de Segurança Nacional dos Estados Unidos demonstrou a potencial vulnerabilidade dos sistemas Scada. Com um software, o departamento entrou com comandos errados e atacou um enorme gerador a diesel. Vídeos da experiência mostram o gerador chacoalhando violentamente e depois a fumaça preta toma toda a tela. O temor é de que, um dia, um governo hostil, terroristas ou até hackers, que apenas queiram se divertir, possam fazer o mesmo no mundo real. Se as armas cibernéticas se espalharem, os alvos serão, na maioria, ocidentais, ao invés de alvos em países como o Irã, que têm pouca dependência da Internet. Isso significa que as velhas regras de defesa militar, que favoreciam países poderosos e tecnologicamente avançados, como os Estados Unidos, já não são mais válidas.
No Brasil

O Exército Brasileiro anunciou a compra de novos softwares para a segurança e prevenção contra ataques cibernéticos. As medidas fazem parte de um planejamento mais abrangente do governo brasileiro para criar um sistema de defesa e contra-ataque para possíveis ameaças a páginas e redes institucionais e de proteção a dados sensíveis.

“Hoje temos um preparo mínimo para cenários de ataque. Temos uma grande rede, a EBnet, que reúne as unidades do Exército de todo o País, e ela está bem blindada, mas, mesmo assim, ainda há pontos de vulnerabilidade”
, disse o general Antonino Santos Guerra, diretor do Centro de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército (foto).

Em janeiro, as Forças Armadas Brasileiras concluíram duas licitações para a compra de um antivírus e um programa que simula ataques cibernéticos, no valor de cerca de R$ 6 milhões. Os dois programas serão desenvolvidos por empresas brasileiras. Um simulador de guerra cibernética treinará os oficiais em, pelo menos, 25 cenários de diversos tipos de ataque contra redes semelhantes às do Exército.


BITS 2012

A segurança cibernética foi o tema da BITS 2012, evento que aconteceu de 15 a 17 de maio, em Porto Alegre. O general José Carlos dos Santos (foto), responsável pelo Centro de Defesa Cibernética do Exército Brasileiro (CDCiber) explicou como o governo está montando sua força-tarefa tecnológica, por meio do CDCiber , e sobre o desafio da primeira grande missão: o monitoramento efetivo da Rio+20, conferência da ONU, que acontecerá de 20 a 22 de junho, no Rio de Janeiro, e que deve reunir cerca de 100 chefes de Estado e de Governo. A Defesa Nacional também é alvo dessa estratégia de proteção na Internet. Existe uma preocupação com as recentes ofensivas de hackers a sistemas importantes de outros países, que atacam principalmente setores de energia. Em 2010, por exemplo, o Irã teve seu programa nuclear atingido pelo vírus Stuxnet ( projetado especificamente para atacar o sistema operacional SCADA, desenvolvido pela Siemens para controlar as centrífugas de enriquecimento de urânio iranianas). E há um aumento crescente das atividades hackers, com o governo sendo sempre um alvo preferencial.

Fonte: http://www.vocesabia.net/curiosidades/guerra-cibernetica-uma-sinistra-possibilidade-futura/